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Tamandaré! O imortal!
Postada por rbarros em 31.05. às 20:15

O CRUZADOR TAMANDARÉ foi excepcional na ativa, tanto na USNavy com na MARINHA DO BRASIL. Mais que um navio era uma Escola de Marinheiros. Seus tripulantes até hoje se reúnem para lembrar o IMORTAL C12 ! IMORTAL, por ter se recusado a morrer.
Repousa nas águas do mar, pois quando rebocado para um país da Ásia, desprendeu-se dos cabos de reboque e pousou no fundo do mar, onde os imortais repousam. Quem não serviu no inesquecível TAMANDARÉ, o MANDAMAR, seu endereço telegráfico, não fez uma carreira completa.
Claudio Buchholz, tripulante do C12!!!
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A incrível história do cruzador Tamandaré
Postada por rbarros em 03.05. às 12:24

Em 5 de agosto de 1980, o casco do ex-Tamandaré foi arrematado em leilão pela empresa pelo valor de US$ 1.100.000, pela empresa Superwinton Enterprises Inc., com sede no Panamá que declarou que o destino do mesmo seria o porto de Hong Kong. No entanto, provavelmente por questões de mercado, a empresa proprietária contratou o reboque para Formosa, onde seria feito o desmonte. O Cruzador saiu da Baía da Guanabara a reboque do Rebocador "Royal" de bandeira filipina, da Luzon Stevedores Corp.

Em 23 de agosto, ao se aproximar do sul da África o Rebocador "Royal" encontrou mau tempo, apresentando o casco do cruzador uma banda, que foi se acentuando apesar do reboque seguir a boa velocidade. Aproveitando as melhores condições de tempo, com sacrifício, o navio foi visitado por uma turma de reparos que, utilizando-se de um lanchão, atracaram a contrabordo do cruzador no dia seguinte. Verificou-se haver muita água no segundo convés, mas não se pôde ir mais abaixo por falta de luz e por medo do forte balanço, que fazia bater muito o liquido existente na terceira coberta.

Contudo, foram feitos os consertos até onde foi possível alcançar sem risco de perder a vida. Feito isso, decidiram arribar em Capetown, rumando para aquele porto. Na noite de 24 de agosto de 1980, por volta das 22:22 hs, na posição de 38º'48's e 0lº24'w, o valente cruzador começou a submergir, sendo então largado o cabo de reboque. Por fim o glorioso Cruzador Tamandaré, ex-USS Saint Louis, afundou no Atlântico, repousando para sempre no fundo do mar.


O Tamandaré sempre fora considerado um navio de sorte. Sobrevivente da 2ª guerra onde operara com o nome de St. Luis o Tamandaré ao contrario de seu irmão Barroso, este atormentado por constantes problemas mecânicos e acidentes até com vítimas fatais, nunca tivera qualquer problema sério. Ao contrário escapara mesmo ileso de um bombardeio feito por baterias costeiras brasileiras.

Na manhã de 11 de novembro de 1955 alegando que o Dr. Carlos Luz , presidente interino, pretendia dar um golpe e tomar o poder, o Ministro da Guerra , Gal. Henrique Teixeira Lott, ao ser demitido rebelou-se. Conseguiu a destituição de Luz e nomeou Nereu Ramos para o cargo.

O Almte Pena Boto, que estava a bordo do Tamandaré, propôs que Carlos Luz embarcasse ali e fosse levado ao litoral de Santos e de lá para, em São Paulo, reunir um novo governo constitucional. Quando o navio, com Luz a bordo, passou pela fortaleza de Lage e pelo forte São João, foi alvejado por estas duas baterias. Passada a saída da baia o navio foi novamente alvejado desta vez pelas baterias do forte de Copacabana.

Durante 22 minutos o navio esteve sob fogo, e ainda que alguns tiros passassem muito perto, não foi atingido uma única vez.

Mas não foi este o mais estranho episódio acontecido com o Tamnadaré. Durante muitos anos vários tripulantes, inclusive oficiais, alegavam ter visto um vulto vagando pelos corredores do navio. Muitos identificavam o tal vulto como tendo feições orientais e vestindo um traje de vôo típico da segunda guerra. Tantas foram as aparições que alguns tripulantes passaram a celebrar periodicamente um culto religioso em favor daquela alma sem descanso.

Quando este grupo soube das condições do afundamento do Tamandaré teve certeza que seu destino havia sido finalmente cumprido. Intrigados coma as aparições haviam procedido a uma investigação e coma a ajuda do consulado japonês descobriram o que se segue.

Na manhã de 27 de novembro de 1944, durante a batalha do Golfo de Leyte, o Tamandaré (então St. Luis) fora alvo de um ataque aéreo japonês. Neste grupo de aviões atacantes, força Kasuga-Tai, havia um único zero totalmente desarmado a não ser por uma bomba de 250 kg. Sua missão, um ataque Kamikase.

Relatos gravados no livro de bordo do St. Luis confirmam que um avião zero, depois de duas tentativas frustradas havia se chocado com a parte traseira da embarcação perto do hangar dos hidroaviões. Provocara uma grande inundação mas as turmas de reparo mantiveram o navio em condições de combate. Investigações posteriores indicaram, que o piloto kamikaze era o segundo sargento Katsuo Tomita.

Para aquele grupo de antigos tripulantes do Tamandaré não havia mais dúvidas. O espírito de Katsuo Tomita permanecera no navio todos estes anos, cuidando dele e seus tripulantes até que no derradeiro momento, quando nenhuma outra vida estaria em risco finalmente cumpriu sua missão e levou o Tamandaré ao fundo.
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USS St. Louis
Postada por admin em 21.04. às 18:38

Alguns links sobre o Lucky Lou:
http://www.ibiblio.org/hyperwar/USN/ships/CL/CL-9_StLouis.html
http://www.multied.com/Navy/cruiser/St%20Loius.html
http://www.hazegray.org/danfs/cruisers/cl49.txt
http://www.multied.com/Navy/cruiser/
http://www.hazegray.org/danfs/cruisers/
http://www.ibiblio.org/hyperwar/USN/ships/dafs/CL/cl49.html
http://www.ussnicholas.org/desron21.html
http://www.warships1.com/UScl049_StLouis_pics.htm
http://www.probsolve.com/ussstlouis/
http://www.navsource.org/archives/04/04049.htm
http://www.destroyers.org/Reunions/Other-Ships.html

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CL Tamandaré
Postada por admin em 10.04. às 21:20

Pelas insólitas situações que enfrentou em face do inimigo, ora sob a forma de ataques pela artilharia de navios e de baterias costeiras, torpedeado por um submarino e atingido por um Kamikase, sempre restando flutuando e com pequenas baixas, o então CL49 Saint Louis, foi chamado pelo Departamento da Marinha Americana de navio inafundável e batizado carinhosamente,"Lucky Lou".Very Happy


Visitem o CL Tamandaré

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Por que,diga-me por que?
Postada por rbarros em 06.01. às 08:34

Por que, roupas estranhas, de qualidade duvidosa,com o cheiro de alguem que não identificas ocupavam o lugar onde as minhas deveriam estar, com o cheiro por tí já conhecido e que deveriam presenciar o tórrido espetáculo?
Por que, tantos gemidos, e sussurros,entre suspiros e, até urros, foram escutados por outro alguem, quando meus ouvidos é que deveriam escutar?
Por que, tuas mãos quentes e anciosas,buscaram em outras curvas despidas,quase estranhas, a resposta e o saciar de tuas fantasias, de insano ardor?Quando as minhas curvas acostumadas
às tuas te levavam sempre a aplacar tua fome com prazer?
Por que, em outras profundezas, se eram nas minhas que deveriam se exaurir tuas entranhas?
Por que,com outras peles permutaste teu suor,no frenezi da louca cavalgada,quando deveria meu corpo acompanhar tua cadencia e juntos explodirmos no gozo uníssono da rara união de corpos e almas,que é a condição básica do verdadeiro amor?
Por que esqueceste as mãos que estendi e as trocaste por mãos ambiciosas,por presenças efêmeras, de vidas tão vazias?
Por que olhaste a vida tão futilmente com se fosse nada mais que uma mulher núa,quando sómente eu fui, e serei sempre tua, e capaz de amar-te além da morte?
Por que,diga-me por que?
Se houver no mundo uma resposta, juro-te calar-me até que eu morra...
Luar de Verão
 
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Mar desconhecido
Postada por rbarros em 20.06. às 00:15

Se eu tivesse tido saúde, rapazes,
não estaria aqui fazendo versos.
Já teria percorrido todo o mundo.
A estas horas, talvez os meus pés estivessem quebrando
o último bloco de gelo
da última ilha conhecida de um dos pólos.
Descobriria um mundo desconhecido,
para onde fossem os japoneses
que teimam em vir para o Brasil…
Porque em minha alma se concentrou
toda a ânsia aventureira
que semeou nos cinco oceanos deste mundo
buques de Espanha e naus de Portugal!
Rapazes, eu sou um marinheiro!

Por isso em dia vindouro, nevoento,
porque há de ser sempre de névoa esse dia supremo,
eu partirei numa galera frágil
pelo Mar Desconhecido.
Como em redor dos meus antepassados
que partiram de Sagres e de Palos,
o choro estalará em derredor de mim.

Será agudo e longo como um uivo,
o choro de minha tia e minha irmã.
Meu irmão chorará, castigando, entre as mãos, o pobre
rosto apavorado.
E até meu pai, esse homem triste e estranho,
que eu jamais compreendi, estará soluçando,
numa angústia quase igual à que lhe veio,
quando mamãe se foi numa tarde comprida…

Mas nos meus olhos brilhará uma chama inquieta.
Não pensem que será a febre.
Será o Sant Elmo que brilhou nos mastros altos
das naves tontas que se foram à Aventura.

Saltarei na galera apodrecida,
que me espera no meu porto de Sagres,
no mais áspero cais da vida.
Saltarei um pouco feliz, um pouco contente,
porque não ouvirei o choro de minha mãe.
O choro das mães é lento e cansado.
E é o único choro capaz de chumbar à terra firme
o mais ousado mareante.

Com um golpe rijo cortarei as amarras.
Entrarei, um sorriso nos lábios pálidos,
pelo imenso Mar Desconhecido.
Mas, rapazes, não gritarei JAMAIS!
não gritarei NUNCA! não gritarei ATÉ A OUTRA VIDA!
Porque eu posso muito bem voltar do Mar Desconhecido,
para contar a vocês as maravilhas de um país estranho.
Quero que vocês, à moda antiga, me bradem BOA VIAGEM!,
e tenham a certeza de que serei mais feliz.
Eu gritarei ATÉ BREVE!, e me sumirei na névoa espessa,
fazendo um gesto carinhoso de despedida.
Rodrigues de Abreu

 
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Fragata no mar revolto
Postada por rbarros em 30.04. às 23:43

Clique no link para assistir o video
http://www.regobarros.eng.br/Fragata_no_Mar_Revolto.wmv
 
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Marinha russa navegando em mar grosso
Postada por rbarros em 19.04. às 23:21

O destróier Classe Sovremenny, desenvolvido na Rússia, é um poderoso navio construído para complementar os destróieres anti-submarino da classe Udaloy. Para essa tarefa, os navios da classe Sovremenny, foram pesadamente armados, para todos os aspectos do combate naval. O destróier da Classe Sovremenny tem um deslocamento máximo de 8480t e é similar no tamanho aos cruzadores Aegis da marinha dos EUA. É armado com um helicóptero anti-submarino, 48 mísseis de defesa aérea, oito mísseis anti-navio, torpedos, minas, canhões de longo alcance e um sistema detalhado de guerra eletrônica. O primeiro navio da Classe Sovremenny foi comissionado em 1985. Um total de 18 fora construídos para a marinha russa. Cinco permanecem em serviço. Todos os navios foram construídos em, Severnaya Verf, São Petersburgo. A marinha chinesa possui dois destróieres modificados da Classe Sovremenny, entregues em dezembro de 1999 e em novembro de 2000. Em 2002, a China requisitou mais dois. O primeiro destes foi lançado em abril de 2004 e entregue em dezembro de 2005. A segunda embarcação foi lançada em julho de 2004 e entregue em 2006.

Armamentos

Para combate antinavio, estão instalados dois lançadores de 4 células de mísseis Raduga Moskit, denominados SS-N-22 Sunburn pela OTAN. Este míssil é o mais poderoso armamento antinavio já construído. Seu tamanho se assemelha a de um caça e ele voa em perfil “sea skimming” ou “rente ao mar” em velocidade supersônica (mach 2.5), o que já lhe confere uma potente transferência de energia cinética quando impacta em um casco de navio, e transporta uma ogiva de 300 kg de alto explosivo, capaz de partir no meio qualquer navio do tamanho de um cruzador, ou pode, ainda, ser armado com uma ogiva nuclear de 200 Kt, que poderia incinerar um grupo de batalha naval, de uma vez. O alcance deste poderosíssimo míssil é de 120 km, quando disparado de superfície. Digo isso, porque este míssil é lançavel de aviões, também, o que lhe confere um alcance de 250 km. Esse espaço que usei para descrever esta arma sem paralelo no ocidente, foi importante, pois é uma arma que “estigmatiza” este navio como um “matador” de navios.
Para defesa antiaérea o Sovremenny é armado com 2 lançadores de mísseis SA-N-7 Gadfly, que é a versão naval do míssil BUK-M-1, e possuem um alcance de 25 Km, podendo ser lançados 3 mísseis simultaneamente. O Sovremenny carrega 48 mísseis SA-N-7 Gadfly de recarga para esses lançadores

Dois canhões duplos de 130 mm com capacidade anti-superficie e antiaérea estão montados a frente e a traseira do Sovremenny, que transporta 2000 tiros para recarga. Para defesa de ponto, estão instalados 4 canhões de 6 canos rotativos AK-630 de 30 mm e com uma cadência de tiro da ordem de 6000 tiros por minuto. São transportados pelo navio 16000 cartuchos de 30 mm para alimentar estes canhões

Para guerra anti-submarino são transportados 2 lançadores duplos para torpedos pesados de 533 mm e 2 lançadores de 6 tubos para foguetes anti-submarinos RBU-1000 com 48 foguetes de recarga. Além disso, o Sovremenny é preparado para minagem e para isso ele transporta 40 minas navais. Um helicóptero anti-submarino Ka-27 é transportado também. Graças ao armamento que havia sido planejado para este navio, o seu tamanho é grande, sendo quase o mesmo de um grande destróier americano de classe AEGIS como o Arleigh Burke

Mas todos esses “dentes” não seriam tão letais se não houvesse os sensores para serem os olhos e ouvidos do navio. Para isso, nos dois primeiros navios dessa classe, foi instalado um radar Top Steer que faz a busca aérea e alcança 300 km. Nos navios mais recentes foi instalado um radar tridimensional Top Plate, , capaz de detectar um avião a 230 km ou um míssil em vôo rasante a 50 km. Para controle de fogo dos mísseis SA-N-7 Gadfly, é usado o radar Front Dome com 30 km de alcance. Para busca de superfície, é usado o radar 3 Palm Frond I-Band com um alcance, estimado de 135 km. Os navios da classe Sovremenny contam, também com um sistema de contramedidas ativas com 8 lançadores de iscas PK-10 e 2 lançadores PK-2 com 200 foguetes.

Sistema de mísseis Moskit 3M80E

Segundo alguns analistas norte-americanos, no domínio dos mísseis anti-navio, a Rússia detém sobre os EUA um avanço de “pelo menos uma década”. Este avanço é materializado no míssil Moskit (3M80) (SS-N-22 “Sunburn”, na designação NATO). O míssil - já adquirido pelo Irã - tem um alcance de 150 Km, que percorre a Mach 3. Capaz de manobras evasivas para evitar ataques, o míssil foi concebido para voar rente às ondas de modo a evitar a detecção até ao momento do embate. O 3M82 é o míssil anti-navio mais veloz da atualidade, o triplo da velocidade do seu equivalente americano Harpoon. Com efeito ao “Moskit” chegam apenas dois minutos para alcançar o limite do seu alcance operacional. Segundo a Raduga, o seu fabricante, 1/2 “Moskit” podem incapacitar um destróier e 1/5 podem afundar um navio de 20 mil toneladas.

Existe igualmente uma versão de grande alcance, a 9M80E. A incrível rapidez do 3M82 concede ao navio atacado apenas um tempo de reação entre 25 a 30 segundos, o que lhe torna muito difícil o uso de contramedidas electrónicas, deixando apenas o uso de artilharia de tiro rápido e antimísseis como única linha de defesa.
Propulsão A propulsão do Sovremenny é feita por duas turbinas a vapor com 50000 hp de potencia cada uma, que movem dois eixos com duas hélices com 4 laminas. Esse sistema acelera o Sovremenny a uma velocidade máxima de 68 km/h tornando este destróier um dos mais rápidos de sua categoria

Destróier Classe Sovremenny

Tipo: Destróier
Tripulação: 344 tripulantes.
Data do comissionamento: 1985.
Deslocamento: 8840 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 156,5 mts.
Boca: 17,2 mts.
Propulsão: 2 turbinas a vapor com 50000 Hp cada
Velocidade máxima: 68 km/h
Alcance: 9000 Km
Sensores:
Radar de busca aérea: Top Steer; Radar busca de superfície: Palm Frond; Radar de controle de fogo: Front Dome.
Armamentos: AAW: 2 lançadores de mísseis SA-N-7 Gadfly; 4 canhões antiaéreos AK-630 de 6 canos de 30 mm; 2 canhões duplos AK-130 de 130 mm; SSW: 2 lançadores quádruplos para mísseis Moskits SS-N-22 Sunburn; ASW: 2 lançadores de torpedos pesados de 533 mm; 2 lançadores de foguetes RBU-1000
Aeronave: Um Ka-27 Helix
Fonte:Revista Poder Naval

Clique no link abaixo



http://www.regobarros.eng.br/Russian_Aircraft_Cruiser.wmv
 
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Mar picado
Postada por rbarros em 18.04. às 18:49

O navio caturrava cocorveando entre as entre as vagas alterosas. Nos corredores não se encontrava ninguém só alguns ainda conversavam nas cobertas. Sob os cobertores ouvindo o ranger da quilha sob as investidas do mar. Pela escotilha olhei para fora à noite era de cólera no mar os relâmpagos eram os únicos brilho nos céus e iluminavam as nuvens carregadas que cobrindo o brilho das estrelas, e as ondas que vergastavam o costado navio.

Quando mergulhava nas vagas profundas subia vagarosamente para ficar como uma prancha na crista da onda. Nessa hora os motores do navio mudavam de tom. O mar encapelado entrava pela proa e escorria pela popa. No passadiço podíamos ver a violência do mar à força com que as ondas se rebentavam contra o costado do navio de todos os lados como se quisesse espremer suas bordas.

Podíamos ouvir o uivo dos ventos e o barulho da arrebentação das ondas que fustigava o costado do navio que lutava contra a ira do mar.
Clique no link abaixo para ver o tamanho do mar!
http://www.regobarros.eng.br/images/mar_picado.wmv
 
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Sentença Judicial
Postada por rbarros em 17.02. às 11:23

SENTENÇA JUDICIAL EM 1833
VILA DE SÃO SEPÉ - RIO PARDO, RS.
O adjunto de promotor público, representando contra o chirú Manoel
Duda, porque no dia 11 do mês de outubro, na Província de S. Pedro,
quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o
supracitado chirú que estava de em uma moita de mato, sahiu della de
supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que
não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito índio
abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de
fora e ao Deus-dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella
gritou e veio em amparo della Nocreto Correia Pires e Juvenal Alves
Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas
testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso fazem prova.

CONSIDERO:
- QUE o malacara Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para
conxambrar com ela e fazer chumbregâncias, coisas que só marido
della competia conxambrar, porque casados pelo regime da Santa Igreja
Cathólica Romana;
- QUE o dito Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube
respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer
conxambranas com a Quitéria e Tininha, moças donzellas;

- QUE Manoel Duda é um perverso perigoso e que não tiver uma cousa
que atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até em
homens.
CONDENO:
O desviado do bons costume Manoel Duda, pelo malifício que fez à
mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, neste domingo, capadura que
deverá ser feita a MACETE.

A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa.
Nomeio carrasco o carcereiro.

Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.

Manoel Fernandes dos Santos
_Juiz de Direito da Vila de São Sepé de Rio Pardo, 15 de Outubro de
1833._Fonte: Instituto Histórico do Rio Grande do Sul.

 
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Quem é o seu amante?
Postada por rbarros em 16.02. às 21:18

" Muitas pessoas tem um amante e outras gostariam de ter um.
Há também as que não tem, e as que tinham e perderam".
Geralmente, são essas últimas que vem ao meu consultório, para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc. Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:

"Depressão", além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!!!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.
Há as que pensam:
"Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas"?!
Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:
"AMANTE" é aquilo que nos "apaixona",
é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono, é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso "AMANTE " é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta.
É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso "AMANTE" em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta sensações incríveis.
Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto....

Enfim, é "alguém!" ou "algo" que nos faz "namorar a vida" e nos afasta do triste destino de "ir levando"!..
E o que é "ir levando"? Ir levando é ter medo de viver.
É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão, de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um amante e um protagonista... DA SUA VIDA!

Acredite:
O trágico não é morrer, afinal a morte tem boa memória, e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver...
Por isso, e sem mais delongas, procure um amante ...
A psicologia após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:

"PARA ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA"


Jorge Bucay - Psicólogo
 
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Lembro-me bem...
Postada por rbarros em 15.02. às 09:52

Lembro-me bem...Foi numa tarde longinqua, com ar primaveril, brisa suave, flores nas arvores...lembro-me bem...Pairava no espaço um cheiro de paixão; no silencio ouviam-se nossas respirações ofegantes, e nossos corações, que batiam acelerados, próximos de uma grande explosão...lembro-me bem...Olhos olhando como a vasculhar; bocas sedentas querendo sorver, mãos anciosas explorando caminhos ainda desconhecidos. Lembro-me bem...Tantas sensações misturando-se no mais fundo de minha alma, numa inquietaçaõ jamais experimentada...Pensei...Estou louca; algo estranho apodera-se de mim, sem que eu possa controlar. Teu olhar hipnotizava-me conduzindo toda a desenvoltura e gestual do meu corpo, que só obdecia...Lembro-me bem.
Todo o meu ser abria-se num convite que mais parecia uma prece, um rogo para que viesses o mais rápido possível agazalhar-te no meu tão puro e sedento regaço. Lembro-me bem. Enquanto eu te guardava no mais recondito do meu ser, tua boca quente e perfumada desenhava em meu pescoço as evoluções do amor.
Aconchegavas tua cabeça entre meus seios que arfavam firmes apontando para o céu, como se fosse aquele o caminho para o paraiso.
Lembro-me bem; de tua voz profunda derramando em meus ouvidos juras de um infinito amor...e cavalgavamos por caminhos de total loucura de um prazer que só atinge-se quando encontra-se a pessoa especial; um ser que magicamente diz sem precisar falar, enxerga sem precisar olhar, que conduz sem precisar mandar, apenas sente e deixa-se levar. Lembro-me bem, que na exaustão de tanto ardor e lasciva comunhão descansavamos ainda na acrobacia de uma última explosão. Depois o silencio, o perfume inconfundível do amor, acalmava nossos músculos, nossos batimentos cardiacos, nossos torvelinhos de pensamentos, paixão e sonho. Lembro-me bem...Movidos por um mesmo apelo, recomeçavamos a explorar-nos com olhar, a buscar com maõs que tatuavam em minhas costas o esboço de um quadro que o melhor dos pintores invejaria a beleza. Lembro-me bem...Num gesto expontaneo eu reservava no secreto e so teu esconderijo o nectar do teu ser, presente divino que me fazia sentir e me tornava mulher.
Lembro-me sempre e nunca mais a lembrança deixa-me esquecer, que ainda hoje, dentro de mim habita a mesma mulher.

Luar de Verão
 
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O teu perfume, amada - em tuas cartas
Postada por rbarros em 01.02. às 10:49

O teu perfume, amada - em tuas cartas
Renasce, azul... - são tuas mãos sentidas!
Relembro-as brancas, leves, fenecidas
Pendendo ao longo de corolas fartas.

Relembro-as, vou.. nas terras percorridas
Torno a aspirá-lo, aqui e ali desperto
Paro; e tão perto sinto-te, tão perto
Como se numa foram duas vidas.

Pranto, tão pouca dor! tanto quisera
Tanto rever-te, tanto!... e a primavera
Vem já tão próxima!... (Nunca te aprtas

Primavera, dos sonhos e das preces!)
E no perfume preso em tuas cartas
À primavera surges e esvaneces.
Vinicius de Moraes

 
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A bunda que engraçada
Postada por rbarros em 01.02. às 10:35


A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda,
redunda.

Carlos Drumond de Andrade

 
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Amar
Postada por rbarros em 31.01. às 21:23


Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar,desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.



 
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Amar se aprende amando
Postada por rbarros em 31.01. às 21:10


O ser busca o outro ser, e ao conhecê-lo
acha a razão de ser, já dividido.
São dois em um: amor, sublime selo
que à vida imprime cor, graça e sentido.

"Amor" - eu disse - e floriu uma rosa
embalsamando a tarde melodiosa
no canto mais oculto do jardim,
mas seu perfume não chegou a mim.

Carlos Drumond de Andrade

 
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Meu Coração
Postada por rbarros em 31.01. às 10:23


O triste coração que eu trago, é tão velhinho,
E tanto tem amado, e tem vivido tanto,
Que não suporta mais o fogo de um carinho,
Nem de outro coração o cálido quebranto.

Às vezes, alta noite, ouço-o chorar sozinho,
Do meu peito escondido ao último recanto,
Assim como quem sente a dor de algum espinho
Que o dere, e quer leni-la , ao afagá-la em pranto.

É ele! É o coração tristíssimo, que chora
De saudade de alguém, que o fez antegozar
Um grande, um santo amor, e que se foi embora.

E escuto-o palpitar, tão leve, que parece
Um ser que sente frio, e treme, a murmurar
Num soluço infinito, os restos de uma prece...

Alceu Wamosy

 
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O Amor
Postada por rbarros em 31.01. às 01:13


O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

Fernando Pessoa

 
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O MAR
Postada por rbarros em 31.01. às 01:08


O mar é triste como um cemitério;
Cada rocha é uma eterna sepultura
Banhada pela imácula brancura
De ondas chorando num alvor etéreo.

Ah! dessas vagas no bramir funéreo
Jamais vibrou a sinfonia pura
Do Amor; lá, só descanta, dentre a escura
Treva do oceano, a voz do meu saltério!

Quando a cândida espuma dessas vagas,
Banhando a fria solidão das fragas,
Onde a quebrar-se tão fugaz se esfuma,

Reflete a luz do sol que já não arde,
Treme na treva a púrpura da tarde,
Chora a Saudade envolta nesta espuma!

Augusto dos Anjos

 
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A Dor
Postada por rbarros em 31.01. às 01:00

Chama-se a Dor, e quando passa, enluta
E todo mundo que por ela passa
Há de beber a taça da cicuta
E há de beber até o fim da taça!

Há de beber, enxuto o olhar, enxuta
A face, e o travo há de sentir, e a ameaça
Amarga dessa desgraçada fruta
Que é a fruta amargosa da Desgraça!

E quando o mundo todo paralisa
E quando a multidão toda agoniza,
Ela, inda altiva, ela, inda o olhar sereno

De agonizante multidão rodeada,
Derrama em cada boca envenenada
Mais uma gota do fatal veneno!

Augusto dos Anjos

 
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Cavaleiro de Luz
Postada por rbarros em 12.06. às 18:01





[align=center:116a43e3fe]Vem meu cavaleiro de luz
Clarear minha noite escura
Num galope à beira mar.

Vem resfolegar nessa magia
Junto das estrelas e do luar
Por altas ondas entrecortar

A brisa doce cheirando a sal
De azuis marinhos que o areal
Empresta conchas do caminho

Na arte do teu manto celestial
Cavalgar a noite dos cristais
Do meu corpo úmido do teu

Peito sedutor que me acinturas
Pérolas de carícias por esse mar
Que é teu, em meu desejo de amar.

Vilma Orzari Piva
[/align:116a43e3fe]
 
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Mar Encapelado
Postada por rbarros em 12.06. às 17:54






[align=center]Amo-te sob o código do teu mar encapelado
Dos meus sonhos, dos salvos condutos de te ter
Nas horas do nada, perceptíveis de tudo e alado
De rumores, ansiando-me num arrebentar de querer.


Abro-te meu coração emoldurado de avenidas no teu
Álbum de fotografias. Retratos tão nossos daqueles dias
De Abril que por tantos janeiros, o amor ponteia no céu
Desejos dessa santa vontade de morrer aos teus pés.


Deixo-te adentrar, onipresente, em meus salões de vidas
Trêmulas em meus olhos rasos que falíveis na paixão
Brindam teus passos ao sabor dos vinhos e das curvas
Escritas na tua pele de avisos onde mora minha emoção.


E abrigo-te num estado íntimo debaixo da minha língua
Revirando-te na cor indisfarçável da minha face corada
À tona do mundo, a bordo do remanso da felicidade nua,
Condensada nos botes da tua boca em ondas apaixonadas.

Vilma Orzari Piva[/align]

 
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O Espantalho
Postada por rbarros em 08.06. às 21:04

O Espantalho
No meio da colheita
Desfila seu olhar
Ao acaso espreita
O dia que passa...


Quando nasce o sol
Já esta de prontidão
Na espera da vida
Faceira na criação.

Quando desce a noite
Beija a lua a musa
Encantado com o perfume
Lume o céu que cruza...



O mês é tranqüilo e faz de alguns dias belos , outros tão tristes que cai do céu tantas gotas em forma de chuva de lágrimas. Talvez sejam de amor pela beleza do universo,talvez por amor a noite que tanto espera ou talvez de tristeza mesmo pelos atos de destruição do animal racional .Ele o ser imponente e impotente que sempre lança pedras;quebrando o ecossistema perfeito e provando que ele tem muita estrada para percorrer e se tornar um ser criador.

Ah! O Espantalho, fica lá mudo mas com os olhares aguçados ,pensando em tudo que passa pelos dourados trigais .Desde a pequena borboleta que pousa em seu chapéu para enfeitar suas vestes desajeitadas ,até o urubu buscando a carne apodrecida do inseto ou do homem que invadiu os abismos da destruição do seu habitat.

O Espantalho, assim fica sem pressa de nada, sem relógio e sem hora, vendo o dia e a noite fugindo sempre um do outro na incansável busca de um furtivo encontro.Formando ambos um belo conjunto, um precioso casal na sua busca repetitiva de vem dia vai à noite do sentimento mais belo do universo, o Amor do dia pela noite .

Espantalho , da família de muitos Espantalhos todos com bom provimento de palha boa e bem da cor dos trigais,olha como seria este sentimento que a mágica captura ? E no entanto, como estas palhas ficam perdidas nesta ilusão sem saber descrever com a supremacia que merece o Amor e a criação.A natureza preciosa que vai assim se estendendo diante do olhar espantado quando entra o dia e depois cai à noite .

Quando a noite chega e continua de braços abertos ,olhando não mais direto aos trigais, mas como um repouso merecido , o olhar se estende lá no azul cobalto do mais belo céu. Cativado pelas estrelas que enfeitam a magnitude do firmamento e ainda como para coroar tal beleza vem linda e faceira lua... Lua , que abusa e usa de todos os versos e prosas para se dar ao luxo de apenas ser citada já que é impossível olhar o céu e não buscá-la.

Então o Espantalho , pequeno aglomerado bem montado de palha, com todos botões desta camisa emprestada.Ele fica parado respirando o perfume que a terra bendita exala, anunciando a chuva que vem de mansinho abençoar os trigais, do reino neste pequeno quintal.
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Sedução
Postada por rbarros em 08.06. às 21:02





Traz o vento sem consentimento
O gerânio escorregar em meu seio
Sedento e faminto
Apossa-se com teu perfume
As águas claras da minha pele
Esquece o tempo que se esvai
Perde-se nos sonhos do prazer
Enlouquece-me nos desejos adormecidos
Da paixão do teu caule que flama
Na sedução da minha voz que te chama.


Sinto nas tuas folhas alongadas
Perder-me nos suores das tuas cores
Quando teus perfumes ao toque das minhas mãos.
Evaporam caindo nas entranhas do meu corpo
Que consomem o teu sabor em êxtase
Coberto com teu aroma adormece
Nas asas do meu poema.

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Conselho de um velho apaixonado
Postada por admin em 29.05. às 19:03


Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles,fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Algo do céu te mandou um presente divino : O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e,em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais,deixam amor passar,sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais. Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: 0 AMOR !!!

Carlos Drummond de Andrade
 
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Carta de Amor II...Lembran?a ao Meio Dia
Postada por rbarros em 29.05. às 16:17




Aspiro à brisa alaranjada a palpitar de amores e a te desejar...

Que tempo é este que passa meu doce amor, a voar em minha mente pedinte neste abandono que se instala incoerente.
Trago o peito rasgado em meus sonhos, doces quimeras de versos que lhe dedico nesta distancia que se interpõe em nossas vidas.
Quem dera meu único amado, pudesse eu ter a magia para correr nas nuvens e te abraçar em um só minuto a reviver nossa plena união.

A lágrima que cai agora me deixa ébria neste tormento que me faz viver , de tanto te amar e fico assim a te relembrar pelas avenidas que me inspira a versejar.
O teu olhar doce amor, vem tão leve mergulha em minha íris a encantar e neste fragmento do tempo me entrego, na doce ilusão de ter-te ainda assim em plenitude.

Beijo tua alma em luz que me irradia e nela sinto teu amor em todos meus dias,é neste tempo que vejo o quanto ainda sou feliz por viver contigo neste aconchego que nos é assim permitido.
O universo é dono tantas magias o Senhor que nos concede ainda a quimera mais doce da vida , vem embalar este encontro furtivo no silencio do meio do dia.

Como saltar desta ilusão que me aquece meu querido, se é em teus braços que me sinto ainda viver em pequenos consentimentos .E não importa se para isso ,o segundo seja só o tempo de uma lágrima a escorrer pela face e mergulhar nos beirais dos meus lábios sentindo teu doce aproximar.

Em meu coração pulsa teu nome,em minhas mãos ainda sinto teu calor, mas é na alma
que mais sinto o amor que depositas em mim com tanto carinho.
De onde vem já não me pergunto,e para onde vai só penso que pode te alcançar, esta
sensação tão doce que me abraça na calma da tarde que aqui me enlaça.

Como posso procurar explicações reais,se me basta sentir a plenitude de tanto te amar...
*
*
*

Se um beijo meu pudesse
Depositar bem perto dos teus lábios
Eu mergulharia em teus olhos
A romper a imensa saudade
E te envolver cativa no abraço
Do amor que pulsa em minha vida
Ainda intenso a luz que passa de cada dia.
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Ave em Poesia
Postada por rbarros em 22.05. às 15:12






Ave de amor a perambular em tuas lacunas
Desprovida de concretos olhares
Embebida no teu cálice da ilusão
Ébria entrega aos teus beijos em comunhão.

Ave da fantasia refletida em mesclas de cores
De infinitos horizontes a queimar na paixão
Que entorpece a razão rasgando a nudez
Em véus azuis que cobre a sensatez.

Ave da ilusão em essência de alquimia
A dançar na tua melodia infinita
Descalça a tocar sua pele na aurora
Imensidão do desejo que te clama agora!

Ave da poesia no universo
Em véus que desliza em teus versos
Sentindo tua quimera em alfazema
Pedinte e sedento no teu olhar de poema.

Ave vida no âmago
Sou versos em alma
Paixão que alucina
No poema a me extasiar.
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Submersa
Postada por rbarros em 16.05. às 00:45






Estou aqui...
Tão perto de ti com meus sonhos a palpitar
Na boca da tua noite te desejando amar
Em pequenas doses ainda que seja
A reviver este amor que teima em pulsar.


Estou aqui...
Navegante sem rumo neste mar que me assusta
Em noites submersas da penúria que me engole
No infinito de tua ausência que me consome
A vagar em te desejar em versos a perambular.


Estou aqui...
Distante e tão perto com você em meu coração
A acariciar o teu nome e beijar tua viva lembrança
Que me cobre de carinhos e me acerca de sorrisos
No meu silencio calmo que respira teu perfume.


Estou aqui ...
Ainda em ti...
A te amar em uma lembrança sem fim...


Estou aqui...
Com você dentro de mim...
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Aquarela da Alma
Postada por rbarros em 07.05. às 23:39




Sinto o querer...

Nos seios que palpitam ao teu toque
Nos lábios que marcam o paladar das lembranças
Clamando em sonhos a pintura de um beijo.


Desenhado assim na mirada da tua sedução...

Contornado nos braços que circulam
Lascivo na tua fantasia colorida da tela
Tingindo o encontro da pele que aconchega.


Nas mãos que deixam pinceladas marcadas...


O ventre a suplicar teus afagos
Quando o corpo explode em alquimias
Aquarela de chuvas ao som dos gemidos.


Matizes do desejo que vem ampliar...


Em cada lado da face os ternos carinhos
Para descer no corpo como fagulhas rubras
A incendiar tua pele no quadro dos sussurros.


A moldura intensa da entrega de te amar...


No painel que gera a lembrança e se mistura
Na mais íntima fragrância deste amor
Que não para de pulsar,alma em cores a te recordar...
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SONETO DEPRAVADO
Postada por rbarros em 05.05. às 20:02

SONETO DEPRAVADO


Escrevo esta poesia profana
Para mostrar a esses deuses ímpios
Que esse poeta silvícola índio
Alimentou-se do corpo da mulher-fulana

Pela nuca e orelhas foi o principio
Nos seios saciei a veleidade insana
O néctar escorrendo suguei de sua “xana”
Levando-a ao gozo; fiz-me teu vicio


Totalmente entregue aos sentidos
Pervertida. No cio e só instinto
Guiou meu pênis à sua gruta, e mais...

Fiquei por baixo dela passivo
Curtindo violentos mexidos lascivos
Juntos explodimos como animais

Marcello ShytaraLira
Sampa 05/05/2004
 
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Ramo de Sonhos
Postada por rbarros em 30.04. às 18:26

[align=center:f852b12db7]

Ao meu redor há um ramo de sonhos
entoando folhas das hastes florescidas ao vento.
Talvez seja ele um ramo encantado por mantras,
cultivados nos jardins que sulcaram as linhas das minhas mãos,
movimentando-se para um instante inalterado à palma dos mistérios.

Ou seria talvez, um tanto da ilusão refletida nos meus óculos
presos em seus dourados aros, conspirando atrás das minhas orelhas
mais um fosco mergulho no audível mundo dos espelhos.

Ou alguma parte do meu eu e teu sozinhos,
aconchegando-nos à sombra das árvores,
explicando-nos que muito mais que as raízes plantadas
são os hálitos dos sonhos que antecedem
sementes hibernadas dentro do coração.

E me cativo no aguardo do inacabado,
intercalando meu suspiro abismado,
diante da beleza que não se finda suspensa na calidez
daquele nosso beijo apaixonado.


Vilma Orzari Piva[/align:f852b12db7]
 
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DESEJO AGNÓSTICO
Postada por rbarros em 21.04. às 19:31

DESEJO AGNÓSTICO

Houve eras em que as nuvens
Eram minhas diversas camas
Meus desejos todos realizados
Nos braços de belas mulheres
Mas o ciúme do criador
Crivou meu ser, desnudou minh’alma
Metamoforseando-me de alado
À sibilante... rastejante ser egoísta...

Foi-me tirado o poder
De ver adiante de mim mesmo
Minhas omoplatas servem agora
Para assegurar ao criador
De que serei bípede adunco
Armado para destruir o belo...

O belo de amar. O belo de saber
Estar sendo amado...
Hoje minha acepção de mundo
É apenas uma foice afiada
Laminada pela maldade...
Do ciúme de quem mesmo me criou...

“Ó! Sei que de meus pés
Quando nos passos dados
Meus apostemas germinam flores liquidas
A derramarem sangue acérrimo...”

As trevas me servem como mantos
Encobrindo-me. Negligenciando meus erros...
Alimentando-me de meus sentidos dúbios
Vejo as máscaras enojadas de seus donos
Pessoas que serpenteiam em torno de si mesmas
Siamessas na vontade alheia de sugar o sangue
Os beijos dados em minha face...
Retratam o desprezo da corda
Quando teve que cortar o Judas...
Destino pelo qual fora escrito por quem não o perguntou

“Ò! Como podes me julgar sabendo que de mim nada fora
escrito, mas me escreveram: sem perguntas; sem permissões!
A história precisava de um algoz: fez-me algoz, pois sem
Algoz, efeito algum não produziria e fiéis não ganharia”





As fêmeas ancas que surfaram as ondas
De minhas veias, tornaram-se meus caninos
Vejo-te, babo, desejo tanto...
Tua esternoclidomastóideo
Tanto quanto a eucaristia...
Minha anistia... Minha alforria

Em meu sepulcro conheci a verdade ...
O epitáfio em minha lápide avisava-me:
Aqui jáz um epicurista que acreditou
No amor e do amor ousou ser amado
E quando amado, ser bem tratado
Pela mulher de teias douradas...


“Renasci quando de minha anátema!”


Marcello ShytaraLira
Sampa 21/04/2004
 
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As Tuas Costas
Postada por rbarros em 19.04. às 00:00

Quando deslizo a pluma
Da minha essência que voa
Nas terras altas das tuas omoplatas.

Sinto assim como...

Uma palavra solta que escorrega
Alisando o toque do beijo certeiro
Da quinta vértebra da direita
Encontrando o teu suave arrepio.
No toque que alisa a coluna central.
Então,te abraço gemendo o teu nome
Mas dedilhando as minhas iniciais
Lembrando cada uma das vértebras
Que compõe o abrigo das tuas costas
Os laços lá nos anos dourados
Da minha doce e tão breve estadia
Gravada na aliança da nostalgia...
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Doce Amor
Postada por rbarros em 16.04. às 23:55




Amo-te!
Como um sonho azul a fluir na noite
Fazendo uma pintura no céu da imaginação
Criando todos desejos na tua solidão
Que se une ao meu universo silente.



Amo-te!
Assim sem pensar livre a voar nas linhas da emoção
No universo da paixão onde se encontra tua fantasia
A esperar-me de braços abertos para unirmos em sintonia
Na intensa harmonia da mais bela nostalgia.



Amo-te!
Bem além da distancia no jardim da esperança que me conduz
Lá onde a cor do horizonte se faz presente nas horas mansas
Onde a lua pode beijar o sol e as estrelas dançar com as ondas
Fazendo um arco-íris nas espumas aveludadas de branca luz.



Amo-te!
Na mais pura das essências do meu clamor mais íntimo
No infinito abuso da saudade desta distância que oprime
Na ilha da abstrata solidão que me coloco em estado sublime
E assim poder me entregar a ti para beijar-te ao longe.



Amo-te assim!
Além de mim...
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as horas
Postada por rbarros em 13.04. às 13:10

E daí se o relógio faz hora?
Não lhe conto o tempo,
nem cobro os atrasos,
sequer os disperdícios.
É só gazeta,
arte da juventude,
de quem ainda tem mais tempo,
e sem saber quanto ainda tem.

E lá vai o tempo,
levando mais um dia,
dos desatentos, dos ocupados,
atarefados, contra o vento,
vão, e não voltam.

alepht
 
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Surreal
Postada por rbarros em 12.04. às 22:49





Olha amor!
Que faltas me fazes agora, quando a noite chega na janela aberta das lembranças...
Vês que me sinto invadida na ilha de mim mesma , a sentir-te assim cheia de amor.
Já me perdi em tantas tentativas , de buscar o esquecimento , mas não consigo sou frágil sem sua imensidão a me abraçar.
Só sei sentir o quanto te amo e o quanto teus doces lábios me faziam sorrir, hoje meu sorriso é tão tênue como a luz de um candelabro.
O meu corpo palpita em recordações e mesmo com o carrossel do tempo distanciando o passado do presente ainda minha pele esta colorida por tuas mãos .
O meu desejo parece ter criado raízes em seu nome, só você me basta e completa, nada , nada substitui o teu carinho e ao meu redor fica ainda cravado a lembrança de todas as melodias que juntos dançamos.
Uma a uma desfila em meus olhos, uma a uma vem marcar a sua presença tão completa dentro de mim.


Como te amo!



Sinto-me completa só quando em você estou a pensar, só assim me sinto inteira em meus sentimentos mais profundos.
É quando me encontro neste mar que me leva e carrega nas ondas da tua imagem que me sinto plena , plena de mim e plena em você na luz da infinita paz.
Não importa se as lágrimas escorrem como um afluente de teu mar, não importa se o meu coração sente a invasão da saudade que me consome, basta sentir-te ainda que seja assim, ainda que seja desta maneira fora de todos padrões, fora do real e caia no surrealismo do meu total completo abandono em te amar.


Sinto-te!


Mais que o azul do céu
Além do vermelho de Marte
No contraste absurdo do ônix
No deslumbre do âmbar
Em mesclas magníficas de lilás
Na plenitude de uma ametista
No calor intenso do vermelho
Em descompassos de laranjas
Em permanente harmonia de um branco
Tingindo a paz interna de uma aquamarine
No beijo infinito deste cristal
Esculpido na aliança
De uma orquídea de julho eterno
Dos amantes de mãos entrelaçadas
No suave rosa de um perfume
Depositado no frasco de Urano
De um arco-íris imaginário
Nas asas de vento de uma fênix
Girando no céu da intensa saudade.


Sinto-te!
Amando assim dentro de mim...
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Comentário(1)


Luz Violeta
Postada por rbarros em 01.04. às 23:26






Estou assim distante envolvida a ouvir o som dos teus passos...
As estrelas e a lua parecem desfilar em vários tons de prata neste céu de um azul tão infinito do meu passado.
Olho teu caminhar silencioso, vejo que passa devagar arrastando as cores da sensibilidade em tantos labirintos deixando o azul do teu perfume em frascos de alianças douradas.
O teu olhar vem apesar da distancia nesta cor do poente que tinge a atmosfera da saudade.
Onde o coração palpita livre sem medo e a vida parece pulsar em mesclas de lilás e rosa.
A minha visão se prende em teu corpo que exala a força diante da minha fragilidade tão latente que verte nas lágrimas.
Sinto o poder do teu domínio assim distante só de olhar a tua passagem pedindo meu sorriso.
Com a sensação desta paisagem me descubro e me transmuto em uma ave a tocar com meu olhar o teu olhar em ônix ..
É quando as águas verdes da minha íris se cruzam em teu mar na fusão da cor âmbar e na paz deste encontro minha alma em você despe-se em poesia...

*
*
*
.


Pousa minhas asas brancas nas areias da tua passagem
Dispo meus encantos que afloram da minha alma
Beijo a luz do dia na aurora que me ilumina
Quando entrego meus pensamentos em teu sonho.

Transmuto na totalidade da minha essência feminina
Deixando a ave de minha alegria levantar vôo
Alcanço a efemeridade na luz violeta da noite
E assim toco com um brilho o desejo do teu âmago.


Visto-me na cor da lua quando chega silenciosa
Tocando melodias que envolvem meu interior
No abraço que me acerca na distancia de uma quimera.

Entrego-te meus enigmas nas pontas das estrelas
E minha alquimia molda no teu doce palpitar
Quando me dispo em poesia para te amar.
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Comentário(1)


E TU SUJASTES (com meu sangue) MINHA CRIPTA...
Postada por rbarros em 01.04. às 01:13

E TU SUJASTES (com meu sangue) MINHA CRIPTA...

Num momento insano
Te passei o endereço fatídico
Ao penetrar viste no chão o pano
Que iria manchar minha cripta. Ilícito
O teu ato para embora me mandar...

Ah! Sabes que vivo por te amar
E, não acreditastes em mim
Enfim, aproveitates a oportunidade
Para fazer realidade...
Tuas profecias...
Mesmo sabendo que meus dias
Irias condenar a uma vida de cárcere...
Não titubeastes... Minh’alma grita...
Sofre minha mente...
Enchente salgada meu corpo provoca

Marcello ShytaraLira
Sampa 01/04/2004 00:43 hs.
 
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Depois...
Postada por rbarros em 31.03. às 00:40





Depois...quando a lua se põe em teus braços
Suspirando minha boca em tuas vindas e partidas
A insone madrugada orvalha-me de teu vigor
No refúgio das altas luas em crescentes sedas
A florir rosas de ternuras em minhas mãos
Exalando-me por todas as esperas...

Ai Amor! Quão infindável é essa paixão
Para além das luzes dos meus olhos
Entregues ao território do teu amor sem fim
Intuindo-me a essência do tempo transponível
Enquanto aguardo teu mundo nos meus braços...

Vilma Orzari Piva
 
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SINTOMAS DE AMOR...
Postada por rbarros em 30.03. às 21:45

Almas gêmeas...
Saudades loucas...
Sentimentos mútuos...
Necessidades idênticas...
Desejos profanos recíprocos...
Amor tempestuoso na mesma desproporção!

Marcello ShytaraLira
Sampa 29/03/2004 - 00:26 hs
 
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...no meu pranto...
Postada por rbarros em 30.03. às 21:39

...no meu pranto...



Lembro-me de teu corpo nu, ...no meu pranto...
No jogo de suas curvas enfraquecendo-me...
Em minhas veias o sangue inflamando...
Lembro-me de teu corpo nu, ...no meu pranto...
Tua boca cheia de desejos, enlouquecendo-me...
Meu ícone poroso inflando...
Lembro-me de teu corpo nu, ...no meu pranto...
No jogo de suas curvas enfraquecendo-me...

Marcello ShytaraLira
 
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Todas as Estreas
Postada por rbarros em 23.03. às 19:32



Todas as Estrelas.


As estrelas no infinito brilham
São ícones de beleza para quem as vêem...
E estes, amantes anônimos se tornam
Sou um anônimo e para essas estrelas dirijo
Meu olhar... sem nunca me cansar...
Meu coração as vê, as ama e não se cansa
Minha mente as sente, as ama e nunca se cansa
Todas estrelas juntas são minh'alma
Hoje você, linda Mulher, está se tornando
Minha constelação...


Marcello ShytaraLira
23/03/2004
 
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A gaivota, o cavaleiro e a dama I --- Miragem
Postada por rbarros em 21.03. às 22:53




O cavaleiro apareceu sem esperar no meio das dunas de sonhos cavalgando
nas terras marcando seu terreno em cada onda de areia.
Gritava ao seu fiel grupo , que reverenciavam cada mando
e desmando sem questionar todas suas mudanças de planos,
seguindo-o nas bravatas sem mesmo ver os ventos que mostravam
as mudanças das dunas.

O líder nato tinha o conhecimento, a sensatez e conhecia as areias do deserto como ninguém.
Quando a noite chegava e fazia sua pousada nas tendas, arquitetava
bem sua estratégia para seguir uma única gaivota .Silencioso ele fazia planos
queria alcançar seu vôo, aprisioná-la sem pressa demorasse o quanto
fosse necessário a prenderia em seu castelo junto com seu adorado falcão.
O falcão era a mais bela ave que tinha em seu reino e a gaivota
o premiaria em sua coleção primorosa.

O corcel negro sentia a busca no seu comando, sabia quando silenciar seu galope para ver a presa .Vagava com seu cavaleiro nas colinas de areia e as conhecia tão bem quanto ele.O corcel reluzia do deserto contrastando em seu pelo negro e brilhoso com os translúcidos cristais de areia.
Quando o sol nascesse talvez tivesse mais sucesso, vira esta gaivota
dando mergulhos nas águas do oásis ali tão próximo, uma pousada até atingir o mar.
Uma hora ela voltaria descansar no seu domínio, e nesta hora ela seria sua presa cativa...

Inconformado resolveu adormecer. O seu grupo já há muito tempo dormia pois
à noite os convidava para repouso.Ainda que estivesse vigilante nesta busca precisava
do seu descanso para revigorar as energias.À noite o deserto era frio e o vento agitava as tendas e neste balanço contava todos os mistérios desta terra inóspita.

O dia nasceu quente, com o sol brilhando anunciando que prometia
alguma surpresa. Depois de comer e arrumar as montarias o cavaleiro
colocou-se em marcha na sua busca. .O oásis estava próximo, dava
para sentir a brisa chegando com o perfume das palmeiras...
Depois de algum tempo de trote em sua montaria,um sorriso quebrou o silencio
A imagem de uma mulher surgia junto ao lago, correndo em suas margens em movimentos graciosos a brincar com uma gaivota.
Misturando tanto os movimentos da dança que confundia seus pés na areia
com a ave a voar em sua volta...
Em uma perfeita harmonia de amizade entre a ave e a mulher.Entre o vôo e a
dança.

Como podia ?Se nem ele e seu falcão tinham esta liberdade?
E a ave que tanto buscava estava ali fazendo parte do cenário em uma magia que impressionava.
Precisou ser rápido para parar o grupo e para que não assustassem a ave
e nem a mulher.Sim por que pareciam fazer parte uma da outra...
Ficou paralisado com a cena,extasiado via a ave que
voava e pousava nas mãos da mulher num mútuo consentimento.

A mulher descalça e com seu vestido acariciando a terra e a relva
formavam um belo quadro .A brisa da manhã fazia graças em seu vestido que ondulava mostrando a música que vinha deste movimento.
Ele se sentia confinado na imagem e no som que vinha do sorriso da mulher
e seus amigos pareciam enfeitiçados, pois mudos estavam .

Que passo tomaria? Que fazer neste momento?Ele não
tinha poder para quebrar esta magia,teria que ficar olhando até o momento que
o encanto quebrasse.Pois aquilo era apenas um encanto de momento, nada mais...
Mas o tempo parecia ter parado também ao redor, para só a mulher e a gaivota
dançar naquele espaço. O oásis parecia dar sua inteira permissão para ambas fazerem
em sua frente à dança do encantamento ao som do murmúrio das suas águas do lago e da brisa.

O sol era um espectador mais do que presente , pois fazia brilhar os ruivos cabelos
da dama tornando-os mais belos e a gaivota com suas asas brancas pareciam
uma nuvem alva a voar tão baixo aqui na terra.E tudo não tinha
fim nesta hora do dia que ainda estava iniciando a jornada da sua
fantasia.

Mas esta dança tão diferente , neste recanto inusitado estava já sumindo
nas areias , pois a dama corria ou voava se distanciando sem que ele
percebesse tão embevecido com cena para notar, enquanto as duas
fugiam dançando deste mundo de sonhos.Seria apenas uma miragem?
Quando seus amigos conseguiram falar, ele nem conseguia respirar.Resolveu
que então voltaria em outro dia, neste esconderijo mágico novamente até capturar
a gaivota e sua dama...

Surpreendido , entendeu que não poderia a busca ser apenas da gaivota apenas, pois sabia a que a dama estava ligada à ave assim como a ave estava ligada à dama,como ele ao falcão...
Em seu reino muitas aves faziam parte do viveiro, o falcão era seu escolhido e a
busca da gaivota estava sendo sua nova diversão, só não esperava que esta ave
trouxesse consigo a dama...

Impressionado com sua descoberta refletia sobre a captura da gaivota que estava sendo sua nova diversão....
Encerraria a aventura neste dia, amanhã quando o sol surgisse estaria ali no esconderijo,
apostos para ver sua caça novamente e arquitetar sua captura.
Quanto à dama..Bem a dama não queria pensar nesta magia agora, nem podia
Ainda sentia o poder do momento que o tocará tão intensamente...
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Cosmopolita
Postada por rbarros em 16.03. às 20:40

[align=center:fca43ead64]

[font=Verdana:fca43ead64]Cosmopolita

O sol da meia noite
É luz de estratagema
Escalando texturas
Sobre meu gemido lilás
No calor do teu peito.

E o lambe-lambe das fagulhas
Do teu corpo luminoso
Chispam em mim volúpias
Desnudas sob o manto azul
Num íntimo instante
De clareira de fogo
Em ardente andadura
Por entre as pernas
Incandescidas de teu géiser
Em sideral explosão

Habitas-me em etérea paixão
Aquecida no teu dourado açoite
Ensandecendo-me labareda
Cosmopolita em noites de solidão.

Vilma Orzari Piva[/align:fca43ead64]
[/font:fca43ead64]
 
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Carta de Amor I ---- Suaves Lembran?as
Postada por rbarros em 13.03. às 23:29





Na noite que passa tão calma...

Eu adormeço em mim mesma...



Os minutos sopram uma brisa suave ao som da melodia que entra pela janela.
O dia se foi , tão corrido agora à paz volta para me levar a pensar em você meu doce amor.
A cada letra um toque que vem de você para mim, a cada palavra um doce carinho meu para você...

A rua lá fora ainda se movimenta, mas aqui a sensação é de sentir tão doce a tua presença, que me eleva na paz do nosso amor.
Lembrar de nós é como caminhar de mãos dadas sob o manto das estrelas,ou relembrar quão suave era quando caminhávamos na praia...


Lembra ...amor meu...
Lembra, quando nossas mãos vinham brincar de sorrir sem nem ter motivo , mas sorriamos apenas por estarmos juntos , o mar com certeza sorria também pois suas espumas cobriam nossos pés...

Como posso ainda te dar este amor ?

Tem momentos que minha oferta não alcança o céu do nosso sentimento é tão alto , tão sublime ...
Sinto teu amor ....Mas é tão alto o céu e teu olhar nas nuvens é tão doce...
Alcançar-te tão distante e te sentir tão perto um paradoxo , mas tão intenso...tão intenso...
Amar-te ainda é tão bom... Sinto-me viver em cada pedaço da minha alma que palpita por você...

Sinto-te tanto meu amor ...

Em cada pedaço do tempo ...

Em cada momento do meu corpo...

Ainda sorrio para você , no teu céu acho que desprende teu sorriso como um beijo em meus lábios; pois sinto o vento tocar minha face , murmurando com tua voz meu nome, e neste exato momento meu doce amor eu não posso evitar ...

Fica tão grande o meu sentir que sob meu sorriso escorre o beijo de uma lágrima ...

Perdoa amor ...
Perdoa te amo, ainda em lágrimas sorrindo...

O tempo quebra amor, a casa se movimenta ...

Olha amor...
Os nossos filhos chegam sorrindo é nosso amor mais que concreto, me acercando de afeto...
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O Cadarço do Sapato
Postada por rbarros em 13.03. às 19:06




O calçado lá vai ...
Caminhando com seus estranhos cadarços, tão diferente e com marcadas identidades singulares..
.
Um impecável , sempre bem amarrado , com laço bem feito coisa feita com jeito e com muito trato todo garboso caminha em cima do calçado.

O outro muito desleixado, com jeito de pouco caso, se apresenta meio largado, quase esparramado.Arrasta-se no asfalto , fica cinza nem olha para cima e lá vai todo desfiado , desafiando a vida no compasso de cada passo...

O cadarço impecável, olha meio sem jeito e com um contrafeito, solicita uma possível reforma neste aspecto do enfadado companheiro.

O desleixado faz pouco caso,se coloca ainda todo glorioso fazendo de conta que seu estado é mesmo o mais formoso.
Mas o coitado do impecável, se ajeita no laço e mostra o quanto aquele ar desfiado pode por em risco o passo dos dois calçados.Um risco desnecessário, deste caso impensado de andar assim tão despreocupado. Será que não vê ? O quanto este asfalto é mesmo um campo minado?

Mas qual , nada...Nada pode ser feito a não ser esperar...E esperar, o dia dos dois passos desandar e num descuido escorregar...

E tal fato não leva tempo demais , pois assim o desleixado arrastado no asfalto em seu garboso desfiado é pego de surpresa e preso fica nas rodas alinhadas de uma bicicleta, que sem muito jeito atravessa no caminho dos dois cadarços com grandes diferenças interessantes.

E tudo acontece neste mundo de letras visionárias , a roda gira desfila com o cadarço no meio do raio da formosa bicicleta...E assim acontece...

O dono até corre em seu socorro, mas é tarde o cadarço desleixado esta lá no meio do asfalto caído cinza, quase que ainda se arrisca em um fio a segurar-se no calçado.Fica assim em dois pedaços, um no calçado curto já não se arrasta no asfalto, talvez até venha ficar mais claro e o outro restante já não acompanha os passos ...

Agora o desleixado, apenas pode olhar lá em cima as nuvens. hora cinza, hora tão branca naquele céu tão diferente que ele nunca tinha visto, tão preocupado que estava em sentir apenas o asfalto.


E o dono do calçado, este nem precisou se lamentar fez um nó no resto do cadarço e se foi no lado oposto da bicicleta,.E ele se olha ali parado, um resto do cadarço que sente o asfalto onde fica deitado ,mas se ajeita com o vento e fica assim a olhar saboreando as nuvens que passam para ele gargalhando a voar no céu . Neste céu tão azul neste final de tarde desencantada, com esta estória nascida no meio da turma que se agita a amarrar os cadarços de cada vida...
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Diga-me
Postada por rbarros em 10.03. às 23:31





Diga-me amor meu...
Que se aqui longe no portal tão distante
Onde o cosmo se abre para nossos sonhos
E o universo toca a harpa dos beijos plenos
O sentir da alma se faz em azul no mirante.



Diga-me amor se tanto sinto...
Que nas encostas das estrelas que brilham
A tocar-me em sintonia com teu calor
Em abraços que me chamam e acariciam
Na tua voz que vem ao som da lira
Num cortejo de sinfonias em minha alma.



Diga-me amor que se tanto te quero...
De onde te olho aqui da terra que me abriga
A pensar que o teu mundo é horizonte tão distante
Que me chega mesmo assim o teu bem querer
Na distancia que descortina a unir-se na aurora
Do meu bem sublime a embevecer.



Diga-me amor se do infinito da minha real existência...
Onde nosso amor é jardim em constante primavera
E nossos abraços belas cascatas etéreas
Que nossos beijos são complementos de luz na esfera
Da mais terna união das alianças em antigas terras
Que se estendem ao longe na mais bela quimera.



Diga-me amor se que mesmo estando assim tão longe
Recebes meu amor na luz da saudade infinita...
Diga-me amor , pois te amo ainda tanto dentro de mim
Em cor de uma ametista...



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Planícies
Postada por rbarros em 24.02. às 23:53





Em tuas planícies...
Deixo a tua fantasia consumir como fera
Quando teu olhar aduba doces quimeras
És senhor de sonhos secretos em germinação
O teu arado revolve os sulcos da minha paixão.

Descalça...
Deslizo com pétalas de beijos breves
Os meus pés são silenciosos e leves
Buscando te acariciar escondida
Na tua ilusão que em mim habita.


Caminho...
Passos em giros a sentir teu perfume
Que no encanto voa dos teus alqueires
A sonhar com a posse do teu domínio
De abraços secretos vertentes do teu lavradio.


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Fantasia
Postada por rbarros em 24.02. às 01:54




O meu vestido voa na areia
Mareia nas cores das ondas
Sondas detalhes com o beijo do sol
Na cor do girassol voa inconseqüente
Dança sensualmente na caricia do vento
Transparece em encanto ao longo do corpo
Marcando a silhueta nas cores clareia
Verdeia e cintila tocando a nudez dos pés
Ajusta-se no enviés perfeito e acaricia a pele
Imbele os contornos a te olhar sempre sem pressa
Em baixo das vestes fazendo promessas
E às avessas se descobre com enigmas
Paradigma que aguça o teu silencio
Ao desafio que vem pedir sem tempo
O passatempo do tecido que mais deseja.
Da alma translúcida que almeja
Na colorida organza nua ...

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Apelo
Postada por rbarros em 22.02. às 23:09

[align=center:43680462e4]Apelo

Preciso de tuas úmidas palavras,
Aquelas que colocas nas minhas mãos
Aprendidas de carícias transpirantes
No afago do meu rosto e coração

De uma palavra remoída
Cerceando meus lábios
De ternuras esperançadas
Num rócio à minha vida

Um instante de promessa
Para minha frágil descoberta
Dos meus olhos marejados
Suspirando a presença de ti.

Vilma Orzari Piva[/align:43680462e4]

 
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Araras em Cores
Postada por rbarros em 22.02. às 22:57



Araras em Cores

Araras é Verde !
Por toda sua planície
De indústrias e vastos canaviais.
Cidade das luzes claras nas calçadas
Alamedas arborizadas
E de um cheiro doce farfalhando
Seus floridos quintais.

Araras é Amarela !
De milharaias e suculentas laranjas
De bem-vidas chuvas no verão quente
E de entardeceres luminosos nas copas dos Ipês.
Cidade paulista de inverno seco
Aquecida por seus filhos sob os telhados do comércio
Em seus quarteirões ordenados de casas
Edifícios, monumentos e centenários casarões

Araras é Azul !
Imantada de espelhos dágua
De cor anil a céu aberto
Estendendo murmúrios de seus rios
E cantos de cachoeiras d´agua.
Cidade de pouso e remanso
De canários, coleiros, pintassilgos,
beija-flores e joão de barro.

Araras é Vermelha !
Terra roxa hospitaleira
Dos grãos aos frutos no pé;
E de toda gente estrangeira
O bom sangue italiano deu-lhe fé
Com mesa farta e vinho moscatel
Desde os idos tempos dos barões do café.

Araras é Branca !
De puros ares provincianos
Levantam-se diamantes guardados
Nos rosados rostos das crianças.
Cidade que o capricho faz pujança
Nas praças, no coreto e nos parques
Brilham olhares de um povo que se agiganta
Na saudável vida aberta do seu leque.

Vilma Orzari Piva
 
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Rosa Escarlate
Postada por rbarros em 10.02. às 23:25







Na perspicácia do teu olhar fico confusa
As tuas mãos que erguem insensatas a blusa
Em um exame minucioso e ávido que desliza
O teu pensamento no meu seio em pesquisa.



Nas observações lentas ,precisas e latentes
Senti teu palpitar inusitado e ardente
Com extremo controle da ação e ousadia
Estende-me no leito sem prévia alforria.



Na renda rosa escarlate de uma peça íntima
Sinto o desejo no seio lançando o sabor do clima
Alvoroçado teu olhar cede a tentação do vestuário
E retira o esconderijo das peças gemendo em arrepio.



A hora resolveu calar-se no meio da chuva
Efeito do momento condensa em uma luva
Rajada do teu olhar tão real vem acariciar
Acompanhando as tuas mãos a arriscar.



Marcas registradas com trilhas sensuais
No seio da intimidade deixando sinais
Da volúpia absurda do instante estupendo
Na paixão voraz das mãos em conchas elegendo.




Roubando-me em afagos e apertos incandescentes
Deixando-me resignada a loucura do presente
Em um arroubo puxa-me louco de prazer desmedido
Carregando-me no ventre para tocar escondido.



Na ânsia infinita da vontade de tudo tentar explorar
A verdade acusa que teu corpo necessita roçar
Em meu corpo, o teu latejante pulsar...
É quando o tempo se rompe em gozo infinito...



Momento real estipulado por um amante perito...
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Infinitamente só
Postada por rbarros em 09.02. às 23:03




Infinitamente só...

No absurdo do tempo,
Absolutamente ausente...


Assim sentada a olhar,
As nuvens virando aves...

O azul se diluindo,
No branco que respira...

A solidão da minha alma perdida,
A perambular na ilha da minha vida...

Espreita um sol distante,
A aquecer meu vazio...

Sabe bem do impossível
De a saudade abraçar,
Bem como meu sonho voltar
A pairar em meu sorriso...

Perdoa-me o brilho do dia
Minha serenidade amansa,
No silencio que canta
Da sacada vazia...
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Poeta Tecnológico III - Inteligência Artificial metaf?sica.
Postada por rbarros em 09.02. às 13:17

Poeta Tecnológico III - Inteligência Artificial metafísica.

Esquivei-me do emanatismo fanático
Nunca pretendi mudar as leis ortodoxas
Quis mesmo irmanar-me entre tuas coxas
Mulher. Tornei-me um desregrado lunático

Esse amor irremediável
Pela mulher e vida foi a minha cura...
Extirpou o meu genoma maquiável...
Fazendo-me poeta de letras púrpuras

Mas o poeta tecnológico procustiano
Demanda o leito alheio como tirano...
Vive preso no seu pseudo imanentismo...
Ciência reverberada pela luz do mimetismo...

Neste ergástulo de sol contido
Envolve-se nessa nociva luz efêmera...
Em seus pensamentos tácitos...
A morte impúbere o poeta revera

Sinto o poder de minhas mãos emanar
Num desejo promíscuo de imantar...
Todos os séculos em um século somente...
Entretanto com universo não sou imanente...

Resta-me então, apenas fotografar...
E taciturno amar, admirar... rezar...
Para esse poeta tecnológico e lépido...
Não ser em si o próprio pródito:

Fabricante em série da produção clonada...
Historiar a vida em mecânicos úteros...
De suas próprias mãos, imortalizar-se adultero ...
No seu corpo o estigma de Huxley; e su’alma profanada!

Marcello ShytaraLira
Sampa 08/02/2004
 
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ida
Postada por rbarros em 08.02. às 21:45

Ida, ou balanço final da amada amiga

creia-me, estou doente.
vertem-me lágrimas por cada movimento,
há febre, encurtam-me a vida!

ela é longa, loquaz, se garante na honra
de quem vive cada instante
mas no silêncio de estar só,
ganha exatidão
recorrendo à memória que vasta
se espreme um pouco mais
no intuito de ainda aprender com o final
estiram-se os laços
e à cada laçada
o vai e vem de momentos
plenifico-me?
não sei....

vivi? posso confessar isso?
intuitivamente listo meus dias
grandes dias, algumas obras
construção de amizades
boa companhia pra alimentação caseira
amigos pra cerveja
amor, único, pro vinho tinto servir
letras em retalhos que formaram poesias
tenros abraços
ternos beijos
carinho pelos meus
verifico calada
posso dizer sem trégua
vivi, construí, amei
só faltou o jardim,
mas esse eu conquistei noutro lugar!
vida deixo-te, sem tristeza
impregno-me de beleza e parto
vou nascer em outro lugar!

:Elaine:
 
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O silencio da casa...
Postada por rbarros em 27.01. às 01:36





O dia se findou e a lua veio sem graça hoje, não sei porque ela esta tão apagada ,as estrelas refugiaram em alguma galáxia talvez para ficarem mais belas, e eu estou aqui no silencio agora...

A casa silenciou , a juventude se aquietou e a passeata na cozinha teve sossego.O fogão e a geladeira como sofrem nas férias tantas vezes se abrem assim sem esperar;e os armários pobres coitados ficam dependurados com as portas entre abertas e a todo tempo sai correndo um prato ou um copo.

Copos ... Quantos copos, muitos parecem um exército dentro da pia. E ela coitada uma trincheira que fica entulhada de tantos elementos de cristais baratos e a torneira fica só olhando como se o tempo fosse interminável e sua maravilhosa água viesse ser a mágica para desafogar todos pedidos da pobre pia.

Apago a luz a cozinha esta dormindo agora tranqüila, o fogão fechado respirando aliviado , a pia limpa sem nada para perturbar seu sono de beleza.A sala de jantar ainda tem luz , mas só o cachorro esta deitado aos pés da mesa ,tudo tão tranqüilo na parte de baixo da casa .

Na sala de estar só se ouve o tic –tac do teclado resmungando alguma prosa sem muito sucesso claro só para passear no monitor, que hoje resolveu ficar nervoso. Com a queda de força e se apagou pondo um ponto final no texto pronto para ser dependurado lá no mundo distante.Depois de um certo tempo ele voltou a ser ouvido...tic-tac..tic-tac e lá vai a prosa sem muita estória rodando a casa.

Engraçado quando a casa fica assim neste silencio , me pergunto como será que esta lá longe o Senhor? como será que ele faz café,será como eu aqui?
E como será seu desjejum ?Interessante imaginar isso,e como será que escreve?De chinelo nos pés,não de jeito nenhum não ficaria bem acho que escreve descalço .Talvez use paletó Senhor ou talvez não...O que importa tudo isso nada,mas seria interessante saber de alguns detalhes do dia dia,afinal todo dia o vejo passeando lá no mundo.

O tempo voa já são vinte e cinco minutos do novo dia,estranho isso parece o homem do tempo falando sobre a chuva:”Vai chover às 14:00hs”...(risos).Chove no outro dia quando você esta toda linda para sair.

Ah! Voltando ao Senhor acredito que há esta hora deve estar dormindo com seu teclado esquecido em algum aposento,pronto para ser acionado a qualquer momento para um mundo diferente,muito diferente carregado de quimeras, doces quimeras...

E o silencio Ah! O silencio, que eu e o Senhor ambos temos algo em comum apreciamos este fazedor de sonhos, quanto ao café..bem o café se for com sorvete ...Seria muito bom ..Mas isso neste momento é um sonho da noite com a lua assim apagada e tão silenciosa...
 
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Emoção contida
Postada por rbarros em 20.01. às 09:04

Queria falar de voce,
mas seu sorriso me emudeceu.
Queria sonhar com voce,
mas seu rosto não me deixou dormir;

... e fiquei só a cismar.

há tanto tempo que eu queria um tempo,
para conhecer tudo de voce,
para ver voce esperando por mim,
como se fosse semente à espera da chuva.

... mas voce não quer germinar.


Passam noites, vão-se sonhos,
madrugadas desaparecem quando o dia chega.
Voce caminha, estradas virtuais,
que pretendo percorrer.

...e me deixo ficar.

Rasgo meus poemas, espanto a musa,
pois não quero sofrimentos.
Entretanto o pensamento vai e volta,
e pára em voce.

... mas voce não sabe nada de mim.
 
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Monograma
Postada por rbarros em 19.01. às 00:56



Deitada no tapete da vida a chorar a tristeza da alma
enrolada no novelo esquecido na cesta da solidão.
O silencio da noite pesa a gota que escorre na face,
frágil lágrima tragada pela luz lá da imensidão
tristeza que no intimo reluz , no aperto da alma
machuca o halo da aura no momento preciso
que a solidão profunda explode toda angustia,
tão vazia neste pranto sem barreiras que desliza
afogando todo rastro de alegria, das esquinas da vida.




Soberbo é o sol que amordaça, esta sensação profunda
amortiza o peso extinto da melancolia, imperatriz infinita.
Recua a lágrima assim silente, seca no lento movimento
do piscar de um suspiro na linha suave de uma meada,
que adorna monograma de inicial aveludado
escondendo na clareza do dia, a aguda dor de tantos fiapos
nos arremates que não se cortam e tudo fica emaranhando,
sem pontas de um começo, nem fim de uma esperança.
E só vem desembaraçar-se na recordação que acalanta.



Vivendo os traços do desenho a bordar uma única letra
no sentimento que se estende nos anos tão indolentes,
a luz interna que busca ser forte e teima esconder,
o pranto que sacode os alinhavos da sensibilidade.
E quando enrosca um fio na vida ,se faz rasgar as feridas
dilacerar a alma já desfiada no fundo deste amontoado,
de tantos novelos desfeitos num espaço comprimido,
de um dia pleno a viver e outro a recordar
como tão rápido, no bastidor pode tudo se anular...
*
.
*
.
*
.
 
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UM HOMEM DE POUCAS MULHERES
Postada por rbarros em 17.01. às 11:05

Sou homem de poucas mulheres
Mas essas poucas mulheres serão eternas
Busco nova mulher que seja milenar
que tenha real conhecimento de como amar
Amar um homem como eu: de poucas mulheres
Que me ame de verdade
Que não me queira como alimento...
Que não me queira como arte plástica
Que não me queira como "status quo"...
Mas que me queira como sentido de vida
E que faça ter sentido minha vida...

Marcello ShytaraLira
 
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Andarilho
Postada por rbarros em 13.01. às 19:53

Mais uma vez...

Vem tua impetuosidade na calada da noite
Rouba meu beijo com astúcia de um algoz
Rasga meus véus e esconde-me em teu albornoz
Afagando meus seios com desejo incontido
Carrega os sonhos na boca exigente
Sugando todos segredos da atração
Com a força da tua virilidade ardente.
Em anseio e pecado pungente
Alisando as mãos na pele das minhas pernas
A tua vontade de amar sem restrição.
Deixa-me o rastro da tua paixão que incendeia
Andarilho em meu corpo ofegante
Ascende a chama da volúpia combatente
Assediando todos meus enigmas
Acalentas com carinhos bandidos
Sem pressa me levas em agonias
A fazer suplicas pelo teu corpo
Em rimas a riscar teu peito retorcido
No verso ampliando o desejo reprimido.
Emerge uma onda a enlouquecer
Intensa me faz gemer em teu colo
No pulsar cadenciado do prazer
Rendo-me, a ser tua mais uma vez...
*.*.*.
 
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Pausa do Dia...
Postada por rbarros em 12.01. às 13:54

O silencio chega na tarde tranqüila a inspirar a doce beleza do dia.
A vida parece passear sem compromisso no meio do vazio,a rua descansa dos passos que se esconderam talvez do sol que aquece no verão, com sua força maior acalma e declama lá no asfalto sem fazer pouco caso das casas que apenas assistem a pausa do dia.
A vida descansa das atribulações talvez para preparar o espírito humano nas agitações.

Uma máquina ao longe se movimenta quebrando de tempos em tempos a calma, depois dela o pássaro canta pedindo a restauração do silencio.Um teclado se ouve muito suave como gostas a cair de uma chuva para aliviar o verão.

O meu interior se agita nesta calma, voando nas profundezas do meu interior,para tentar olhar de mais perto o caminho e sentir sozinha a saudade que insiste em subir á superfície do meu eu.

Estranho esta força motriz que vem sempre ao acaso, sem marcar hora , nem lugar só para saborear um pouco da minha intimidade, fazendo movimentos dentro da minha alma marcada com tantas fendas de lágrimas.

O amor é abusado, insistente, maestro compenetrado de todos instrumentos internos desta orquestra de emoções desprendidas das afinações das partituras da alma.
O tempo lá fora ainda esta adormecido nesta hora do domingo...
E dentro de mim a saudade cria notas de amor sem fim...
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Plantação de Algodão
Postada por rbarros em 07.01. às 12:00

A plantação de algodão

O dia amanhece!
Com a cor do sol cintilando na janela, lá fora os prados verdejantes são pintura da bondade divina que se estendem rumo ao infinito.
O tempo é propício para o plantio , aciona o relógio para a tarefa que nasce.

Com os pés descalços de toda sensatez o sorriso voa nos lábios imaginando a colheita antecipada, belas sementes bem preparadas carregadas com tanto amor e carinho, sem as intempéries do tempo haverá uma boa produção.
A terra bem adubada e preparada para receber as sementes , tudo tende a correr bem neste tempo de bons investimentos sonhados.
De pés calçados e com a roupa apropriada à semeadura acontece no mês propício a terra recebe bem e o plantio tem sucesso.Resta aguardar o tempo do crescimento e esperar as boas condições do clima.

Os dias se passam , da janela dá pra ver a terra fazendo seu quinhão, seria mais fácil o plantio do milho tudo correria sem tantos transtornos e na colheita tudo se absorve a cantoria na temporada não tira tanto sangue das mãos. Mas a escolha do algodão foi muito pensada dá lindos frutos e a prosperidade na mesa é mais farta depois da colheita, no entanto os esforços até tudo chegar ao fim são cansativos nesta jornada.Cada passo de tanto trabalho no arado é contado no final da colheita . E às vezes questiona-se até que ponto tanto esforço é válido?

No entanto o plantio desta flor é inevitável , seja o que for que aconteça durante a colheita, deve-se continuar ano após ano , esta parece ser a única certeza que impera dentro dos trabalhadores. Todo ano a mesma semeadura, a mesma insistência na produção de tanto sacrifício e o lucro da safra qual será é sempre uma incógnita , sempre um enigma a ser descoberto a cada final de ano .
Quando a flor supera todas etapas do crescimento e do tempo que a natureza presenteia , chega à hora da colheita. Em cada safra a dor que vem das mãos ultrapassa os limiares da tolerância e neste momento é necessário ter sabedoria, para que olhando aos céus o pedido se levante para ter mais paciência...

Aprender a suportar as etapas, para mais uma vez tentar atingir o final da labuta e ver a balança sem ou com prejuízo, já não importa diante da dor apenas tem que continuar o plantio seja como for, ou até onde for...

A cada ano que passa a jornada do algodoeiro fica mais pesada, os companheiros da jornada se juntam na vontade suprema de desistir e deixar o terreno para o capinzal se fazer sozinho, uma horta simples seria bem vinda às mãos seriam mais poupadas de tantos calos da alma nesta labuta.

Mas quando chega todo ano a época da escolha, novamente vem o plantio do algodão, novamente a compra das sementes , o capital para o arado tem que ser extirpado da colheita anterior tenha dado muito ou pouco lucro tudo vai ser investido novamente.O aprimoramento da colheita deve continuar,mesmo que seja só para ser utilizado no capinzal se assim for necessário.

O momento feliz desta empreitada fica sempre na reunião dos trabalhadores na ceia. Ah! Belos momentos nestes encontros o riso corre solto, mesmo vendo que o investimento foi aniquilado a brincadeira fica descontraída e a vida fica leve nestas horas de magia.Tem momentos que no meio da algazarra se levanta um brinde para mais um ano de plantio,ainda vem gargalhada no meio das lembranças do algodoeiro, quando pisando firme na terra algum fato hilário tenha acontecido durante a jornada.

A ceia sempre é bem vinda , a mesa farta mesmo com poucas provisões acontece como benção divina pra labuta de mais um ano sem esmorecer. Talvez por isso, exatamente por isso a ceia vem bem provida e farta, pela força de integridade ,de continuar sem desistir até quando isso não se sabe...

Só se tem a certeza que o caminho esta ai em frente... Na terra para ser adubada novamente em mais um ano. A certeza que muito trabalho vai ser preciso e como vai ser feito não dá nem para sonhar.O algodão novamente tem que ser plantado , a chuva vai ser necessária tanto quanto o sol ,a terra tem que ser arada mais uma vez e semeada esta é a certeza suprema. A outra previsão é o pedido de que venha uma brisa passageira sempre, para refrescar as gotas do suor que vai escorrer pela face de todos e que as pragas dos mosquitos sejam levadas embora pelo vento.O mesmo vento brincalhão que muitas vezes rouba o chapéu dos trabalhadores em momentos inesperados fazendo graça para rirem descontraídos e renovar as células da esperança.

Ah! Ai vem novamente à colheita escolhida : a do algodão os trabalhadores já decidirão novamente o ano....

Espera ...Lá vai meu chapéu voando pela terra, este vento brejeiro que faz pirraça sempre destrançando os meus cabelos sem a minha licença.

Vento.... Bendito seja na natureza, quando seca na face às lágrimas da colheita!

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Um Brinde ( Para todos Feliz 2004)
Postada por rbarros em 01.01. às 23:29

Brindo com todos os poetas!




A amizade que nos une neste espaço especial
A música de cada verso que acaricia o meu coração
À noite como você chega marcando compasso em nossas vidas
O dia que nasce fazendo -nos viver em poesia.



Brindo com todos os poetas!


Aos navegantes que rimam no mar dos poemas com carinhos
Dando provas de quanto à humanidade é bela
Os sonhos que voam do passado ao futuro
Marcando presença no presente de nossas vidas.


Brindo com todos os poetas!


A aurora dos nossos dias com sabor do champanhe especial ,
o amor que cada um carrega na alma.
O planeta azul que nos recebe em paz e harmonia benfazeja.
A fé de nossos corações na caminhada ,
de um ano mais belo , carregado de amor e paz.



Brindo com todos os poetas!



Aos versos que ampliam sentimentos .

A Prosa que faz abrir meus horizontes para vida.





Brindo o amor que faz da vida " Poesia "infinita.






Tim-Tim ´um brinde com carinho * Boas Festas e um Feliz 2004 * .
 
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Vale de Neve
Postada por rbarros em 28.12. às 19:34

Lá esta a imagem que deseja cair dentro de mim...
Altiva com pingos de neve a embranquecer os penhascos fazendo os pinheiros se transformarem em cristal.

Corre no centro um rio revestido como um espelho trazendo no seu fundo o reflexo da paisagem lá do alto. Lindo vale de neve emociona só de olhar!
Um único personagem neste mundo branco traz um colorido ao quadro: à rena.

Com a pose imponente da sua espécie, a rena olha e participa da imagem contribuindo com a perfeição do espaço.A sua cor lembra bem as folhas quando caem no outono ou a terra se preparando para fazer a vida nascer na primavera.O tom vem graduar num jogo de luz e sombras da cor marrom até o ocre,só mesmo a perfeição do “Mestre do Universo” para atingir esta tonalidade.


A rena tem seu olhar em prontidão, esta atenta aos murmúrios do vale, tentando captar os sentimentos da mãe natureza.Buscando com seu afinado instinto suprir todas as suas necessidades de sobrevivência neste lugar inóspito, mas tão seu,a tua casa costumeira em qualquer que seja a estação que ali desfile.

Existem detalhes ,sobre as águas quase do lado das margens algumas pedras totalmente embranquecidas pela neve estão jogadas ali pelo grande “Artista do Universo”, enriquecem a composição da imagem.

A neve caindo mostra que a vida neste local do hemisfério é bela, infinitamente bela;do outro lado o contraste tudo é verde e brilha colorindo com o sol mostrando o quanto à vida é intensa em qualquer estação no globo azul.

O momento preciso que o olhar cai sobre esta imagem é impossível de detectar no relógio, assim como também é difícil colocar aqui em palavras o conteúdo todo que encerra este quadro. Então neste exato momento paro ... Consciente do quanto é inatingível , até mesmo o simples ato de descrever o perfeito “Milagre Divino :a Natureza.”

Então como um apreciador deste local especial que me transporta para assistir até onde meu olhar pode ver além deste quadro perfeito.Quem captou esta imagem estava atento na inspiração Divina, a escolha perfeita, de quem foi sensível demais para doar esta imagem a todos olhares que ali se detiverem em um minuto qualquer, na parada do dia ou da noite para sentir a intensa poesia da vida.

A preservação da natureza é um ato de fé
um gesto de amor dos homens de bem.
à Poesia do “Criador”.

 
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Falc
Postada por rbarros em 26.12. às 23:34





No teu olhar entrego-me sensual
Subjugada aos teus desejos ardentes
Dou a essência da pele que te alucina
Carrego no beijo o paraíso que anseias.



Na janela do mundo absorvo o silencio
Vejo da minha alcova o reflexo da nudez
O desejo supremo exposto no exílio
Que floresce no seio da paixão e embriaga.



Rendo-me em todos teus sonhos algozes
No abraço sou presa na tua torre
É o dono e senhor no covil de quimeras
Despida da razão , sou tua na imensidão de cristal.




Com tuas marcas no meu corpo,danço...
Estremeço em suspiros nos teus beijos
Capturas meu ventre, despe-me dos véus
Como um falcão conquista audacioso
Invade o íntimo do meu eterno amor.
 
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Plataforma Dourada
Postada por rbarros em 26.12. às 17:21





Olho o mar lá distante trocando suas cores com o sol deixando suas águas
vestirem o laranja, avisando que é hora no poente de terminar o dia que se estendeu tão quente.
No céu deste verão tão intenso que se cobre na cor laranja, banhando as nuvens em respingos
de vermelho, mostrando assim no final da tarde que impera no céu e no mar o domínio do sol.
A lua vai tardar a chegar na praia, o dia se estende além do poente nesta estação.

No meio deste templo alaranjado aparece no mar o portal dos sonhos.
Com bases tão sólidas esta sobre as águas, com suas colunas douradas avisando que
as mãos humanas se esmeraram.O seu formato leva a imaginação se abrir em muitas
direções, tal qual seu brilho que se espalha nas águas do mar. No meio de suas grades que
lembram bem uma plataforma de ouro, aparecem detalhes desenhados em cada
uma formando arabescos de um ourives minucioso.

Um círculo surge bem no meio de uma lateral avisando que é ali a passagem para
tudo que a imaginação permitir.O circulo é perfeito e se encaixa nas grades da plataforma,
bem em cima dela mostrando que não é para se esconder.Sobre este foram colocadas quatro arandelas
com chamas sempre acesas, para avisar aos barcos que a ilusão esta por perto...

O mar enfeitiçado com este adorno sobre suas águas se mantém em toda sua volta
em perfeita calmaria segurando suas pilastras, com sabedoria e consentimento de
que nas suas águas pode permanecer indefinidamente...

A natureza registra a beleza da obra e adiciona nesta imagem em perfeita harmonia
pequenos seres mágicos, de delicadeza ímpar: as borboletas. Com suas asas na cor púrpura e rosa
deslizam nas águas do mar e depois alçam um vôo livre, ultrapassando por entre o círculo do portal voando
em direção ao mar infinito da criação.

A plataforma brilha neste sol que tinge o céu e o mar, entre tantas tonalidades todas extraídas
da estrela que ilumina a plataforma.Com a disposição das grades em duas laterais ela se reveste de segurança aos céticos da realidade.À frente da plataforma suporta o circulo, mostra que só os sonhadores podem invadir seu domínio, o lado oposto fica totalmente aberto bem na direção do círculo, mostra com maestria e total sutileza que depois de passar o portal ,os limites se abstraem...

A natureza que é divina confirma esta visão com o vôo das suas anfitriãs as borboletas, com delicadeza e tão sensível fragilidade conseguem ultrapassar o portal.
Bem distante desta obra de arte a imagem de um barco, com suas velas brancas é vista, paira nas águas do mar sua sombra. Avisa da sua indecisão ,seus receios, seus medos de deixar aflorar sua
criação e voar como as borboletas na sua imaginação.O mar ali consente sem pressa como se no poente o rei sol fosse permanecer intacto neste verão.Dá ao barco a possibilidade de assim ficar, além das horas para decidir se viaja na direção da sua imaginação ou retorna ao seu mundo longe da criação.

Quanto à plataforma fica ali estática, mas a tudo observa, comunicando-se no silencio
com a beleza do pôr do sol nesta estação do verão; deixando as borboletas acariciarem
com suas asas o dourado da sua base em prosa, na poesia fantástica que vive no mundo...

Asas da criação de mim voam
Carregam –me em teu sol de verão
Levam-me no beijo da tua luz em mim
Ultrapassando como as asas de borboletas
No rumo infinito do meu amor intenso por ti...
 
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NATAL DE 2003
Postada por rbarros em 23.12. às 10:19

ano memorável este...

luz, alegria e transformações

muita coisa aconteceu

movimentos interplanetários

agitos, guerras, discussões

casamentos e dissoluções

fartura e genialidade

rigor e tempestade

perdas, danos e quedas

ganhos, lucros e desabrochar

só uma coisa permanece

inalterada:

a vontade de poetar....


Elaine




À TODOS OS POETAS AQUI DO ESPAÇO
E AO SEU CRIADOR s.r.bARROS:


QUE EM 2004 ESSA VONTADE PERMANEÇA

QUE OS FRUTOS SEJAM COLHIDOS

E MAIS SEMENTES PLANTADAS

MEU CARINHO POR TODOS,

FELIZ NATAL ! ! ! ! !

ELAINE

 
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Como a onda
Postada por rbarros em 22.12. às 16:11

Se, muito além de meus sonhos,
encontrar atrás de montes,
seu sorriso a me esperar...

Se, bem depois de acordar,
eu ainda tiver motivos para me lembrar de voce,
eu chamarei por voce;

implorarei por sua presença,
para ficar para sempre,
como a onda e o amar.

Se a luz permanecer,
e o dia não mais terminar,
se seu semblante feito sol brilhar em meu sorriso;

se tudo em voce se misturar comigo,
a me fazer feliz,
eu sei que vou viver eternamente;

e ternamente estarei,
ao seu lado, feito musgo que não mais desgruda,
como a onda e o mar.
 
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Chovendo lá fora
Postada por rbarros em 21.12. às 19:13

Ah!
essa chuva fria que o Criador
nos presenteia
como me encanta essa brisa úmida
que me envolve da cabeça aos pés
onde respiro aliviada
porque a chuva me dá espaço
para respirar o molhado
para sentir nas entranhas
um estado líquido de ser
eu brilho mais na chuva
porque nela me dissolvo
porque nela perco meus medos
nela reencontro o paraíso
onde tudo renasce
inovadoras gotas que
trazem o limpo à tona
retirando mais uma camada
de nossas máscaras!

Ah! chuva me leva ....
me desintegra
me limpa a face
transborde a alma....


Elaine
 
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o que não há na poesia
Postada por rbarros em 15.12. às 13:10

É como gelo, pedra fria,
o que se diz por trás da poesia.
São espelhos, são reflexos,
é letra com coreografia.
Possui veneno,
ácido de hipocrisia, sal herege,
em quem pensa, pornografia.
Estão lá os fantasmas,
que não se mostram, com seus cajados,
apóstolos da latrina, da fantasia.
é alimento do tormento,
vão e torpe, como meu braço,
na calmaria.
Assumi nas sombras, minha terra,
e vem de lá tal alegria,
a quem apagar as luzes,
será minha ceia,
saborosa iguaria.


alepht
 
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Sexta sem primavera
Postada por rbarros em 15.12. às 13:09

Qual nexo tenta buscar?
o desembaraço do anel de ouro,
e fará chegar até a amada?
assim pelos nove dias, pela seda,
sobre o coração.
Até Sheva!,
aos cabelos atados em laços,
amores atados em aspirais,
antes do sol nascer.
É assim uma sexta de primavera,
o mercúrio e a palha de aveia,
Até o corpo!
assim se!! ludei,
ressuscita o amor morto,
Sed libera nos a malo por ludea
aperta o nó!
sexta lua, sexta primavera.
mas o terá de volta.

alepht
 
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Natureza incerta
Postada por rbarros em 06.12. às 11:09

No ar, prenúncios de sonhos,
saudades que vem do mar.

No mar, anúncios de vida,
vida que faz sonhar.

Os sonhos, a busca infinita,
da flor que enfeita a alma.

Na alma, a paz hoje eterna,
da luta intensa e da calma.

O corpo solto no ar,
prepara um novo caminho.
As ondas que estão no mar,
estão no meu coração.

Revolta, a onda pára,
preparando a ilusão.
A esperança tão rara,
desperta minha ilusão.

No ar notícias antigas,
não trazem recordações.
A paz se acaba em brigas,
as brigas em doces canções.

O mar me chama, distante,
eu ouço alguém a gritar.

A tempestade, em instantes,
me traz vontade de amar.

Agora não há mais saudade,
foi-se embora a emoção.

Na praia, esparramados,
os restos de minha ilusão.
 
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Espera...? um longo caminho!
Postada por rbarros em 04.12. às 13:29

Espera, é um longo caminho...

Olhava a paisagem, linda!
Olhava o relógio, tempo!
Pela janela...cores
Ponteiros diziam: tempo!
Observava os movimentos, lentos
Percebia o vento...compassado
O som se fazia em seu tic-tac
Tempo!!!
Ocupava-se em acalentar a alma
O tempo se mostrava
Ninava o coração,
mas ele também compassava
cuidava das flores da paisagem
limpava a janela
mantinha as cores acesas
sentia o vento chovendo
ouvia sons de mansinho
mantinha o ritmo
mas
a alma já não suportava
minguava a mente...
os pensamentos...
o tato...
a lente....
a sensação....
não germinou,
não gerou
não aconteceu.

enlouqueceu!




Elaine.
 
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Ruptura
Postada por rbarros em 04.12. às 09:27

pensando no que segura o céu...
tripés
totens
obeliscos
falos
fios de ariadne
árvores altas
colunas

me vejo entre elas
no alto da varanda
no meio do nada
pertinho do todo
junto na borda
no meio do salto

nada segura
apenas compõe
um quadro
uma cena
um fato
na memória

desse momento
dessa ruptura...

Elaine
(em dia de chuva)
 
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Desejos
Postada por rbarros em 03.12. às 14:15

Não quero falar de sonhos,
pois sonhos terminam quando o dia amanhece.
Não quero falar de alegrias,
pois alegrias evaporam quando a tristeza cresce.
Não quero falar de poemas,
pois os poemas se desvanecem quando cessa a inspiração.

Só quero falar da vida real,
só quero falar da verdade cruel,
só quero falar de amores normais,
de vida vivida, da espera infinita, de mares e cais.

Não quero o seu sonho trazendo esperança,
nem seu jeito de musa trazendo inspiração.
Não quero seu jeito de ser de criança,
pedindo um carinho em seu coração.
Não quero o passado e o futuro, eu quero viver,
eu quero a verdade na esquina da vida,
eu quero a certeza de ser, cada dia,
alguém que consegue ter alegria,
apesar da tristeza imperar em esquinas perdidas.

Eu só quero fazer do meu sonho a verdade,
e criar novo jeito de acreditar.
Eu só quero criar a felicidade,
em cada canto do mundo que preciso explorar.
 
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sono profundo
Postada por rbarros em 29.11. às 14:27

Sono profundo,
trouxe-me o gesto dançante
labareda rosa que demarcou o jardim
camélias cheirosas, rosas gigantes
o passo marcante de um mandarim
a escrita viajante
do caderno de folhas que voou no vento
marcou por palmas o pensamento
caindo no mar e manchando o caos
de onde tudo nasce e morrendo
transbordam em fontes brilhantes
e jorram dos jarros das moças arfantes
essas idéias aspirantes
para em nosso mundo brindar!

Elaine
 
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meditação
Postada por rbarros em 27.11. às 23:26

Meditação


Devo manter-me casta
Silencioso ato de contrição
Masmorra de vento
Som sonolento
Da chuva que bate em meu coração

Do vento que tange
Que urge e que age
Num ramo, num galho
Na beira da rama
na mata, a partida
Da falha vencida
Em beira do cais

É roto e remoto
O caminho do nada
Que vai da toada
Ao canto ermitão
Remove montanhas
Faróis e cidades
Resguarda piratas
E seus capitães

Ateia moral,
Incendeia a ética
Desmerece o sucesso
Exacerba a guerra
Afoga as tatuagens
Em seus viadutos
Em passos marcados
Pela pulsão.


Elaine
 
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vitrine
Postada por rbarros em 25.11. às 09:00

Foi como um flash,
uma luz de memória,
parte de um mundo que perdi
num dia afobado numa rodovia.
Uma lembrança, fragmento
de uma vida que nem parece
ser minha.
Mas veio nítida,
marcada,
uma vitrine,
iluminada pelo sol,
e lá dentro porcelanas
com hortências azuis pintadas,
laços azuis, cetim e almofadas,
e uma forte sensação
de estar de mãos dadas.
Não sei se aconteceu,
ou mesmo se tal
imagem é real,
Mas hortências ornam
minha saudade e cetim,
no amor, é fundamental.

alepht
 
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Bosque
Postada por rbarros em 20.11. às 22:05

No fim do bosque,
início de tarde,
um resto de nós.
A nossa presença,
o cheiro de amor,
o corpo a tremer,
esperando talvez,
a mesma emoção,
da primeira vez.

Cantigas, canções,
caças e caçadores.
Antigas ilusões,
de animais predadores.
um corpo que atinge,
o momento feliz,
de dar alegria,
e pedir emoções.

O ar de tão quente,
nos deixa calados,
olhando distante,
os seres criados,
no meio do bosque ,
pela imaginação.
O cheiro tão forte,
de suor e de sexo,
nos deixa cansados,
a dizer entredentes,
poemas desconexos.

E hoje a saudade,
é a nossa desculpa,
que nos faz de repente,
sem medo e sem culpa,
sentir nosso cheiro,
à beira do lago,
no meio do bosque.
É a doce ventura,
de viver novamente
a grande aventura,
de tentar ser feliz.
 
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Emboscada
Postada por rbarros em 20.11. às 21:41

Emboscada

A langerie colava meu corpo
À aurora do dia que brilhava
Desenhos de sedas e olimpos
Da noite quente que transpirava

Extenuada em nossos travesseiros
Cúmplices das dobras calcadas
Ao teu peso nu que tão guerreiro
Reservavas-me nova emboscada

Da tua fome à minha mesa matinal
Estendendo-me bocados dos teus lábios
Assaltantes do mel que sem igual

É doce iguaria ao meu engano sideral:
Não és semi-deus à mesa dos meus seios
És homem desperto à mercê dos meus meios.

Vilma Orzari Piva
 
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Flor e Jardim
Postada por rbarros em 18.11. às 08:11

Vem.
Traz o sorriso de outrora e o coração cansado.
Mostra o poema escondido em seu travesseiro,
e me fala de amor.

Eu,
já não me bastam apenas as suas palavras,
já não me bastam seus sonhos:
o que eu quero é você.

Traz,
todo seu corpo bonito que quer meu carinho,
a sua vontade escondida de ser toda minha,
e me faz mais feliz.

Nós,
de repente seremos a vida nascente.
Vamos beber de uma água que nunca se acaba,
e matar nossa sede.

Enfim,
toda flor que se preza precisa um jardim,
onde possa florir e crescer.
Vem ser flor no jardim . . .
 
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Dueto de Feras
Postada por rbarros em 16.11. às 01:40

Dueto de Feras

Quando palpitas danças
De sólidos desejos
Na pele que se imanta
Por trilhas que tua boca canta

Sou pulso em teus acordes
Melodia no teu peito sedutor
A trama dos nossos anseios
Em teu colo professor

De solos de vozes umedecidas
Por claves sem dó que ao sol
Faz uivar a loba enlouquecida
Nos delírios do ventre da noite

Em duetos de fôlegos estendidos
Nas pautas aguçadas em sustenidos
Furtando-nos uivos selvagens dos cios
Animais gozosos – Feras amantes.

Vilma Orzari Piva
 
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Apressas-te
Postada por rbarros em 16.11. às 01:37

Apressas-te

Amor...
Apressas-te ! Ignore os olhos
Que o mar comprimiu
Em silenciosa maré
Contra o peito da ave...

Pois estreito se faz o céu
Espichado de sonhos
Comovidos de asas
Ascendidas nas águas
Eletrizadas por nuvens de poeiras
Dos meus pés lépidos em tua terra
E dos teus beijos em meus seios
Tão continentes....

Amor...
Apressas-te ! Pouse no instante
Dessa insensatez que sobrevoa
Carregando-me dos estrondos
Do tempo que em ti me diluo...

Vilma Orzari Piva
 
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Amor de primavera
Postada por rbarros em 13.11. às 08:16

Chegou a primavera,
e a alma se reveste de flores,
e se acalma à espera do que virá.
A mata é festa, e na terra impera
a paz das flores a embalar meus sonhos.
O coração sorri:
o momento é bom para quem quer amar;
animais silvestres se acasalam e correm.
Pássaros gorgeiam uma canção de fé.

E nós aquí, na imensidão do verde,
sonhamos mundos de cores diferentes;
buscamos tons que transformem a vida,
em luzes novas, que iluminem a mente.
A vida é festa quando se quer amar,
o sonho é tudo quando se quer viver.
Abre-se o coração.
É bom prender na alma o que de bom existe,
espalhar na mata todo o amor que há.
Plantar a flor , jamais ficar tão triste.
 
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Mar íntimo
Postada por rbarros em 13.11. às 00:43

Quero sonhar ainda que estejas distante
Neste meu caminho cambaleante.

Quero imaginar ainda que o dia seja vazio
Com chuva lá fora, que cai agora...

O silencio que me invade assim
Neste mundo muito íntimo de mim.

Nas notas desta música que balança
Toma meu abraço sem esperança...

O tempo é tão distante corre com pressa
Na tua voz que me arremessa.

Ainda sem te ver o mar se agita em mim.
No teu sorriso a brincar comigo sem fim.

É inevitável uma lágrima ao recordar
Perdoem-me os céticos, mas ainda te sinto.

De uma maneira inexplicável, profunda!
Que tão dentro da minha alma fecunda.

Não posso te esquecer se desejo viver
Sei que é um paradoxo este destino, ser...

Sem rumo e sem direção na vastidão
Da minha mais profunda ilusão...
 
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marolas
Postada por rbarros em 11.11. às 21:48

Tá na areia o vai e vem,
na palma do fim do mar,
na onda que carrega o gosto,
na oferenda que leva o encosto,
no barco que vai pescar.
Tá lá meu passado,
o sonho, e o desejo pesado.
enquanto o vento é doce no embalar,
lá to eu, feito marola,
tendo que ir,
e depois voltar.

alepht
 
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O menino e o pescador
Postada por rbarros em 08.11. às 22:52

O menino e o pescador

haviam caminhos estranhos
lá no fundo do mar
todas formas e tamanhos
peixinhos à navegar

um menino curioso
resolveu então, observar
passou tempo ali, quieto
sempre a olhar e a olhar

sua mão cortando a água
tentando os espaços abrir
quanto mais borrifava brilho
mais se punham a fugir

ali ficando encantado
fazia silêncio no ar
deixando o pescador intrigado
esquecendo até de pescar!!!

Elaine/Ariel
 
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O teu sapato...
Postada por rbarros em 05.11. às 23:25

Não tenho mais o teu sapato, perto dos meus pés.
Perdi o teu cadarço na bifurcação do destino
Vou a janela andando descalça
Olhar no céu a velha nuvem deitada
Mandando mensagens indecifráveis
Fazendo enigmas no raio do sol
Que escorre na vidraça brincando
Formando círculos coloridos
Captando meu olhar de amor
Na capa da saudade que entrelaça
E adorna meus ombros nus.
 
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Isso não tem resposta
Postada por rbarros em 05.11. às 15:53

me perguntaram outro dia
o que me traz aconchego
dúvida grande, pergunta sinuosa
quase como um grande segredo

em meu íntimo revirei
par e passo sem resposta
lembrei velhas canções
revirei o baú de memórias

é triste! será possível?
que não consigo achar...
resposta pra tal pergunta
pra nunca mais perguntar.

colos, abraços, carinhos
sempre um fio de atração
almofada, cama, ninho
pedacinho de colchão

nada disso fez marca
dentro do coração
pergunto eu solitária
onde fica o aconchego então?

num vôo de um planador?
no assistir de um filme bom?
na trufa recém degustada?
na velha calça desbotada?
num poema de Clarice? No telefonema na madrugada?
num simples beijo na esquina, perto de nossa casa?

Aconchego é assim, momento de eternidade
e isso não tem resposta....



Elaine
 
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Vidra
Postada por rbarros em 26.10. às 11:39

Escorre...
A chuva.
Na vidraça,
Da minha íris.
Tão fria,
Tão pálida...
Cai.
Na calçada,
Da minha alma...
Levada na enxurrada,
Desliza.
Na noite,
Tão silenciosa,
Tão escura...
Inunda a cicatriz,
Da ausência.
Desperta o meu sentido,
Aflora no âmago
O meu pranto...

.
.
.
 
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Luz e Sombra
Postada por rbarros em 20.10. às 19:09

Luz e Sombra

O Sinaleiro
Das horas
E dos caminhos
Ensina florescer vidas
A cada dia de céu
Tombado pela escuridão.

E eu miragem conspirada
Dessa cidade acesa
Adormeço sombra
E floresço lume:
Pequeno candeeiro de sol
Às margens da viração.

Vilma Orzari Piva
 
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Sabemos de Nós...
Postada por rbarros em 20.10. às 19:06

Sabemos de nós...

Sabemos de nós....
E dessa sombra de som
Preenchendo conchas vazias
Dedicadas ao vento que dá o tom
De suspiros amorosos em cada dia.

Sabemos de nós ...
E dessa vontade gemida
Apertando nossos lábios
De desejos em delicias de beijos,
Que dos nossos olhos brilham....

Sabemos de nós...
E desse trafego indigesto
Agigantando o caos das ruas
Querendo nos tirar perspectivas
Dos sonhos plantados no tempo.

Sabemos de nós...
Cantil do caminho, sombra e remanso
No ocre chão guerreiro de luzes
Desvendando chaves e mistérios
No trêmulo sabor do néctar em poesia.

Vilma Orzari Piva
 
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Trilhas
Postada por rbarros em 20.10. às 19:03

Trilhas

O teto vazado de estrelas
Tinge a textura do teu sol
Sobre essa trilha morena.

São dourados atalhos
Que dos meus olhos
Rasgam sorrisos
Na boca do medo
E no rubor das maçãs.

Talvez comovidas
Por um naco de luz
O ventre da terra
Pariu-me pretensa raiz
Ao sol do teu brilho.

E preparou meus lábios
Entre céus e terras
De úmido cintilar
Em teu semblante
Invasor e uni-verso.

Vilma Orzari Piva
 
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Mercadores
Postada por rbarros em 13.10. às 22:59

Lutas que se aglomeram
Comprimem o corpo na estrada vazia
Correntes de aço açoitam minha paz
Esquartejando as mãos tão finas.

Dedos que se entrelaçam sem apoio
Olhar que aguça na busca da justiça
Águas brancas no banho de calmarias
Na corrente de lama que não finda.

Passos silenciosos que se arrastam
Imposição de mercadores fiéis
Capela de mercadorias da nobreza
Visíveis nós das soberbas batinas.

Toca o sino que rouba a franqueza
Borbulha o asco da velha vaidade
Em baixo do tapete vermelho das notas
Que mendigam a vil e amarga hostilidade.

Pequenos imponentes seres de barro
Vaidosos, corroem nos cortejos conscientes.
Lamentam-se atrás dos confessionários
O fel que verte em línguas de serpentes.
 
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Temporal
Postada por rbarros em 10.10. às 11:01

O ar pesado,
prenúncio do mal.
O céu cansado:
início de temporal.

A chuva fraca,
que se torna forte.
O mar, ressaca:
prenúncio de morte.

A luz fugindo.
O mundo, escuridão.
Granizos caindo:
estranha canção.

A noite esquisita,
no meio do dia.
A mente hesita,
não quer alegria.

Pessoas correndo,
dos raios no céu.
Um rio nascendo,
um estranho véu.

A vida se esvai,
no meio do nada.
O mundo que cai,
sobre a mente calada.

Espia-se uma luz,
e tudo se acalma.
Carrega-se a cruz
que atormenta a alma.

No fim disso tudo,
o silêncio é o que resta.
Fico triste e mudo,
espiando a fresta.

O sol brilhará,
será tudo normal.
Enfim, como será,
outro dia de temporal?
 
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era tarde
Postada por rbarros em 10.10. às 08:50

era tarde,
quando vi que eras mais que mulher.
tarde,
depois
que te roubei na volúpia,
gemidos, afagos e contornos.
depois que apertei teu corpo,
para tirar-lhe o caldo.
não tinha reparo,
assim que viu
o vampiro em meus olhos,
buscando só prazer.
aquela lágrima,
rolando de canto, discreta,
salgando um ponto no lençol,
era tarde,
mas vi alí,
uma ternura imensa por mim.


alepht
 
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ANJO DA RESSURREIÇÃO IV - A Liberta?
Postada por rbarros em 07.10. às 19:08

Anjo da ressurreição IV: A libertação.

Inda desta vida tiro proveito
Minh’alma nesta matéria apreendida
Vem me torturar esta dor sentida
Fadando-me turvo ser imperfeito

Mesmo brigando pelo o melhor feito
Minh’alma dos Pecados desprendida
E de toda ações más arrependida
Serás condenada pelo Perfeito

Que posso então da vida apreciar
Quando meus desejos carnais estão
Marcados pra serem sempre pecados?

Sendo assim prefiro me crucificar
E dele meu anjo da ressurreição
Receber o cânone de meus atos

Marcello ShytaraLira
Sampa 03/10/2003
 
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Estrelas
Postada por rbarros em 07.10. às 15:50

Estrelas no céu, eu vejo, todos vêem,
mas nem todos as vêem como eu.

Assim, brilhantes,
mudando de cor a cada instante.

Não as vêem os outros como eu,
assim, personificadas,
estrelas com nomes,
estrelas com opiniões.

Vejo as estrelas em longas reuniões,
rindo loucas gargalhadas,
pulsando nervosas, buscando soluções.
As estrelas, ninguém as vê como eu.

Rimando palavras, fazendo poesias,
e rindo ao fim de cada estrofe,
no céu pulando, fazendo acrobacias.

Não são estrelas apenas,
as estrelas que vejo no céu:
são poetas e são poemas!
 
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Amar-te assim...
Postada por rbarros em 07.10. às 00:49

Despertei, pensei em sonhar com você.
No meio do nada assim na madrugada
Que vai deslizando na noite enluarada
Neste meu mundo único e silencioso.

Alvoreceu, voltei a viver em teu coração.
Assim tão fácil como ouvir uma canção
A soar com notas livres o teu nome
No meio desta rua enfeitada de ilusão.

Anoiteceu, assim no meio da tua paixão.
Sem ficar encabulada na alquimia desejada
Deixando fluir meus anseios em teus desejos
No perfume que exala dos lençóis em revoada.

Adormeci, beijei a tua entrega em tempo.
De perambular nesta varanda de floradas
Com os aromas a voar dos jasmins
Como um manto de pétalas sobre mim.

Ao te recordar amei assim, você tão perto de mim...
 
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Mosaico
Postada por rbarros em 27.09. às 12:07

Andei por caminhos novos,
descobri novas paisagens.
Ouvi sons que perseguia,
a chuva depois da estiagem.

O mundo tomou forma nova,
cantei canções diferentes.
O mar me trouxe a prova,
de que o amor jamais mente.

Foi assim tão de repente,
sentindo a brisa na areia,
que descobri novamente,
quão fácil é fugir das teias.

Sorrisos feitos de prata,
na imensidão da floresta.
Caboclos em densas matas,
espiando pelas frestas.

Um sonho novo se avista,
da praia, no meio do mar.
Tesouros, procuro a pista,
sem pressa de encontrar.

A noite vai bem distante,
o dia traz novo encanto.
Coração de terno amante,
se esconde atras do manto.

Uma luz viva se acende.
Vou sonhar com um grande amor.
Na vida, viver se aprende.
Vou plantar uma nova flor.



 
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Tango
Postada por rbarros em 27.09. às 00:18

Tango

Decotas-me o vestido vermelho
Preso a curva dos meus leves ombros
E bailas em mim o teu corpo sedutor
Num rocio perfumado e elegante
A espreitar-me fêmea arquejante
Enlaçada ao bandoneon dos teus braços

Desenvoltos ao tango que a cada passo
Prendes-me ao teu peito viril
Compassando-me ao alto dos meus saltos
A oferecer-te dançante, minha boca de baton
Entreaberta, úmida, desejosamente delineada
Próxima do teu rosto em meus arrepios

Comandas sensualidades a passos largos
A dançar em nossos corpos sincronizados
Encaixados por mantos que levantam
Minha perna desnuda em fenda insinuante
No deslizar das coxas ao toque da tua mão
Seduzida por teu olhar fixo nos meus

E soltas-me num repente em ropodios
Ritimando giros em que me retém ao gozo
Das tuas voltas e idas impulsionando-nos
Dobrados calafrios, entregues aos seios
Das volúpias em teus quereres indomáveis
Curvando-te arfante ao roubo de um beijo meu.

Vilma Orzari Piva
 
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Leopardo
Postada por rbarros em 18.09. às 00:18

Leopardo me tem como presa
Na mira de um olhar enfeitiçado
Saliva no perfume dos meus seios
Encurralando-me nos teus anseios

No fetiche jade do meu olhar
Raspa com tuas garras, rasga meu véu.
Desnudando meu ventre em teus lábios
Tomando meu mistério como troféu.

Sedento com teu domínio implacável
Soluço teu nome entre beijos
Quando ardente me ergues do solo
Sugando minha volúpia em festejos.

Com a lua fora do covil
Fazendo sombra no ritmo ardil
Arrebata-me em ardente paixão
Triunfante captura da confissão.

Quando da caça não pode desvencilhar
O astuto caçador descobre-se preso
Ao perfume da pele que o conquistou
E dela já não mais se livrou.



Penélope*M*
"Voando nas asas da poesia"
 
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Soneto esperan
Postada por rbarros em 09.09. às 08:07

Floresta intensa, sonhos mal sonhados,
perdidas musas na imensidão do espaço.
Canções antigas de tantos apaixonados,
jardins floridos em caminhos onde passo...

Toda paisagem que eu criei em vão,
na espera inútil de voce voltar,
é um lago inútil feito de ilusão,
é um grito rouco que me faz calar.

De tinta a óleo, o quadro que eu pintei,
jaz em algum canto, só, despedaçado.
Passou tanto tempo, quanto já não sei.

Respiro fundo, o corpo ainda vive.
Pretendo ainda pintar um novo quadro,
e viver de novo as emoções que tive!
 
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Íntimas Rendas
Postada por rbarros em 30.08. às 01:15

Desliza na transparência das sedas
O teu olhar aguçado a me procurar
Contornas os botões na suavidade das mãos
Suspiras pedindo um momento de paixão.

Entrego um abraço o contato das rendas
Que arrepiam seu peito a me aconchegar
Quando em teus braços sussurro
O quanto desejo te amar...

Levantas agoniado buscando retirar
As alças que seguram a minha insinuação
Sem pressa fico nua na voz do teu desejo
Quando tua mão retira a peça com decisão.

Com a veste estendida no chão
Teu olhar invade minha emoção
Entrega faminto teu beijo em minha pele
Sou gemido recebendo teu insano prazer.
 
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Exigência
Postada por rbarros em 28.08. às 09:28

De repente,
voce me ofereceu seu colo,
e alí me deitei,
sem culpa, sem dolo.
Foi bonito.
Suguei sua alma,
através de seus seios.
Encontrei paz e calma,
esquecí meus receios.
Voce quiz ser meu descanso,
minha razão de viver.
O tempo parou em meus lábios,
a vida ficou mais brilhante.
Tornei-me mais sóbrio, mais sábio,
neste momento que restou eterno.
De repente,
foi demais a fome de voce.
Exigí o doce banquete,
que voce queria esconder.

Foi de repente. . .
 
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Suave encontro
Postada por rbarros em 27.08. às 13:56

Foi em águas serenas que meu barco navegou,
quando encontrou o azul do seu calmo olhar.

Foi como o mar,
sempre indo ao encontro da praia,
que de repente me ví atraído,
e agora paralisado estou aquí.

Mergulhei em seu olhos serenos, ví seu corpo sorrir,
e senti de repente no sol um novo calor.

Foi sem querer,
que em plena noite o sol raiou.
Foi milagre o que eu sentí.
E meu coração se acalmou.

Me sentí de repente repleto de paz infinita,
querendo guardar para sempre todo o seu sentimento.

E hoje é com saudades,
que eu penso em voce e quero outra vez,
seus olhos tão doces me olhando, querendo me amar.
Seus olhos aquecendo minha alma tão fria.

Foi como o mar,
arrebatando de mim o que existe de ruim,
e me deixando feliz só com o prazer de sonhar.
 
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Poesia é néctar
Postada por rbarros em 26.08. às 13:51

Poesia é néctar,
que adoça a vida,
que traz mais sonhos,
mais luz e paz,
que faz sonhar,
muitos corações.
Poesia é néctar,
que traz doçuras,
que invade a alma,
e nos traz a calma,
que traz mais vida,
a qualquer viver.
Poesia é vida,
que transcende à vida,
que nos mostra além,
que nos faz sonhar,
que ajuda à todos,
a compartilhar.
Poesia é sonho,
de amor e paz;
poesia é luz,
que anima o mundo,
e faz desse mundo,
um ninho de paz.
Poesia é tudo,
que nos traz consolo,
que nos dá o compasso,
de uma canção mais nova,
que nos traz a vida.
Poesia é néctar,
que adoça a vida,
que nos faz sonhar.
 
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Medo
Postada por rbarros em 19.08. às 08:59

Eu tenho medo,
do medo que voce tem,
de olhar bem dentro em meus olhos,
de sentir a vontade que eu sinto,
de matar sua sede de amar.

Eu tenho medo,
de um dia sentir saudades,
de morrer sem voce a meu lado,
falando coisas de amor.

Eu tenho medo,
de um dia sem mais nem menos,
eu perder a vontade que tenho,
de ter voce em meus braços,
de me sentir bem com voce.

Eu tenho medo,
de um dia o tempo acabar,
e nós cansados e tristes,
fugirmos da vida e da luta,
desistirmos de ser felizes.

Eu tenho medo,
de um dia talvez de repente,
não sentir mais em seus olhos,
essa vontade de mim.
Então saberemos os dois,
que a vida virou deserto,
e que perto está nosso fim. . .
 
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Falei com voce
Postada por rbarros em 18.08. às 11:54

Falei com voce, das coisas da vida,
pensei ser voce o início do sonho.
Busquei em voce a esperança perdida.

Senti ser voce tão cheia de vida,
aquela que doce, vem buscar meu carinho,
cansada a se entregar assim distraída.

Pensei ser voce meu caminho de volta,
uma nova saudade amanhã vou sentir.
Sonhei encontrar o fim da revolta.

Gostei de encontrar voce no caminho.
Achei com certeza muita esperança,
reservei prá voce, meu mais puro carinho.

Falei, escrevi, com certeza sonhei:
voce foi embora, nem quiz me enxergar.
Olhei para frente, outra vez acordei.
 
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Meu Lenitivo
Postada por rbarros em 16.08. às 17:56

[align=center:60e9d2afca]Meu Lenitivo

Saudades,
Digo de peito aberto
Num querer esmuiçado,
Amorosamente de tão perto
Que o presente enlaçado
Pelos cantos dos dias
Abre a boca aos quatro ventos
Apronta um lastro pela urbe
Provocando um tornado
Nas pernas das palavras
Que rodopiam no grito
De um só nome:
O Teu


Vilma Orzari Piva[/align:60e9d2afca]
 
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Curva Agônica
Postada por rbarros em 16.08. às 17:41

[align=center:b7cbfa4a43]Curva Agônica

Do colo da terra o pranto ultrajado
Na frágil curva de um dorso inocente
Ronda no âmago do abandono inflado
A mísera dor agônica e inclemente

No estático fetal, solitário irmão da gente,
Curvado a golpes em angustia visceral
Expõe ao mundo o estômago agonizante
Das vilezas corroídas na ganância irracional

Dos abutres invisíveis premiando mortalhas
Nas soltas asas dos descasos humilhantes
A dizimar vidas mártires que sem fronteiras

Restam-lhes no pouso inerte das próprias mãos
O decúbito da súplica abafada, que indigente,
Chora a fome da pobreza, imperadora desse chão.


Vilma Orzari Piva[/align:b7cbfa4a43]
 
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Água Profana
Postada por rbarros em 16.08. às 17:34

[align=center:38b0b81933]Água Profana

Convertes-me em profana água
Na mistura do teu vinho
Destilando-me insensatez
Encorpada ao teu corpo

De intimidades etílicas
No teu rijo tonel de prazer
A pisar meu corpo em fusão
Macerado em doces seivas

Deserdadas das videiras
Que à borda do teu cálice
Sacralizas-me dissoluta
No reino da tua saciedade

Nutrilíquida, embebida
Ao tronco da tua seara
Redimindo-me absolvida
Aos pés da tua divindade.

Vilma Orzari Piva[/align:38b0b81933]
 
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Crença
Postada por rbarros em 15.08. às 07:47

Acredito em flores que nascem e crescem,
em tantos jardins.
Acredito no dito bem dito,
de quem ama sonhar.
Acredito que as trevas da noite,
preparam o dia.
Acredito que o sonho prepara o real.

Procuro jardins coloridos que existem,
e que brilham em algum lugar.
Desenho sorrisos em rostos tão tristes,
que buscam um lar.
Pressinto saudades que vêm devagar,
de algum sonho distante que vou realizar.

Em paz meu caminho eu sigo,
não quero parar.
A luz que de longe me acena eu persigo,
jamais vou me cansar.
Um canto tranquilo e distante,
será nosso recanto de paz.
 
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Segredos a beira mar.
Postada por rbarros em 14.08. às 14:04

O mar, ali,
e eu aqui,
ouvindo segredos de beira mar.
O mar, ali,
e eu aqui,
sentindo no rosto o vento gostoso me acarinhar.
O mar, ali,
a praia, aqui,
e eu e voce os dois aprendendo a brincar.
O vento, aqui,
o mar, alí,
e eu tentando fazer o tempo parar.
A brisa suave, o fim da tarde,
o carinho gostoso, o beijo suave,
o sonho, a beleza, a felicidade,
o dom de fazer a vida ser tão amável,
é tudo segredo que o mar me contou,
em momento de amor a beira do mar.
O mar, alí,
e eu, aquí,
pedindo ao vento que não deixe escapar,
este nosso segredo, guardado no fundo do mar...
 
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Eu sou o vazio
Postada por rbarros em 11.08. às 21:27

eu sou o vazio
a entrelinha
o espaço que ocupas
comigo em mente
quando sobra tempo!

eu sou o vazio
o encaixe entre as sombras
entre os momentos reais e a ficção

eu sou o vazio
eu sou a fantasia
eu sou o que resta
quando mais nada há!


elaine.
 
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O Olhar da Terra
Postada por rbarros em 08.08. às 00:05

Suplica a criança o amor da terra mãe
Na posição fetal, aconchegado nas trincas do seio.
Dobra a coluna, sem sustentação,a vida flagrada
Exposta com a vergonha do abandono do homem
Que cego , finge ignorar o abalo do mundo.
A face bebe na terra silenciosa, o cálice da tristeza.



A inocência se entrega às feras da dor aceitando o destino.
Leva o escudo da crença da tribo na nudez do mundo vil.
Visível apenas aos olhos da ave ,de instinto mais honrado
Que paciente olha estagnada, na espera da providência divina.
Quando a estrela da vida voa desta miséria absurda
Libertando o espírito, do cárcere material.





Transparece nas vértebras marcadas da pele
O suporte frágil do corpo, de alma pura.
O último sopro de dignidade rumo a luz
Surge na bagagem da estória de tantas vidas
Aprimoradas, nas contas brancas de colares e pulseiras.
A herança marcadas nas algemas do corpo que massacra.





Focaliza o urubu , a imagem na vista dos homens cegos
Que finge apenas assistir a dor do flagelo, na ignorância.
Enquanto ele aguarda o desígnio do céu para voar.
Em desalinho, limpando o rastro do corpo exposto.
Dando a mãe terra, a renovação eliminando o flagelo da dor.
Do amontoado de vermes que espancam os corpos infantis.




O homem, no templo interno do seu conhecimento, nada entende...
O tempo aciona os ponteiros na foto do espectador urubu.
Como a límpida água, a imagem segue o perfeito curso da natureza.
Aproxima o momento de olhar...
Que o espírito milenar, liberta...
Na luz infinita da paz ...
.
.
.
 
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Incertezas
Postada por rbarros em 04.08. às 14:04

Hoje não mais há saudades.
Há apenas sombras desenhadas,
pelos cantos da cidade.

Hoje não há mais tristeza.
Há tão sòmente paredes rabiscadas,
e uma dor sorrateira que ao poucos me invade.

Hoje tão só, procuro o passado;
não há mais ninguém.
Sòzinho escuto meu passo apressado,
procurando algúem.

Na vida a certeza é nada,
e o futuro é um dom não se sabe de quem.
Cá dentro do peito explode a saudade,
a dor de quem morre não é de ninguém.

A clara evidência de que não somos nada,
me traz a certeza de quem quer sonhar.
A mente aos poucos se faz madrugada
envolve meu sono, faz meu corpo calar.

Hoje a cidade é um palco encantado,
e a vida um mistério a se resolver.
Atores perdidos, cismando calados,
pensando no texto que terão de dizer.

Hoje não há mais saudades,
há apenas uma dor que habita meu peito.
Talvez já nem haja nem mesmo a cidade,
caminho perdido, sem graça e sem jeito.
 
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Conquista
Postada por rbarros em 04.08. às 03:40

CONQUISTA
................... Eu conquistei uma estrela...

Moro nela há milênios,

respiro o vento das correntes

que embalam todos os astros...

viajo nas rotas onde trafegam as luzes

de todos os tempos

e sugo, na Via Láctea, a minha seiva.



Aqui, sobre um trono de luz,

reino sobre mim mesma:

- Venci batalhas contra tropas insanas

que anunciavam destruir verdades,

construí muralhas para livrar-me das invasões da ira,

cavei trincheiras para defender-me

dos vilões da inveja,

ergui um forte de paz.

Fiz-me rainha num mundo

onde todos são reis!

Eu conquistei uma estrela!
 
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Um Único Beijo
Postada por rbarros em 02.08. às 12:16

Derrubo um único beijo
No calor do teu peito
Que escorre na tua pele
Procura o desejo
Explora o momento íntimo
Enlouquece teus instintos
Impetuosos no pulsar
Absorve a ilusão do paladar
Que aniquila na paixão
E devolve nos meus lábios
O teu beijo saciado.

.
.
.
 
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Rastro Noturno
Postada por rbarros em 27.07. às 00:22

Cai à noite na vontade de uma estrela...

Quando as tuas mãos deslizam em meu corpo
Passeando em francas caricias nos meus seios
Deixando o rastro do doce carinho impaciente
Pedinte de longos sonhos sagrados.

Descobre meu corpo teu calor azul irreverente...

Marcando beijos que me consomem
Invadindo minha tentação na volúpia
De unir meu palpitar em tua tensão
Na inspiração de uma chama da ilusão.

Olha-me de todos os ângulos possuindo...

Os meus detalhes gravando na tua pele
As ondas de suor que me deixa lânguida
Suspirando teu arfar em comunhão
No mais intenso desejo da paixão.

Carrega-me sem pressa nesta imensidão...

De correntes envolventes de luz
No ato completo do amor em combustão
Quando sobre teu corpo me estendes
Na fantasia de uma viagem noturna.

Socorre-me nas pradarias deste furor...

Quando já te pertenço e me esqueço
Na imensidão latejante e viril
Do teu corpo que me domina
Tornando um canto de gemidos mil.

.
 
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Saudades
Postada por rbarros em 25.07. às 08:53

Tenho saudades do pé de araçá,
cheio de frutas doces que eu apanhava,
no caminho da praia,
que ia para casa de minha vó.
Tenho saudades do cambucá,
que colhia de passagem,
no caminho da praia em que eu caminhava,
quando ia para casa de minha vó.
Tenho saudades de conchas e caramujos,
com os quais eu trazia as ondas do mar,
para bem perto da casa de minha vó.
Tenho saudades da brisa gostosa,
que soprava do mar,
enquanto eu espiava, sentado,
no terreiro de minha vó.
Tenho saudade da casa arejada,
pau-a-pique e sapé;
a casa de minha vó.

E, de repente, sem mais nem porque,
me surpreendo sentado à beira do mar,
sentindo saudades de minha vó. . .
 
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Resolvi...
Postada por rbarros em 23.07. às 23:37

Resolvi, vou voar em teus braços.
Quando a noite chegar de mansinho
Vou deixar me desnudar sem receios
Na pele sentir colado todo teu beijo

Resolvi, vou entregar-me em teu abraço.
Sem tempo para sair deste aconchego
Esquecendo o barulho do dia amanhecendo
Ficando assim entregue as tuas vontades.

Resolvi, que não devo lutar com o sonho.
Que o amor fez de mim tua escrava
E nos teus lábios tornei-me presa cativa.

Resolvi, que vou sonhar na tua alquimia.
Que serei asas em tua fantasia
No despertar de mais uma poesia...
Penélope*M*
 
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Ver estrelas
Postada por rbarros em 23.07. às 09:05

Os pés se arrastam pelo caminho.
O vento sussurra e fala de amor.
Da taça escorre delicioso vinho.
Em vasos morre com saudade a flor.
A vida é um canto de paz e guerra,
a mente espreita a vida acontecer.
Manto brilhante faz sorrir a terra,
traz mais vontade de sorrir e ser.
Encontro a paz na solidão da estrada,
fantasmas doces que me fazem bem.
Duendes, bruxas, anjos e fadas,
festejam a vida, trazem luz também.
Mistérios existem na imensidão da mata,
cantigas doces de crianças tristes.
Um pote cheio de ouro e de prata,
Tesouro imenso em se esconder insiste.
Acordo e peço a prorrogação do sonho.
Espero a noite para ser feliz.
A mim, calado, e a voce proponho:
vem ver a estrela, ouvir o que ela diz.
 
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Fraca Luz Franca
Postada por rbarros em 21.07. às 01:05

Fraca Luz Franca

Fraca luz do meu horizonte
Esquecida neste meu hemisfério
Enrolada nas cobertas de lágrimas
Na espera da calma de minha alma.

Longe vem a melodia do vento
Secar minhas gotas de cristais
Que em soluços se perdem no zunir
De mais um dia sem o doce fim.

As caricias do vento soberbo
Expondo a nudez da minha alma
Corta os parcos cálidos sonhos
Carregados no mais agudo dos medos.

Luz da minha estrela distante
Franca benção dos meus acalentos
Cobre-me sob este azul de calmarias
A saudade que me veste em romarias.
Penélope*M*
 
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Prosa Poética / Amor sem Adeus
Postada por rbarros em 20.07. às 14:46

Prosa poética

Amor sem Adeus

Não caberia calar o anunciado que tem lanhado meu peito, feito viço ao avesso, maltratando os desejos dessa saudade contida, esparramando meus olhares pelo universo do amor sem adeus.
Tu que me desdobraste o verso fizeste em mim poesia e eu por ti quebro meus silêncios enquanto tu, por mim, guardas o amor que te pertence ao encontro dos nossos corações.
E por nós dois confesso-me plena no teu amor.

Pois eu já sabia que não haveria outra rima senão aquela que sem me conhecer me sabia, ao abrir a porta de um sonho de vida que nos acalantaria sem prazos, sem promessas, sem relógios, pois não houve um dia sequer que desbotasse teu rosto em meus traços eternizando tua mão que emprestara a de Deus para acolher minha fragilidade.

E depois de ti não houve refúgio para minha alma desperta em tanto bem querer, senão esse horizonte longe, para perto dos meus seios, próximos dos nossos quintais a suspirar noites chamando luas de idas e partidas, estrelas de sorrisos e cometas radiantes de esperanças.

Aquecida em chamas de mulher que sem medo conheceu contigo a medida exata do amor transbordante de boas venturas eu sigo e vou pastoreando essa nossa felicidade.
E interpreto o vento quente da tua boca em meus ouvidos movimentando meus lábios pelo espaço, nutrindo teu nome de carícias à frente da neblina dos teus dias perfeccionistas, tímidos, tenazes, valentes, audazes, brilhantes, tentando invadir a vontade do mescla que povoa a sedução no limiar dos nossos pés parceiros.

Ah! Meu amado! Desloco a vida para morrer aquosa no teu corpo de sensações e contigo viver da amplidão do que somos para não desaprender o que é ser feliz.

Vilma Orzari Piva
 
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EFÊMERA ROSA
Postada por rbarros em 18.07. às 15:33

[align=center:44fcd0c2d8]


Efêmera Rosa

Vejo-te tão bela, efêmera rosa,
No langor do colo meu

Vejo-te viva nutrindo sedas
No abandono do rosto meu

Quanta seiva no frágil corte
Espelhando o viço do apogeu

Quanta maciez em suas pétalas
Enfeitando recantos e céus

Dás –me, então, efêmera rosa,
A beleza do vigor que escondes

O calor daquele meu rosto breve
E a essência da mão que te colheu.


Vilma Orzari Piva


[/align:44fcd0c2d8]
 
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Por si la noche decide traerte
Postada por rbarros em 17.07. às 10:42

Por si la noche decide traerte
he puesto pétalos de rosa en mi alma,
se llena de azul la quietud de la cama,
respiran gustosos mis otros fantasmas.

Por si la noche decide traerte
he envuelto en cantos la flama,
inspiro a Morfeo que ciego me calla,
suspiro una nube de cielo en la playa.

Por si la noche decide traerte,
en barcos de estrella, hasta la alborada,
recita tu verso la voz de mi sueño,
centella de ojos cualquier esmeralda.

Por si la noche decide traerte
contengo regalos para la madrugada,
cajas de pandora, carros y trenes,
rociando de mieles mis alas doradas.

Por si acaso la noche, gustosa, decide,
en el suspiro del tiempo..... traerte.
 
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Folhas mortas
Postada por rbarros em 14.07. às 22:50

Folhas mortas


Folhas mortas
Uma à uma
Vão se avermelhando
Perdendo a naturalidade tonal
Vão se desprendendo da fonte de vida...
Seu objetivo agora consiste
Ou ainda resiste em soltar-se
Ao vento sem direção...
Atemorizando aqueles que à vêem...
Lembrando-se que mais um outono se vai
e mais um inverno que chega
e a vida deles continua
na rotina escura das folhas mortas


Elaine ...

(esse poema é muito antigo, foi o único que guardei desse período)
 
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No Cetim do Teu Nome...
Postada por rbarros em 12.07. às 12:10

Olho , vejo você ...
Esperando de braços abertos.
No cetim macio do meu corpo que caminha...
Aproximo te abraço , enlaço ,te beijo no espaço
Fazendo o som do tecido te envolver nos passos.
Sinto teu corpo quente, o calor abrangente na mente
Dobras do cetim que dançam sob teu olhar aguçado
As tuas mãos puxam mais, juntando meu contorno ao teu.
Escorrega o pano , na pele tão leve quanto teus lábios
Sorrindo te entrego a maciez do tecido em tuas amplas mãos.
Me quer de mansinho, bem devagarinho, a beijar todos recantos
Carregas cingindo minha cintura, mostra teu desejo que pulsa
Alisa o azul das fibras que te fazem gemer em fantasias
Alucinado me coloca no colo, pedinte de carinho sem querer dividir
O momento é nosso ampliado na madrugada para saciar a lacividade.

A noite lá fora é silenciosa...

As tuas mãos me tocam sem limite rasteiam
O meu corpo que quente te solicita em gemidos suplicando teu desejo
Tens um fogo que me queima, queres tudo , pedes, encena, me suga
Mordes meus lábios marcando tua posse, beija- me com intensidade
Rasgando o tecido azul turquesa que brilha nos teus negros olhos de estrelas
Tirando meu ar, me lavando em suores a turvar a minha paixão
Querendo todos meus pontos molhados e todos meus sonhos , ilimitados
E depois de toques e caricias sorri me encantando , deslizando,recriando
Perdida me entrego sem mais pensar, em tuas mãos macias a suspirar
Se sou tua já não me pertenço, me esqueço ,me entrego te absorvo
Se te cativo ,transformo na frente dos teus anseios em sedução
No leito flutuo em teus arroubos, onde revisto-me no cetim que me cobre
De mares intempestivos do prazer até ondas macias da fluidez
Que em exaustão, na imensidão escorrega na mais doce paixão
Onde caminhos voei e agora me entrego nua ao teu delírio
Na fração do teu nome que não esqueço na insensatez do momento
Quero-te ousar e sem depois analisar os prós e contras
Entrego –me apenas em teus campos, pois teu calor ainda não esqueço
O que restou alinhavo com fios dourados nas dobras do tecido amassado
É o amor que se recria , cravado em cada fibra, tecida nos verdes tempos.
Beijo você daqui, de tão longe,mas tão perto do meu coração
Completa entrego as emoções, que estremecem no cetim azul do céu
No simples balbuciar do teu nome a recordar-te em minha solidão.

A noite lá fora continua silenciosa...
 
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Entrega
Postada por rbarros em 09.07. às 21:23





Estou assim, do teu lado ,a olhar...
Na essência entregando o meu sonho
A boca brincando num sorriso
Do batom com a marca do beijo...

Estou assim ,do teu lado, silenciosa....
A te querer , nua em meus sentimentos
Deixando revelar todos mais íntimos desejos
Num perfume sublime da paixão irresistível.

Estou assim ,do teu lado, trêmula...
Com os carinhos nas mãos a traçar
Caminhos de entrega no teu peito
Em um aveludado risco de prazer.

Estou assim ,do teu lado , ouvindo...
A música que me aproxima cada vez mais
Em poucos passos coloca-me em desequilíbrio
Nos teus braços a cair em um terno abraço.

Estou assim ,do teu lado ,marcando a fantasia...
No momento que a minha boca toca teu intímo
Fazendo trilhas de frenesi com teu gemido
Saciando do teu suor na corrente da magia.

Estou assim, do teu lado, acariciando...
A tua ilusão que abriga meu sonho
Desnuda-me dos véus sem pudores
Na loucura da volúpia que nos embriaga.

Estou assim ,lasciva, nesta imensidão do azul...
Voando com a saudade girando nas lágrimas
Passeando em todos recantos deste amor
Que me devora e leva ao torpor...

Estou aqui ,com este amor ,sem fim...
De você ainda dentro de mim a pulsar
Na vibrante paixão em comunhão que alucina
Dos teus versos no mar da minha poesia....
.
 
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Vento na estrada
Postada por rbarros em 08.07. às 07:38

Vou deixar sonhos guardados,
me vestir de andarilho.
Caminhar.

Estrada nova, meus pertences embalados,
seguindo o trilho.
tento outra vez inovar.

Quem sabe encontre no caminho,
vestígios de mim.
Quem sabe um novo lar, um novo ninho,
onde pousar.

Paisagens novas a penetrar no pensamento,
novas histórias povoando minha mente.
Vou como o vento.

Companheiros dessa estrada me perguntam,
quem sou eu.
Talvez eu seja de alguém a profecia,
que ocorreu.

Estrada afora, empurro a brisa,
abraço a vida sem pudor.
Alguém me espera, alguém precisa,
de meu amor.

Mas quem já deu amor demais,
agora fecha o coração.
Agora busca no silêncio aquela paz,
sem dizer não.

Seguir em frente é bom remédio,
cura o cansaço, sana feridas.
A mente aberta, sem dor nem tédio,
faz bem à vida.

Solto na estrada, um sonho bom eu sou apenas.
É bom viver sem despedidas.
Leva-me o vento das palavras: sou poema,
que quer achar a paz perdida. . .
 
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Qualquer coisa
Postada por rbarros em 08.07. às 07:37

Qualquer coisa de voce me basta.
Um sorriso.
A porta do paraíso.

Qualquer coisa em voce me chama.
Dizer que me ama,
não vai ser fácil prá voce.

Qualquer tempo com voce me faz feliz.
Com certeza, o seu sorriso de depois,
vai dizer ao mundo o quanto foi bom.

Qualquer coisa me diz que ambos queremos.
Qualquer coisa me diz chegou a hora.
Será com certeza muito bom, nós, em nosso mundo,
Deixar a vida acontecer e sonhar.

Sonhar qualquer coisa. . .
 
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Certezas
Postada por rbarros em 08.07. às 07:32

Dizem pelos cantos do mundo,
que a vida é um sonho e vai passar.
Comentam entre quatro grandes paredes,
tudo no que me recuso a acreditar.
Se às vezes fico escondido e mudo,
é de medo de ter que me mostrar,
e de dizer que não creio em tudo,
que estão pelos cantos do mundo a falar.
Pois se é verdade que tudo na vida passa,
é certo também que não vou passar.
Não me importa o que digam, o que façam,
sei que minha eternidade vai perdurar.
Assim espalho por campos e cidades,
a certeza que eu trago em meu coração:
pode chover, ventar, sobrevir as tempestades,
que da vida jamais vou abrir mão.
 
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Vento,voa Vento...
Postada por rbarros em 06.07. às 01:10

O relógio toca ...
O vento empurra os ponteiros
Para frente, caminhando ao aprimoramento
Encenação na pintura mais rica da vida
Do universo que inspira
A arte do Criador...

--- Voa
Vento,
--- Voa...

O quadro mais vivo desponta
No branco que vive com chamas alaranjadas
Do puro azul vem a luz do infinito
De verde se tinge os rios que correm
Ao mar que consente o céu marcado de anil
Quando na tela o pincel risca o divino sopro.

--- Voa
Vento,
-- Voa...

Giram as cores na paleta do tempo
O mundo mescla, a célula recria
A fé renasce na luz da meia lua
A paz reina nas espumas do mar
Suave é a areia que movimenta no amor
Absorve o encanto da força do oceano
Distante se ouve o canto das muitas aves
Que na alegria desenham no céu a sinfonia.

----Voa
Vento,
--- Voa...

Nuvens de carinhos cobrem a mãe natureza
Que esconde as flores da luz do sol
Pedindo clemência ao ouvir o cata-vento
Que não pare de orar
Ao rei do movimento
O vento...
Que faz a vida
Valer o ato
Sagrado
De nascer
No milagre da tela
O universo
Do Criador.

Vento , voa ,voa...
Vento...
Me faz junto voar...
 
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CLAREAR
Postada por rbarros em 03.07. às 22:27

[align=center:8a5dfb6924]CLAREAR


Um certo brilho no olhar me diz
Que a aurora desperta no teu ser
Esperança, quem sabe?, ser feliz
Nos braços do sol a te aquecer.

Sorrisos tingem teus lábios sutis
Como a luz do dia ao amanhecer,
As flores estão a se abrir por um triz,
No corpo, jardim, pomar, a crescer.

No céu do teu ventre seios pressinto,
Nuvens, promessas, de rios, de mar.
À tarde as curvas se põem a dançar.

Noturno desejo, senhor do instinto,
Na pele, estrelas, nu, a vagar,
Tremores, cantigas, até clarear.


Waspzzz[/align:8a5dfb6924][font=Tahoma:8a5dfb6924] [/font:8a5dfb6924]
 
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Por querer ser poeta.
Postada por rbarros em 03.07. às 15:19

Busquei nova forma de amar,
nas entrelinhas da vida.
Tentei de outro jeito falar,
verdades que já foram ditas.
Talvez por querer ser poeta,
tentei colorir a verdade.
Pensei traçar novas metas,
na esperança de impor a vontade.
Talvez por pensar ser poeta,
plantei flores em terrenos baldios.
Semeei em vastas florestas,
andei nú em lugares tão frios.
Talvez por fingir ser poeta,
esqueci deste mundo real.
Acreditei nos falsos profetas,
que diziam que o bem vence o mal.
Vou criar meus motivos e sorrir.
Vou deixar muita gente inquieta.
Com certeza, alguém vai pedir,
que eu tente outra vez ser poeta. . .
 
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De manhã
Postada por rbarros em 01.07. às 08:20

É de manhã, bem cedinho,
quando as flores ainda choram orvalhos,
e a lua se espreguiça,
e vai dormir,
quando o sol se levanta,
e vem sorrir,
é de manhã que nascem poesias em mim.
É neste momento mágico,
quando os pássaros me convidam a passear,
e cantam melodias que se espalham pelo ar,
quando o mundo parece bem melhor,
e a vida se transforma em soneto de amor,
é nesse instante enigmático,
que encontro anjos me instingando a sonhar.
É de manhã, bem cedinho,
que nascem poemas em mim.
 
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Quando...
Postada por rbarros em 01.07. às 00:15

Quando...

Quando tua mão afaga meus cabelos
Tudo se transforma em essência
Quando entrelaça os fios e puxa meu corpo
Aquece minha pele só no aconchego.

Quando tuas mãos rodeiam minha cintura
Ofereço meus lábios consentindo
O sabor do meu desejo toca o teu olhar
Despejando o meu licor na tua boca
Que sorri sempre a me completar.

Quando tuas mãos retiram minha roupa
Afundo meu corpo no seu abraço
Meus lábios beijam seu poder de sedução
Os meus olhos brincam com a tua voz.

Quando nua me carregas ao leito
Escuto teus suspiros agitados
O teu abraço é o meu ninho
Onde ouço seu pedido incessante
Quero fantasiar e te amar .

Quando o tempo fica preso na saudade
O meu corpo se entrega no calor da tua pele
Penetra-me gerando a posse voraz
Ampliando a chama da nossa paixão.

Quando és o senhor do meu sonho
O amor se concretiza em orgasmo etéreo
O coração entra em sintonia
A luz agita o desejo que infla
No seio da recordação que aniquila
Sob o luar que incendeia
A poesia que verte da ilusão.
.
.
.
 
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Meu Jardim
Postada por rbarros em 30.06. às 21:37

Meu Jardim

Meus pensamentos
Roubam-me do meu nicho
Florescem meus tesouros
E num revés
Enlaçam-me de afeição,
Fortes nós de direção,
Apertando-me
Como se fossem buquês em tuas mãos.
Feixes que entoam sinfonias,
Ganham dimensão,
Ficando horas
Em tua companhia
E eu sem dizer não...

Pois só olhei a imensidão azul
E iluminou-me com teu facho de luz
Acendendo minha alma
Com faíscas de néon
Que raptadas do teu ser,
Vidrou meu olhar
Nessa retina que reluz:

Teus sorrisos
Desabrochando em meus fechos,
Percorrendo meu corpo,
Possuindo-me nas flores dos pensamentos
Atravesso canteiros de sentimentos
Perfumando o vento da ansiedade
Colorindo o fino tom
Da minha saudade...

Colhendo esse néctar que me entoa
No calado pulsar que me entorna, beijo-te.
Sem ao menos saber se é cedo ou tarde
Se há tempo aqui dentro e lá fora,
Se teus lábios ainda me pedem
Mesmo quando sinto que teu beijo evapora.
Num lance, num instante azulado,
Vejo as flores em ti
E se há riquezas neste jardim
São tuas - plantadas em mim.

Vilma Orzari Piva
 
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Esperan
Postada por rbarros em 30.06. às 14:52

Sou apenas seu sonho em noite inspirada,
sou espuma pelo ar, sou quase nada.
O seu despertar me expulsa de sua vida,
e volto a ser nuvem na imensidão perdida.

E caminho por estradas sem destino,
e me perco em curvas sem saber ao certo.
se a tarde quente, e este sol a pino,
vão me deixar ver voce de perto.

O dia passa como passa a vida,
procuro o sonho em que voce me perdeu.
Vou procurar, embora me decida,
a ser lembranças no passado seu.

Vozes me chamam; quase sem vontade,
aperto o passo, quero me alcançar.
Quem sabe encontre minha liberdade,
no fim da estrada, quando me calar.
 
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Melodia do Vento
Postada por rbarros em 29.06. às 21:55

Vento
Que vem como desejo
Traz a ilusão do perfeito encontro
Marcando na areia os versos
Fazendo nas ondas reciclar a paixão
Tornando-se dono do corpo que eleva
Nos caminhos mais amplos do destino
Seduzindo a absurda solidão
No compasso da vida recria
A mais bela imaginação.
Vento ,és na marca da quimera
A dourada melodia
Que passa e permite
O doce contato
No abraço
Da sutil alegria
De amar assim
Esta vida enfim
Penélope *M*
 
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A flecha
Postada por rbarros em 28.06. às 12:10

Eis como se lança,
no centro do alvo,
a alma toca o centro,
a flecha leva o vento,
mas não chega sem
o certo momento,
o segundo perfeito,
a hora de se soltar.
sete segundos de nada,
se constrói um mundo no 6,
mas só aos 9 a arte se completa.
lá se foi a flecha,
o alvo é inevitável.

Alepht
 
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Eu
Postada por rbarros em 28.06. às 12:03

EU SOU Alepht,
o alento do além ar,
aquele que veio antes de Deus,
e quem a morte esqueceu de levar.
Vivo além da alegorias,
ígnea fênix de minhas alegrias,
em semanas com nove dias,
soberano sobre meu altar.
Mais que um nome ou personagem,
sou justo e perfeito em semelhança,
dentro do homem, harmônica imagem.
Mas tanta força e energia,
só se apresenta em companhia,
pois sem a dama do lago,
sacerdotisa desta alquimia,
se vai Alepht, só fica o homem,
sem a magia.

Alepht Marcos
 
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Dissimulada
Postada por rbarros em 27.06. às 08:18

Ela foge de mim,
como se fosse uma melodia solta no ar.
Ela me espia de longe,
como se fosse a derradeira onda do mar.
E eu, distante, sinto o brilho quente,
pressinto a brasa acesa dos olhos dela.
Até finjo que sigo indiferente,
murmurando baixinho que seria até melhor perdê-la...

Ela me quer bem distante,
como se eu fosse precursor de tempestades.
Ela me quer sem querer,
como se fosse possível fugir da felicidade.
E eu me calo triste, a vida mal aproveitada;
até me escondo pelas frestas da cidades,
fingindo compreender aquela paixão dissimulada.
 
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invernada
Postada por rbarros em 27.06. às 01:19

quan'o ouvi o berrante tocan'o,
senti o coração fazen'o tocaia,
lá vem o peito se apertá
por causo de rabo de saia.
é hora de bandear
pra outro rumo , segui pra outras laia.
que quan'o a vista embaraça
e se fica cheio de graça,
é que a cabeça se atrapaia.
formosura de deixá duro,
mas num vô amarrá meu burro.
vou toca pra invernada,
que lá diabo num tenta,
e nem mulher num se espaia.

Alepht
 
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impressões
Postada por rbarros em 27.06. às 00:59

Quero-te,
pois preciso escrever nas folhas de seu destino,
para preencher as lembranças de tua velhice,
e fazer-me presente,
ainda além dos tais sentimentos eternos.
Desejo-te,
pois foi no altar da minha saudade que ouvi teu sim,
onde as alianças ganharam o brilho dos teus olhos,
já que foi lá que teu colo pediu por mim,
bem depois de nos encontrarmos.
Peço-te,
que me entregue tua partitura,
assim tocarei essa melodia pura,
que qualquer um pode entender.
Sou teu, sem vergonha ou candura,
louco de amor dentro desta armadura
que a ferrugem está por comer.

Alepht
 
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Moldura
Postada por rbarros em 27.06. às 00:26

Presa na tua moldura silenciosa... olho
No espelho das cores que desliza a pintura
Os toques que resigno ao abraço
Das madeiras que prende-me ao teu paspatour.

Nos filetes dourados da moldura
Mergulho no prisma do teu....olhar
A fantasia , deixa-me mais silenciosa
Nos quatro cantos não vejo a saída.

No retorno do teu beijo recebo o ar
Enjaulada no teu abraço a me cobiçar
Sinto teu perfume na madeira em mogno
Suspenso o segredo exalando na tela do desejo.
 
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ACRÓSTICO DE UM DESEJO!
Postada por rbarros em 26.06. às 20:54

ACRÓSTICO DE UM DESEJO!

Mundo tão vasto, tão cruel
Alegoria da ambição, da maldade
Ritos sagrados para os desalmados
Inda hão de se encontrar
Além de si mesmos, numa linda mulher

Como eu agora em nova realidade
Refiz meus versos... "Ela" minha rima
Isso bastou, salvei-me, aprendi
Suas palavras, minhas letras
Teu intelecto, minha paixão
Introspectiva. Teu corpo
Navegando minhas veias
Assim te fez, assim me fez


Regido pelo amor, hoje sou
Imaculado, diáfano, um anjo
Bobo. Em minhas meninas
Ela, só ela brilha...
Isto não se negará e não se
Roubará. Abençoado, pois foi por
Odim e que virá a ser em nossos corações

Marcello ShytaraLira
Sampa 26/06/06
 
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Fotografias II
Postada por rbarros em 26.06. às 12:52

[align=center:c6f510d6ad]Fotografias II

finalmente enxerguei,
uma cena havia
ali silente e concreto
uma prova surgia

você olhando à frente
e tua face tão querida
cuidada por uma mão
por mim desconhecida

não incomoda o fato
nem desespera a alma
apenas o não recato
me fazer perder a calma

naquele momento presente
que deveria fazer-se eterno
o comum invadia forte
transformando a vida num inferno.

(reflexões de um dia de inverno)
Elaine[/align:c6f510d6ad]
 
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A Carro
Postada por rbarros em 26.06. às 00:26

A carroça range...preguiçosa
Anda cansada na estrada de terra
Vai com suas tábuas trincadas
Levando na vida as bonanças e desventuras .

A carroça range....silenciosa
Anda nas pedras, no barro e na chuva
Vai no dia e na noite levando mudas
Da vida que brinca sorrindo sem jeito...

A carroça range....temerosa
Em horas puxada pelo vento que arrasta
Nas outras ,ora todo o tempo joelhada
Segurando o terço nas rédeas da fé e vai...

A carroça range... contínua
Com as rodas em perfeito desalinho
Ajeita-se, como pode nos eixos do destino
Carregando amarrotados pacotes da esperança.

A carroça range... seguindo resignada
A vida ,que empurra inevitável
No tempo, que segue incomensurável
No sol de cada dia que raia na estrada vazia...

A carroça range...range...range...
Penélope*M*
 
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Exilio - versinhos tolos que contam estoria
Postada por rbarros em 25.06. às 11:15

[align=center:3d62376e7d]
Exílio

Há uma ilha em deserto
Habitada por sonhos sós
Um exílio atado, reportado
Feito em laços e nós

Estes, uma vez desatados
Produzem uma só canção
Faz atravessar a velha ponte
Aproximando amor e razão

É dentro, é fora
Fruto dessa melodia
Mistura orvalho da noite
Com o suor do meio dia

Afeta a vontade de ter
Projeta o desejo de estar
Garante o sonho em ser
E o ser em capaz de amar

Elaine
Junho/2003[/align:3d62376e7d]

 
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Amor de rio e mar
Postada por rbarros em 24.06. às 08:22

As águas doces do rio,
e as salgadas águas do mar,
se encontraram na beira da mata.

E foi um só ouvir de sons de cascatas.

Um beijo tímido primeiro,
depois as mão das águas se uniram.

E chegaram, para espiar, os habitantes da mata.

De repente, o turbilhão,
de marés evoluindo em estranho desfile de carnaval.

Juntos, as águas chegaram ao gozo final.

As águas doces do rio,
amaram as salgadas águas do mar.

E as barrancas do rio cederam à força total.

Um pequeno filete dágua surgiu no meio do matagal,
Um riacho vivo nasceu, um pouco de acúcar, um pouco de sal.

E o chamaram todos, o Riacho da Paz.
 
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Crença
Postada por rbarros em 23.06. às 08:28

Creio na luz
que se acende na escuridão,
na busca infindável
de algum bem maior.
Creio no ser criativo
que cria ilusão,
e indica o caminho
de um mundo melhor.
Creio em escadas que sobem
e levam ao infinito,
estrelas brilhando,
mostrando o caminho.
Creio em mãos que nos mostram
esse mundo bonito,
creio que o pássaro a voar
retorna a seu ninho.
Creio no amor bem amado,
na alma e no corpo,
na flor bem tratada,
na chuva e no vento;
creio na vida vivida,
no vivo e no morto,
creio na força que temos,
nós no pensamento.
Creio na paz infinita
que invade o momento,
que nos faz mensageiros
de luz e de paz.
Creio no futuro, presente,
acredito no tempo,
que não deixa o passado
ficar para trás.
Creio na vida inocente
de criança que nasce,
creio na paz que existe,
e insiste em sorrir.
Acredito em amores
embora eles passem,
e nos deixem à espera
do que ainda há de vir.
Creio na força que existe
em cada vivente,
de superar o próprio medo,
de criar esperança.
Acredito na luta
de toda essa gente,
que cai, se levanta, recua e avança.
 
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Arco iris de vento
Postada por rbarros em 21.06. às 22:15

O arco íris de vento

um pé,
o outro,
levanta um, ergue e
salta
brinca e ri
aquele monte de fios em tranças
agitadas ao vento
equilibravam a menina
uma onda e maré
o vestido levantava
enquanto feliz
a corda pulava
o vento fazia
e o arco íris formava.

Elaine.
 
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Sigo
Postada por rbarros em 21.06. às 22:12

Sigo

Um passo à mais
Uma caminhada
Uma hora, um dia!

Novamente
Meus ais doem
Mais um passo
Um dia vencido

E ainda assim acredito

Novamente mais um dia passa
E eu passo mais um dia tentando

Passar essa vontade de passar os dias!

Elaine
22/maio/2003
 
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Teia
Postada por rbarros em 21.06. às 22:09

Teia

fininho, fininho
preciso, certeiro
escorrega
esculpi
engenhosamente
palpos abertos
a consistência
padronizada dá
leveza
nem uma linha
torta
nem um espaço
fora do lugar
somente
beleza cristalina
resistência e trama
ainda mais se for
depois da chuva!
daquelas bem úmidas
geometria impecável...
sua teia envolvente
é arte pura!

Elaine....
 
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Vida - Divina Graça
Postada por rbarros em 20.06. às 17:50

Vida - Divina Graça

O olho nu não venta
Ares benfazejos
No cansaço das faces

Há de se recolher
Mãos calosas de fé
Em preces cálidas
Advindas num suspiro

Que às vezes entre os dentes,
É presente percebido
No alívio de um gole crente
Da bonança existente

De vida, que além da matéria
Vale a pena ter nascido
De um sopro vivo
Providente num zunido
De um vento que passa
Mensageiro da divina graça.

Vilma Orzari Piva
 
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El Metro
Postada por rbarros em 20.06. às 17:24

No torpor da gente apertada
o cheiro do café e da madrugada
decorre d´um vagâo a outro de manhâ
minuto tras minuto na cruzada.
Ele me alumia um pouco, um trecho
E o frío das mentiras aborda
o corpo e os objetos.
Alguns libros e jornais
acompanham o trajeto,
mâes apressadas fazem monhos
as suas filhas nas suas pernas sentadas
o no vizinho assento,
mulheres dorminhocas pintam-se
e algum outro fatigado demais
perdorre a distância boca aberta e dormido.
Entre estaçâo e estaçâo sente-se um assobio,
uma voz confusa nos diz o lugar, a gente entra e sale,
e na renovaçâo das pessôas
escapa-se saber se sâo as mesmas o bem outras.
Após a processâo das pisadas
uns tras outros tentando se atrapalhar,
alguém se alça e um outro muito fatigado senta-se
tem gente com torteiras, gente que vém o vai
sem o saber,os que olham pela janela
e ficam presos da paisagem dos muros em sucessâo,
alguns trechos deixam ver as montanhas
essa é a minha parte favorita do trajeto,
como um garoto escapo pela janela,
em frente o verdor enchendo as pupilas,
fileiras de edifícios surgem e a fresca sensaçâo
de alívio pela chegada a casa se apresenta.
Entâo podem se ver as luces das moradas,
os carros anôes e a certeza do encontro.
Tudo transcorre e tudo passa,
e día a día de novo se perde
a maravilha do gozo da paisagem
tâo urbano,tâo latino...tâo nosso.
O trem vai embora, mesmo como o vento sôa,
esfarrapadamente a banda de gente escorréga-se,
nâo sei o que levam nas suas mentes,mais na minha
a maravilha da alegría da vida gira,
amanhá o metrô vai de novo sorrir.
 
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Supremo Instante
Postada por rbarros em 20.06. às 15:36

Súplica do teu desejo
Carícias minha na tua alma
Beijo teu confunde no meu
Entrega mútua no céu azul
Línguas em mares extensos
Delírios da paixão a brindar
Vertentes que clamam
Rastro do sabor na pele...
Dança a fantasia das águas
Nua desperta na madrugada
Do teu sol escaldante
Que preenche todas lacunas...
Transgride os movimentos
Em todos sou tua parte
No centro do beijo brindo
O delírio roçando a taça
Na tua posse o licor envolve
Dou meu segredo peço o teu sabor
Desvenda meu mistério sublime
Sob teu olhar desliza o véu
A minha ousadia no teu olhar
Suga tua volúpia a minha íris
O instante é supremo
No êxtase eterno!
.
.
./
 
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Passos
Postada por rbarros em 20.06. às 00:21

Gosto do meu passo e do compasso
Voando alto assim em mim
A derramar pétalas da tua canção
Em cifras ondulantes da minha imensidão...

Gosto do meu jeito assim a deslizar
Que te atiça e faz olhar-me
Espreitar-me nesta fresta interna
Na imensa liberdade que me cobre assim...

Gosto deste meu lado esquecido
Encoberto na solidão deste mosaico de cristais
Que transmuta minhas partes nas estrelas
Que só eu conheço e em mim é vivo acalento.

Gosto de mim assim, pois te vejo perto a me amar sem fim...
.
.
.
 
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Madrugadinha
Postada por rbarros em 17.06. às 07:33

A brisa doce brisa sopra.
Paira no ar um cheiro de saudade.
A lua densa lua brilha e incomoda.
Devagarinho pulsa o centro da cidade.

Sonhos bons e sonhos maus, anjos e feras,
se espalham pelas ruas silenciosas.
Parados e mudos, estamos nós à espera,
de ver surgir algum jardim, alguma rosa.

A vida louca vida enfim se realiza,
momento bom de sonho e de alegria.
Olhos se cruzam, sopra a doce brisa.
A noite vai embora: surge um novo dia.
 
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Estrela Matutina
Postada por rbarros em 16.06. às 00:27

Oh Amor !
Que brilha feito estrela matutina
Tão intenso que rompe em chamas
Inigualável a ressoar plenitudes
Fazendo da vida esfera de magia cristalina.

Oh Amor!
A cintilar na noite que fascina
Captura audaciosa das emoções
Irreparável caçador das vontades
Dirigente insuperável em todos portais.

Oh Amor!
Que no tempo de qualquer espaço
Em conquista benfazeja de qualquer estilhaço
Da lembrança que realiza em curto momento
O prazer contido num beijo infinito.

Oh Amor!
De amar um amor jamais esquecido!
.
.
.
 
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Flor de Escorpião
Postada por rbarros em 15.06. às 20:12

Flor de Escorpião

Da flor da pele ao veio
Intensa, densa, rubra
Fêmea flor de escorpião
Movimenta a emoção.

Crava raízes profundas
Em cavernas de erupção
É luz de olho interno
É o extrato da paixão

Cores e lavas nos seios
Bocas e pernas por ferrão
Encarnada ao sol é esteio
De instintos e vulcão

Borbulhante orvalho na fronte
Enciumada flor de energia
Germina o amor da fiel fonte
No cálice da vida e se delicia.

Vilma Orzari Piva
 
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O Olhar e a Sala......(Sinfonia de um Beijo)
Postada por rbarros em 15.06. às 02:03

A sala encontrava-se adormecida em uma fresta da lua.O raio do luar mostrava que as estrelas estavam alertas ao evento que se preparava para desenrolar.
O silencio era quebrado apenas com alguns passos ansiosos, as botas faziam ranger o assoalho.Quando a imagem atravessava a luz da lua ,distinguia-se apenas a roupa negra como a noite.
O invasor dono da sala, era quem se agitava na escuridão, mostrando sua inquietude ao relógio cujos ponteiros alheios andavam acelerando o tempo.
As horas passavam e seus passos ansiosos ,iam e voltavam conscientes da audácia da íris em seu atraso.
Em um dado momento, ouviu passos suaves que corriam no corredor lá fora. Nem precisava olhar conhecia bem aquela suavidade que voava como uma borboleta amedrontada.
O momento de dar a desforra , pelo atraso havia chegado e a escuridão da sala era propícia ao seu intento.
Esperou estrategicamente a íris chegar bem junto da porta, como cúmplice tinha o elemento surpresa. Quando ouviu o trinco ceder chegou o momento exato da sua ação. Abriu a porta rapidamente e agarrou as mãos pequenas ;puxando contra seu peito o corpo leve, levando um choque inesperado com o toque!
As suas mãos surpreenderam –se com a suavidade, contornaram a cintura trazendo o corpo mais próximo de si. A luz da lua brilhava mostrando os fios dourados da veste, véus que davam toda leveza e sutil transparência...A máscara apenas moldava os olhos destacando as íris verdes brilhando como um mar agitado. E os lábios vermelhos prontos para beijar num convite irresistível.
No calor do momento a íris suspensa na escuridão sentiu quando seus lábios foram tragados em uma onda de paixão.Retribuiu ao calor com a mesma intensidade , se entregando ao torpor do momento.
As mãos firmes em seu corpo eram como correntes tornando-a cativa da paixão alucinante.O corpo que a envolvia era como asas de um falcão que a levava como presa nas alturas da sedução.
E mesmo cativa sentiu, quando seu algoz perdeu a razão do domínio, se entregou nas imensidão do calor do beijo intenso...
O falcão voava nos véus , roçando as suas mãos na busca da pele que o perfume lhe inebriava, enquanto o beijo tinha o sabor do interminável prazer.
O tempo avisou nas badaladas do relógio que o tempo tinha que ser rompido, prolongar a entrega seria um passeio sem volta .O invasor sentiu que este seria o momento, de parar ou a necessidade da posse chegaria ao limiar, do insustentável desejo que alucina o ser...
Era um querer mais e mais, quanto mais sentia o calor do beijo maior o desejo de completar o sonho.O corpo flamejava, como a libido fora ativada em tal patamar se tudo tinha sido iniciado apenas como um castigo pelo atraso .E agora o castigo se invertia , pois desprender-se dos lábios seria a punição maior do desejo incompleto, o desejo de ficar com a íris em um tempo interminável nos braços e acalentar todos sonhos mais loucos num misto de punição em forma da mais simples consagração.
A íris que se entregou na avidez do invasor, voltou a si e interrompendo o momento fugindo da sala no meio da escuridão.
O baile terminara antes mesmo de começar a música, mas a partitura estava escrita com toda nobreza da paixão. A íris tivera o bom senso , ou apenas confirmara com sua fuga que a punição que ele agora recebia a ausência do perfume e o sabor do beijo.
A íris voltou a sumir com seus passos agitados no corredor do mesmo modo que chegara.Só que o coração pulsava descompassado...
E o invasor ficou a olhar as estrelas pela fresta, numa atitude franca de quem agora tinha uma nova reformulação.Um beijo, um único beijo colocava em terra sua liberdade e aventura, as viagens estavam todas jogadas no meio do nada...Cativo de um beijo se tornara...
Fugir ...Precisava fugir, respirar o ar de fora da sala, já que o perfume da íris ainda estava na sala e o deixava com o coração palpitando em agonia pela perda, a sede da paixão fora suspensa....
Fugir seria o suficiente para manter sua mente longe da íris e outros mares acalmariam seu mundo interno.
Como que anotando tudo a sala observava a corrida do invasor, levando seus pertences assustado em sua maleta clássica...
E assim a lua deixava na sala sua magia inacabada , como uma brincadeira do universo de mostrar a força dos sentimentos espalhada em estrelas de emoção aqui na terra....
 
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Sempre início
Postada por rbarros em 13.06. às 13:32

O fim da estrada é o começo do sonho, voce sabe.
A luz que se acende é a mesma que se apaga,
em tantas cidades.

Nós somos o medo de uma geração cansada,
que no entanto, prossegue.

Morremos mil vezes,mil vezes ressurgimos,
por mais que se negue.
Somos sempre um novo dia que amanhece.

Só não queremos que nos enterrem vivos,
que nos esqueçam como se fôssemos nada,
nem nos modifiquem como se fôssemos massa.

O fim da estrada é só o início de outra estrada,
e voce, apenas, companheira nova em antiga jornada.
 
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eu fogo, ela água.
Postada por rbarros em 13.06. às 12:32

Eu,
queimo em labaredas alucinantes,
desprendo todo o meu ar,
consumindo tudo ao redor,
sou pura força, insana e bruta,
sou a fênix de meu pesar.

Ela,
escorre em candura,
é límpida, úmida e pura,
suavizando onde passa,
sutil, calma e silenciosa,
é a morte de minha graça.

Eu,
morro em sua gota,
Ela,
se aquece com meu bailado.
Eu, ardente vermelho.
Ela, profundo azul


alepht
 
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DISTINTOS
Postada por rbarros em 12.06. às 20:38

[align=center:95f1f89b83]DISTINTOS

Uma sinfonia em dó sustenido,
Murmúrios em fundo musical.
Todo um caminho a ser percorrido,
Um começo prevendo o final.

Um suspiro de amor emitido,
Rugidos de fúria animal.
O transbordo do gozo sentido,
Fantasia, ou um sonho real.

Quando, a sós, os dois nos deitamos,
Fogo e ar se exalam em torrente,
Terra e água se transmudam em gente.

Doce mel e acre sal misturamos,
Tu és meiga, uma calma paisagem,
Eu sou rude, como onça selvagem.

Waspzzz[/align:95f1f89b83]
 
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sábado
Postada por rbarros em 10.06. às 14:30

Querida Elaine,

Nada, mas nada mesmo melhor que um sábado após outro.
Belo poema.

Beijos, W
 
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Convite
Postada por rbarros em 10.06. às 08:05

Vem comigo sonhar.
Passear por estradas coloridas,
curar de vez tantas feridas.
Vem buscar,
um mundo perfeito em meu sonho,
voce vai encontar.

Nao tenha medo:
flôres vão se abrir ao seu redor,
a felicidade estará ao alcance das mãos.
Em meu sonho o mundo sera bem melhor.

Vem cantar,
canções infantís que voce ja esqueceu.
Sua vida em meu sonho vai me comover:
o mundo inteiro será meu e seu.


............................................................


E se porventura voce não gostar,
por certo, restará o privilégio,
de sempre poder acordar. . .
 
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QUANDO É QUE SE ENVELHECE?
Postada por rbarros em 09.06. às 21:19

Quando é que se envelhece?

Lá vai ela tão bela. Sexagenária
Não deixou no tempo se perder
Para outras a vida esvaiu
Para ela uma linha imaginária
Que finda-se sempre num novo amanhecer

Ela se sente uma linda mulher
Desejada, tanto quanto, uma ninfeta
Todas a recriminam: quando vais envelhecer?
Calada pensa: velhice é doença, não me infecta
Processo biológico? Talvez. Ela ignora

Mantém em seu quarto a chama acessa
Tantas bonecas, tantas modas às avessas
Mini saias, vestidos indianos e fitas psicodélicas
Não importa o seio murcho; o rosto flácido
As mãos trêmulas e as pernas desalinhadas

___É nesta vida que está minha vida. Então vivo!

Marcello ShytaraLira
Sampa 09/06/2003
 
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Inquietude
Postada por rbarros em 09.06. às 10:29

Nao tema.
A vida tem mais misterios,
que os segredos que existem em seu coraçao.

Percorre a estrada da vida,
e carrega consigo seu jeito de ser.
Ajeita-se com jeito tranquilo,
de encontrar o amor e de crer.

Caminha caminhos sem fim,
e faz a alegria existir.
Se luz em estradas obscuras,
ilumina o porvir.

Esquece a tristeza em um canto,
e espalha um sorriso, afinal.
Descobre a beleza escondida,
espera o momento, o encontro final.

Vai semeando o bem,
na certeza que ao mal vai vencer.
A colheita nao tarda a chegar,
e imensa, por certo ha de ser.

Quanto a mim, me deixa inquieto,
que ser inquieto,
faz parte de mim.
 
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Ya no me parezco a esa que te amaba
Postada por rbarros em 09.06. às 09:03

Yo ya no me parezco a esto que soy pensándote
como si la vida se me volviera calma
cierto es amor, no sé estar en calma.
Me gusta la convulsión de esta ciudad, Caracas,
las noches interminables de humo y soledad
llenas de tantas letras y de indias.
No, nada hace falta aquí y mucho menos “calma”.
Cómo si pudiera yo calmarme en ti,
y amarte “para toda la vida”,
promesa perdida y asbsurda del hoy
que nunca sabe nada del mañana.
Ya no quiero parecerme a esto que soy por ti,
prefiero perderme en esta revolución barata,
improvisada y mala de esta patria,
en los curules de asambleístas en plena calle.
¡Tú que sabes!
Lo tuyo es la calma y lo previsible
¡A dios gracias! no dejaste todo por seguirme
no perdiste nada, ni un domingo triste,
porque a mi no me gusta esa tu calma.
Tu pensión a tiempo,
ni tu rutina de lunes a lunes en casa,
y paseos a otras casas como si la naturaleza
fuera un triste invento de Dios.
Yo no habría podido dormir a las 8 como pollo.
Yo ya no perezco esa que te amaba
¡A dios gracias!
 
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Vento
Postada por rbarros em 08.06. às 23:57

Vento não tenho tempo para descrever
Vento não poderia eu escrever
A sedução que tua passagem me toca
A energia que me envolve
Quando sinto tua presença
Enrolar meus cabelos sem pressa
Num puro deleite me entrego
Deixo teu abraço tomar conta
Sem medo me entrego em tuas ondas
Vôo contigo em terras distantes
Fujo nos teus braços em desertos escaldantes
Roço areias das praias lendo tuas pegadas
Beijo o céu nos teus braços
Toco as estrelas fico cintilante
Visto-me com o brilho da lua viro musa
E depois volto a vida reformulada
Quando me pousas na minha estrada
Para adormecer nas calmarias
Do mundo real sem fantasias.

Vento sem você não sei voar...
Como escrever a vida com linhas tão curtas
Se tua magia é a pista para na vida
Viver a voar na poesia...
.
.
.


 
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Predestinados
Postada por rbarros em 08.06. às 17:15

Predestinados

Não quero te perder
Por entre os cinzas das ruas
Depondo tardes enfraquecidas
Nos lampejos do teu olhar

Não quero que a solidão te acorde
Roubando carícias de teus ares
Iludindo doces aconchegos
Querendo no teu colo repousar

Não quero que teus silêncios
Descubram brisas perdidas
Entre minha boca e teus lábios
Ventilando horas de se calar

Quero o espanto dos sorrisos
Do que fui em ti, predestinada,
Abraçados em nós, ainda que tarde...
Restaremos num suspiro de amor !

Vilma Orzari Piva
 
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Tardes Quentes
Postada por rbarros em 08.06. às 16:43

O sol à pino
Emprestando a tarde quente
Preenche a vontade da brisa no ar
De repousar tua cabeça no meu colo
Levando-me pelo marulho da vazante
Das tuas palavras em meus ouvidos

Que rendidos no teu doce peito de abrigos
Esperança-me desejos ensolarados
De ventar meu amor em tuas procuras
Ternamente estendida em sublimes loucuras.

Vilma Orzari Piva
7/6/03
 
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Frutos Amorosos
Postada por rbarros em 08.06. às 16:32

Frutos Amorosos

Meus olhos prenderam-se
No outono das tuas mãos

Desvestiram-me das cascas
Sumos, gomos, néctar e fruto

Maduro de intenso sabor
Num desejo de carícias

A palpitar em meus lábios
Tua boca em delícias de amor.

Vilma Orzari Piva
 
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Sábados
Postada por rbarros em 07.06. às 21:47

Sábados



Sábados deveriam ser lindos
Como um dia de sol na sombra da praia

Poderiam trazer respostas ao invés
De selecionar tantas dúvidas

Deveriam ter tempo suficiente para o amor
Diferente dos dias distantes e comuns

Trariam noites de companheiros gestos
Ao redor ... fazendo um lar

Sossego para o amor sem tempo
Como deveriam ser os dias todos da semana

Elaine

 
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Espiral de um Beijo
Postada por rbarros em 07.06. às 00:18

Te olho na fresta do universo...

Espiral de um beijo que arrebata
Inesquecível toque distante no tempo
Exposto nas curvas presentes da fantasia
Nas noites azuis de outono que desfila
Em breve festa de uma alquimia.


Aproximo a nadar em teu olhar...



Captura de um único momento
Toque de lábios sequiosos de calor
Molhando almas em doce sabor
Que escorrega na lágrima lenta
E vem abraçar a saudade na dor.


Ofereço entreaberta a boca em flor...


Comportas que abrem-se nos portais da libido
Correntezas de lembranças escaldantes
Quando tua língua toca meu céu da paixão
Sonhos irreais que palpitam os seios a cantar
No teu peito que me aconchega no arfar.


Degusto teus sonhos de licor nos lábios...



Prolonga o breve espaço infinito
Agita todas as cores na imensidão
Languida te pertenço quando delineias
As emoções que desprendem da boca
Na volúpia que incendeia a tua chama.



Deslizo em movimentos dourados a língua...



Infinito momento que se eterniza
A laçar os desejos impossíveis
Do breve beijo onde nos invadimos
Bebendo o paladar na boca que alucina
No espaço amplo do amor que eterniza.



Então...
Beijo breve teu eterno beijo no céu do nosso amor...
.
.
.


 
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Curinga
Postada por rbarros em 06.06. às 12:14

             Curinga

        Como no jogo,
        eu queria um curinga
        que fechasse , na vida,
        o jogo do viver!
        Se faltasse dinheiro, eu jogava-o na carteira.
        Se faltasse um amigo, eu jogava-o no sofá.
        Se faltasse um amor,
        eu jogava-o na cama.

            Ao poeta sem tema,curinga no poema!
            Um curinga que ajudasse a criar emoção,
            que a um toque do amor,

        em veloz translação-
        eu girasse no ar - ouro, espada, copa ou paus,
        onde a sorte faltar.

            Um curinga na mão,
            em final de partida,

        alegre,
        festeiro,
        um curinga arteiro,
        que me desse a batida
        - na vida -
        com canastra real!
            Mila Ramos
 
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Libertad
Postada por rbarros em 06.06. às 09:13

Me liberé de ti ya no hay remedio
porque tantas cadenas me pesaban
ya no más llorar con desconsuelo
ni saberte infeliz en otra cama.

Porque tantas cadenas me pesaban
corté desde el cordón esta atadura
las gemas de tus besos fueron garras
que utilicé feliz porque quemaban.

Ya no más llorar con desconsuelo,
que de los muertos no queda sino nada,
ni predicar como si fuera un rezo
tus palabras pregnadas en mi alma.

Ni saberte infeliz en otra cama
que habitas desde ya hace tantos años,
la cobardía se excusa como antaño
en los brazos gloriosos de una dama.

Me liberé de ti ya no hay remedio,
porque el temor de mí no me dejaba
que no te lloro más, “tu no estás muerto”,
al fin me vuelvo a sentir recuperada.
 
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Momento saudade (1.966)
Postada por rbarros em 06.06. às 08:29

O mar imenso,
me traz saudades
de um sonho intenso,
felicidades.

Brincar na areia,
em tenra idade.
Bela sereia,
ansiedades.

Conchas no ouvido,
ouvindo o mar.
Já não duvido:
é bom sonhar.

Lá vêm piratas,
vêm conquistar.
Tesouro e prata,
querem levar.

Não levam nada,
pura ilusão;
Praia enterrada,
em meu coração.
 
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Del Delirio de tu Cuerpo
Postada por rbarros em 05.06. às 10:53

Del delirio de tu cuerpo inconfesable
surgen hermosas alas espumantes
vagan azules, gravitan las guirnaldas
en tu cuerpo glorioso como las esmeraldas.

Del delirio de tu cuerpo impenetrable
diminutos sies rompen la voz de la calle
destellan mis pupilas en mares abismales
y tiritan suspiros enigmantes.

Del delirio de tu cuerpo renaciente
mi voz se escapa como la paz hoy día
celebrando la guerra y los compases
de tus manos entrelazadas a las mías.

Del delirio de tu cuerpo sisegeante
el terciopelo rojo ya es olvido
parte en mitades azules las mitades
y regocija de placer el cuerpo mío.

Del delirio de tu cuerpo innombrable
preservo las delicias de lo inquieto
no fuera a ser que estas horas delirantes
me desvíen de mi tierra y mis afectos.

Del delirio de tu cuerpo yo claudico
para delirar del mundo un instante.
 
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Sem porque
Postada por rbarros em 05.06. às 07:27

Não queria falar de você. Talvez por medo.
Receio de pensar.
Existe entretanto uma flor no meio do jardim,
que me faz perder o sono.
Receio de falar,
que existe um grito preso dentro de mim,
que me faz ficar calado.
Existe uma cumplicidade em sua voz,
que eu preciso entender.

Não queria escrever coisas de voce,
talvez com medo de conhecer demais voce,
e de repente entender que voce é brisa suave,
que me refresca a face e me incomoda.
Que voce é o momento bom de alguém,
depois que acorda.

Não queria sentir nada por voce. Talvez por nada.
Não queria descobrir que voce é o momento bom,
de alguém que sonha.
De tantas músicas que eu gosto, voce é o som,
que eu ouço nas madrugadas.
Não queria perceber que eu tenho que entender,
o seu olhar.

E, se voce me ver calado, não pense em nada.
Eu sou quem perde os momentos mais ternos,
na ânsia louca de tornar passado,
momentos eternos.

Sou quem descobriu a vida, achou o sonho,
e não tem com quem dividir . . .
 
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La Ventana
Postada por rbarros em 04.06. às 15:41

Se abrió como rosa en madrugada,
y se tiñó de azules como el cielo.
se nutrió de quereres sin consuelo
y creició entre el recuerdo y la alborada.

De desconsuelos apareció desde la nada,
cayendo como lluvia en la cabeza,
se hizo de mí, como la fe y certeza,
cubriendo de razones las nostalgias.

Justo en el corazón nacía la esperanza
y desde tí hacia afuera huyeron los misterios,
me cobijé con tus fallidos parlamentos
y desperté feliz por la templanza.

De la nada los rayos me esperaban
y desde ti nacieron los silencios,
se acumularon nuevos los luceros
que como en mar azul ahorar nadaban.

Desde la multitud de noes amarillos
se levantara luz al alma renovada
crecía en cada color otra alborada
y una paloma blanca con su nido,
el cielo floreció como estallido
divisando en lo obscuro .... una ventana.
 
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avi
Postada por rbarros em 03.06. às 13:48

Lá vem o avião,
vai pousar na minha pista,
olha que mulher avião,
vem direto na minha direção.
E olha quem nem vem cheia de prosa,
no fundo não se acha gostosa.
Talvez porque não tenha meus hormônios,
não veja seu decote
com os olhos dos meus demônios,
porque não mira o racho de sua saia,
e não sabe o quanto atenta na praia.
Não sabe o gosto de suas coxas,
nem o quanto é melhor que outras moças


:::::Alepht::::
 
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mulher em quarentana
Postada por rbarros em 03.06. às 13:43

Me perdoem as novinhas,
que seus dias estão por chegar,
mas mulheres florescem aos quarenta,
é quando suas curvas nos fazem bercário,
e seus homens se põem à ninar.

E há de se ter formosura,
nessa hora do desabrochar,
é quando da pele transpira frescura,
e por dentro, um leve porém adocicado suar,
pra seu homem nesse riacho, banhar.

E que a idade lhe dê formatura,
e seu seio, não mais cálice e sim, candura
possa derramar,
tal o leite de tua seiva pura, faça calar,
no seu homem que o prova no amar.

:::Alepht::::
 
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Notas íntimas
Postada por rbarros em 03.06. às 13:43

vou povoar seus desejos,
incitar teus pensamentos,
e te encher de vontades,
assim, vou seduzir seus dedos,
para uma música só pra mim tocarem,
então
sugarei teus sonhos,
e a minha sede, saciarei.
 
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gotcha!
Postada por rbarros em 02.06. às 18:59

Brincadeiras de cama,
coisas de amor sem trama,
lençóis que vão e vém.
Relógio que não tem ponteiro,
gozo que não é certeiro,
mão que não se contém.
Música que não interessa,
carinho que perdeu a pressa,
tesão que vai além.

::Alepht::
 
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Sobre latifúndios
Postada por rbarros em 02.06. às 18:56

Eu e o Edvaldo estamos tentando entender dos latifúndios, fazendo uam reflexão sobre a extensão de uma mulher. Ao olhar da minha varanda, é isso que vejo:

Vasto latifúndio,
de onde só me regalo
de poucas pastagens,
meu amor é monocultura,
de onde eu, míope,
mal vejo as invernadas.
Aqui da varanda onde falo,
Pouco desfruto das paisagens.

Alepht
 
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Arte Milenarios
Postada por rbarros em 02.06. às 16:25

Si describiera la ansiedad de este momento,
el soplo de aire que en el pecho se me queda.
Si describiera tus ojos mirando mi inútil inocencia.
reposando gustosa mi espalda sobre el lecho.

Ay amor! si describiera la luz en tus ojos,
el brillo que quiere devorarme con besos,
si pudiera la fuerza que con tu brazo me toma
y el secreto camino que nos conduce al sexo.

Si describiera tu aroma tibio y sudado,
el aliento que se nota entre cortado,
la destreza con que tus manos celebran mis zonas,
el tiempo sin verte que siempre parece demasiado.

Si describiera el latir de tu pecho enamorado,
las destrezas de tu sangre en cuerpo cavernoso,
si pudiera descifrar cómo sucedió esto misterioso
que nos incita una y otra vez a enlazarnos.

Si describiera este "Arte Milenario"
que me conserva a ti dulce atadura,
pudiera algo devolverme la cordura
en esta locura del tiempo centenario.
 
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Tua Visita
Postada por rbarros em 02.06. às 14:26

Virás! Sei que virás
Não sei dizer o porquê
Mas espero hoje por ti.
O coração suplica que sim
Insano de tanta alegria,
Acordando em meu corpo nostalgia
De tuas mãos a me desnudar,
Revelando meus anseios
Os mais íntimos e adormecidos.
Me dou permissão e direito
Para desfrutar de ti
Numa aventura sem fim,
Numa viagem ilusão
Na ânsia de te reencontrar
Para mais uma vez,te possuir.
Por querer-te se já me dei
Naquela bela tarde
Em que me beijaste
E com meu corpo brincaste.
Quero reviver aquele momento
De agradável e cálido perfume
De bel-prazer delirante,
Já me vejo nas alturas
A respiração ofegante
No desejo de sentir
Uma estocada impetuosa
No meu gozo mais febril
Me abluindo Com tua pele em suspiros
Com teus beijos molhados
Tua insaciável gula
Que por meu dorso perambula
Na busca da excitação e do prazer.
Que torrente de primavera!
 
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A Rosa
Postada por rbarros em 02.06. às 07:18

                A ROSA
          Nas ruas da cidade
          uma mulher vagueia

    Seu rosto
    - tão quebrado
    bem disfarça
    a crueza da vida
    tão ferida
    quanto a perna que arrasta

          É a Rosa!
          Quem não conhece a Rosa
          na cidade das flores?

    A cintura apertada
    num cinto bem surrado
    é a marca vaidosa
    dos seus dias de brilho.
    O caminhar coquete
    a encobrir a dor
    passos de trapos,
    roupas de resto
    a lhe cobrir o corpo
    maltratado.

          A fome.
          O frio.
          A solidão,
          esta, sim,
          ferida dolorosa,
          a dor maior da Rosa.
          A Rosa,
          a que sorri da vida,
          da vida a fazer chiste,
          a Rosa triste
          da cidade das flores.

                Mila Ramos
 
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Baco sabia das coisas
Postada por rbarros em 31.05. às 17:13

Baco sabia das coisas

o vinho
gamas de estados
comparados
a êxtases
a orgias
a curativos na alma!

Tomar vinho,
contemplar a lua
invejar a beleza das rosas
sondar a alma humana
descrever poesia
amar no corpo
desviar a mente
do comum apresentado
ser em si !
encorpar-se ao puro sabor
é dia de beber vinho
aspirar rosas
olhar nos olhos
dizer que amo
É época de amor
em todas as suas texturas
humanamente reconhecidas.

Elaine
 
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latifúndio
Postada por rbarros em 30.05. às 13:42

Olha que você é mulher latifúndio,
daquelas que vira a cabeça,
que nos faz guardar música,
dá sentido na letra,
codinome beija flor.
Olha que você é mulher latifúndio,
daquelas que se ama pra sempre,
que o cheiro fica na pele,
sabonete não repele,
de sabores que nunca se esquece.
Olha sereia, que você é mulher latifúndio.

Alepht
 
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as avezinhas
Postada por rbarros em 29.05. às 15:46

De soslaio,
as rapinas fingem
que nem me veem.

desdem é gosto do pobre,
tem o sabor
que lhe convém.

::Alepht::
 
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andarilho
Postada por rbarros em 29.05. às 15:44

:::as vezes se escreve assim, na solidão do acostamento, querendo ser o andarilho,:::


Dessa vida virei mundo,
provei tudo,
comi alho, me salguei,
até lábio carnudo beijei.
Fui do álcool ao daime,
da hóstia ao chimarrão.
Amei uma, fui de todas,
de sacro a fanfarrão.
cobrei caro, dei de graça,
me vali e fiz trapaça.
Fui de valor, plantei esperança,
já chorei feito criança.
Dei de metido, esbanjei prepotência,
fui enganado,
por pura inocência.

Já ajoelhei pra pedir, já
me ergui pra poder dar.
Houve que me ignorou,
e soube de mim tirar.
Mas houve quem sempre soube,
um jeito de me amar.
Gritei por pouca coisa,
sorri pro nada,
to longe de ser fácil,
e perto da tua morada.
quero ser ninguém na trilha,
na beirada dessa estrada.

:::lá vai o andarilho, pelo acostamento, quem ele foi?:::
 
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se me lê
Postada por rbarros em 29.05. às 15:43

Porque lê as coisas que escrevo?
Não vê que são palavras soltas,
que profiro por convulsão,
faço por ranhetisse, de um velho sem comunhão?
Que detrás das rimas, é minh’alma que implora,
que tenho olhar de quem não chora,
que não sou codorna, sou falcão?
Então, resguarda teu bom senso,
escuta tua razão.
Não faça mais isso não.

:::::::::Alepht:::::::::
 
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Quieto
Postada por rbarros em 28.05. às 02:36

                    QUIETO
      Fica quieto!
      Deita em meu colo a cabeça aluada,
      rosto de barba mal feita,
      estica todo o corpo e deita
      em meu corpo, o teu,
      vencido e quase morto.
      - Fica quieto!
      Deixa-me amar-te assim,
      bem mansamente,
      derramando ternura no teu peito...
      Quero sentir, no abraço, este teu jeito
      de moleque dengoso, irrequieto!
      -Não te mexas agora!
      Não quebres o cristal dos meus afagos.
      Bebe, devagarinho, em silêncio, os tragos,
      deste carinho meu.

                  Quero sugar, então, teu beijo,
                  te fazer cafuné,
                  alisar tua pele,
                  brincar com o sorriso perdido em tua boca.

      - Fica quieto!
      Deixa-me fechar, de amor, teus olhos,
      para a sesta manhosa.
      E o teu sonho chegará sereno,
      no cochilo do sono mais ameno,
      relaxado, tranqüilo, flutuante,
      pousado na limpidez dos céus quietos,
      embalado no lento vento morno...
      das mornas tardes das cigarras.

                 Mila Ramos

Visitem meu site Poemas
 
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MULHER
Postada por rbarros em 28.05. às 01:19

[align=center:333a0acadc]Mulher
que curva teus olhos à dor
e a tua costa a terra.
Teu ventre carrega mais que a vida
e menos que a morte.
Carrega
a esperança de muitas peles
na tua carícia.
Carrega
a fome de muitas bocas
no sabor dos teus seios.
Carrega
a amargura assassina
de um descuido,
a saudade do erro
que hoje não chora
teu nome no berço,
a consciência da lágrima
que se faz sopa na cozinha,
porque não há tempo de pensar.
Mulher...
Não sei se és
culpada ou vítima
se hoje pagas a diária a dor
escondida entre a fumaça e o suor,
entre lenhas e comida.
.[/align:333a0acadc]


----------------------

Obrigado ao Poeta Edvaldo Feitosa pela ajuda com a tradução do poema
 
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Quaresmeira
Postada por rbarros em 27.05. às 15:20

[align=center:369e24a76c]
Quaresmeira
Terias sido, quem sabe,
a árvore de Madalena,
arrependida de amar...?
Enquanto amavas,
serias, por acaso,
a quaresmeira rosa?
E quando, arrependida,
de amores desfeita
florescente em roxo?
Ah! Flor Madalena,
de quaresma em quaresma,
amando em rosa -
ou de roxo arrependida,
vestes minha cidade
- a Joinville das flores -
cidade, de cor, vestida.
Mila Ramos
[/align:369e24a76c]

Visitem meu site Poemas
 
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Melodia da Noite
Postada por rbarros em 24.05. às 01:03

LÁ fora o a noite passa ...
Eu aqui dentro de mim mesma, com o piano a sentir tão perto o amor.
Não sei se flui de mim ou apenas de você, que chega assim nas notas tocando.
O meu íntimo em sintonia com as estrelas lá de cima...
O que sei é que assim, quando de mansinho você chega neste silencio;
dos acordes, eu me entrego a bailar nos teus sentimentos. A girar na minha vasta
ilusão, brincando com o tempo em passeios de ir e vir .
Sem ponteiros ,sem números só com o som desta melodia.
A música a falar por nós dois, enquanto eu e você nos entregamos em um beijo,
com marca de desejo .
E neste único e etéreo prazer onde à sensibilidade é mister, no caminho
a ouvir a saudade do meu ser.
A paz me presenteia assim, com um roçar da brisa marcando o compasso.
No toque mais grave da nota, que aveludada me eleva tão perto de você.
Para simplesmente balbuciar que ... Amo-te.
.
E lá fora a noite densa continua a ouvir os acordes sem nada saber...
Enquanto aqui dentro de mim toca a melodia...
A nossa sublime melodia ,desta página amarelada no tempo...
 
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Floradas
Postada por rbarros em 24.05. às 01:01

O tempo a rodar no céu azul e livre, perambula...
O coração palpita sem pressa no meio do som
Floradas escorregam nas cicatrizes absolutas
Suaves de ternura no campo do meu ser.

Desfolham em pequenos cachos as flores
Que vento levanta ao som da harpa a movimentar a vida
Que se agita nas vivas cores rompendo o interior
Do sonho que apenas adormece coberto em pétalas.

O dia amanhece sem pressa no meio da música
Palpita a vida ainda que despida da ilusão
A liberdade se eleva no frasco da nota excelsa
Expande o aroma intenso recrio-me etérea.

Atinjo o caminho manso e aveludado
Em um compasso da emoção entorpeço
Transformo-me em redoma cristalina
A cobrir minha alma em plena flor.

Penélope*M*
"Voando nas asas da poesia"
 
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Arco e Flecha
Postada por rbarros em 23.05. às 21:18

Arco e Flecha

Os arcos das tuas mãos me preparam
Põem-me em riste na linha dos teus olhos
Fazem-me alvo certeiro no zunido da flecha
Munidos de fôlegos em cada fresta.

Barulhos me alertam
Como sabes conspirar...
Pelos cantos dos teus olhos me alvejas
Vês em mim o gosto de atirar

Soldas o fio e retiro teus escudos
Minhas pernas tramam teu lugar
Somos arcos e somos flechas
No alvo de um só pulsar

Sou o ponto que te ilumina
O amor lateja no meu olhar
Prepare teus embates
Estou pronta prá te amar.

Vilma Orzari Piva
 
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MAR
Postada por rbarros em 23.05. às 13:33

Tú, y tu temible batallón de olas
que revientan las piedras en espuma.
Tú, y tu impetuosa cicatriz de sal
que cubre de cristales las orillas.

En tus playas se dibujan gaviotas
anidando con tristeza y soledad
porque tu invierno se tragó las vidas
de marineros que en ti ganan el pan.

Y las miradas se pierden en tu azul
entre el brillo matinal de las algas,
entre el llanto de las viudas que lloran

al amor que sucumbió entre tus aguas.
Palafitos de cruces se levantan
donde las huellas se disuelven en paz.

--------------------------------------------
Peço desculpas por apresentar este trabalho em espanhol,
mas sei que o mar é apreciado em todas partes
 
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Mais Bordas
Postada por admin em 24.06. às 11:22















Código:
<CENTER>
<TABLE cellSpacing=10 cellPadding=10 width="40%" border=10>
  <TBODY>
  <TR>
    <TD><IMG src="/images/SYMBIOSISMUL.JPG">
</TD></TR></TBODY></TABLE>


 
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Crie uma borda na sua imagem
Postada por admin em 17.06. às 14:36




















Código:
<center><img src="http://www.regobarros.eng.br/images/juliana_paes.jpg" border=10>


 
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Crie uma borda colorida na sua imagem
Postada por admin em 09.06. às 01:55




















Código:
<center>
<TABLE border=5 cellPadding=0 bordercolor="#E0E000">
<TR>
<TD><div align="center">
<img src="http://www.regobarros.eng.br/images/juliana_paes.jpg" width=264 height=400></TD></TR></TABLE>


 
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Comandante Supremo das FFAA e os titulares das For?as
Postada por edvaldo em 03.06. às 12:02

A revista ÉPOCA desta semana (edição n.315, de 31/05/2004, pág.12) publica:

QUEDA DE BRAÇO - Os comandantes militares já não consideram o ministro da Defesa, José Viegas, como seu interlocutor junto à Presidência.

Considerando ser verídica a matéria, quem seria o interlocutor?

E que interessas este possível interlocutor estará defendendo?

E se os titulares das FFAA se reportam diretamente ao Comandante-Supremo que os militares estariam recebendo como contrapartida a esse link direto? Question
 
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Voce sabe o que é um blog?
Postada por admin em 19.10. às 09:24

Saiba em[web:afbd0e592a]http://www.regobarros.eng.br/blog[/web:afbd0e592a].
Você pode incluir um blog. A senha é password.
Vamos lá!
 
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Se despede um gênio...
Postada por admin em 03.06. às 23:34


Gabriel Garcia Márquez retirou-se da vida pública por razões de saúde: câncer linfático. E agora, parece, que seu estado cada vez mais se agrava. Ele está enviado uma carta de despedida a seus amigos, e graças à Internet está sendo difundida.
Recomenda-se sua leitura porque é verdadeiramente comovedor este curto texto escrito por um dos Latinoamericanos mais brilhantes dos últimos tempos. Gabriel nasceu em Aracataca, Colombia em 1928. Maiores informações no site http://almaz.com/nobel/literature/1982a.html

“Si por un instante Dios se olvidara de que soy una marioneta de trapo y me regalara un trozo de vida, aprovecharía ese tiempo lo más que pudiera”.

Posiblemente no diría todo lo que pienso, pero en definitiva pensaría todo lo que digo.

Daría valor a las cosas, no por lo que valen, sino por lo que significan.

Dormiría poco, soñaría más, entiendo que por cada minuto que cerramos los ojos, perdemos sesenta segundos de luz. Andaría cuando los demás se detienen, despertaría cuando los demás duermen.

Si Dios me obsequiara un trozo de vida, vestiría sencillo, me tiraría de bruces al sol, dejando descubierto, no solamente mi cuerpo, sino mi alma.

A los hombres les probaría cuán equivocados están al pensar que dejan de enamorarse cuando envejecen, sin saber que envejecen cuando dejan de enamorarse!

A un niño le daría alas, pero le dejaría que él solo aprendiese a volar.

A los viejos les enseñaría que la muerte no llega con la vejez, sino con el olvido.

Tantas cosas he aprendido de ustedes, los hombres... He aprendido que todo el mundo quiere vivir en la cima de la montaña, sin saber que la verdadera felicidad está en la forma de subir la escarpada.

He aprendido que cuando un recién nacido aprieta con su pequeño puño, por primera vez, el dedo de su padre, lo tiene atrapado por siempre.

He aprendido que un hombre sólo tiene derecho a mirar a otro hacia abajo, cuando ha de ayudarle a levantarse.

Son tantas cosas las que he podido aprender de ustedes, pero realmente de mucho no habrán de servir, porque cuando me guarden dentro de esa maleta, infelizmente me estaré muriendo.

Siempre di lo que sientes y haz lo que piensas.

Si supiera que hoy fuera la última vez que te voy a ver dormir, te abrazaría fuertemente y rezaría al Señor para poder ser el guardián de tu alma.

Si supiera que estos son los últimos minutos que te veo diría “te quiero” y no asumiría, tontamente, que ya lo sabes.

Siempre hay un mañana y la vida nos da otra oportunidad para hacer las cosas bien, pero por si me equivoco y hoy es todo lo que nos queda, me gustaría decirte cuanto te quiero, que nunca te olvidaré.

El mañana no le está asegurado a nadie, joven o viejo. Hoy puede ser la última vez que veas a los que amas. Por eso no esperes más, hazlo hoy, ya que si el mañana nunca llega, seguramente lamentarás el día que no tomaste tiempo para una sonrisa, un abrazo, un beso y que estuviste muy ocupado para concederles un último deseo.

Mantén a los que amas cerca de ti, diles al oído lo mucho que los necesitas, quiérelos y trátalos bien, toma tiempo para decirles “lo siento”, “perdóname”, “por favor”, “gracias” y todas las palabras de amor que conoces.

Nadie te recordará por tus pensamientos secretos. Pide al Señor la fuerza y sabiduría para expresarlos. Demuestra a tus amigos y seres queridos cuanto te importan.”

 
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O que é o índice UV?
Postada por admin em 11.12. às 22:01

Índice Ultravioleta

Saiba qual é o risco de queimadura solar no seu dia a dia

Agora, da mesma forma que você se informa sobre a previsão da meteorologia para o clima na sua cidade, você também pode saber qual o risco diário de queimadura solar. A Sociedade Brasileira de Dermatologia desenvolveu, em parceria com o Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro o Índice Ultravioleta (IUV), como parte do Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele.

O Índice de Ultravioleta (IUV) é um número que fornece uma previsão diária da quantidade de radiação ultravioleta recebida pela superfície da Terra, durante a hora de máxima iluminação solar, ou seja, de 11:30 até 12:30. Embora o índice seja previsto para esse horário, o alerta é válido para o intervalo de 10 às 15 horas, pois a intensidade da radiação não varia muito neste período.

Juntamente com o IUV, será divulgado, a cada dia e para cada localidade, os tempos máximos de exposição ao sol, a partir do qual a pele poderá sofrer a queimadura solar. Os tempos máximos de exposição solar variam de acordo com os fototipos da pele. Para cada fototipo, existe uma quantidade máxima de radiação ultravioleta a partir da qual se inicia a queimadura solar. Veja abaixo qual é o seu fototipo.








Citação:
Fototipos da pele Consequências da exposição solar
I-Pele clara, olhos azuis, sardentos - Sempre se queimam e nunca se bronzeiam
II-Pele clara, olhos azuis, verdes ou castanhos claros, cabelos ou louros ruivos - Sempre se queimam e, às vezes, se bronzeiam
III-A média das pessoas brancas normais - Queimam-se moderadamente, bronzeiam-se gradual e uniformemente
IV-A média das pessoas brancas normais - Queimam-se muito pouco, bronzeiam-se bastante
V-Pessoas morenas - Raramente se queimam, bronzeiam-se muito
VI-Negros - Nunca se queimam, profundamente pigmentados


Veja o IUV nas capitais para hoje e amanhã

Primeiro, entenda como funciona. Veja o exemplo: uma pessoa com fototipo I, em um dia de IUV = 7, iniciaria a queimadura solar após 17 minutos de exposição ao sol entre 10 e 15 horas, enquanto uma pessoa com fototipo III levaria 48 minutos. Vale a pena lembrar que as pessoas de pele clara, em dias com índice IUV entre 7 e 10, devem permanecer na sombra de uma barraca usando protetores solares e com índice entre 11 e 15 devem evitar ir à praia.

Portanto, antes de verificar, veja na tabela acima qual o seu fototipo cutâneo e então cheque o índice. Você pode conferir o IUV das capitais brasileiras para o dia de hoje e o dia de amanhã. Este é um serviço fornecido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Uma advertência: entre 10 e 15 horas, filtros solares acima de 15 e óculos escuros com proteção anti-UV devem ser usados mesmo com índices baixos de IUV.

Os riscos de exposição, valores do índice UV (IUV) e tempos de exposição segura ao sol (TES), isto é período enquanto ainda não ocorreriam queimaduras devido ao sol, para pessoas com pele do tipo II são descritos abaixo. Risco Baixo: Níveis de 0 a 2 indicam perigo mínimo da radiação UV para a média (tipo II) das pessoas. Nestas condições, a maioria das pessoas pode ficar expostas ao sol do meio-dia por até uma hora sem se queimar. Em dias de céu aberto, utilize boné ou chapéu.

Risco Moderado: Índices de 3 a 5 indicam baixo risco de dano para a pele. Os indivíduos do tipo II podem experimentar queimaduras dentro de 30-60 minutos. Além de boné ou chapéu, use óculos que barrem 99-100% da UV e filtro solar com fator de proteção (FPS) maior do que 15.

Risco Alto: Índices de 5 a 8 indicam algum risco de dano a pele devido ao sol. A exposição direta pode resultar em queimaduras dentro de 20 a 30 minutos. Evite de ficar no sol entre as 11:00 horas da manhã e as 3:00 horas da tarde. Na rua, procure o abrigo de sombras, use boné ou chapéu, filtro solar com fator de proteção (FPS) maior do que 15 e proteja seus olhos com óculos que barrem 99-100% da UV.

Risco Extremo: Índices acima de 8 indicam alto risco de dano de exposição direta ao sol. Tempo de exposição deve ser limitado entre as 11:00 da manhã e as 3:00 da tarde, uma vez que a pele pode se queimar em menos de 20 minutos. Quando o índice é 10 ou mais alto, fique em lugar fechado se possível, caso contrário esteja seguro de ao sair de casa tomar todas as precauções necessárias citadas nos itens anteriores.
Os riscos de exposição, valores do índice UV (IUV) e tempos de exposição segura ao sol (TES), isto é período enquanto ainda não ocorreriam queimaduras devido ao sol, para pessoas com pele do tipo II são descritos abaixo. Risco Baixo: Níveis de 0 a 2 indicam perigo mínimo da radiação UV para a média (tipo II) das pessoas. Nestas condições, a maioria das pessoas pode ficar expostas ao sol do meio-dia por até uma hora sem se queimar. Em dias de céu aberto, utilize boné ou chapéu.

Risco Moderado: Índices de 3 a 5 indicam baixo risco de dano para a pele. Os indivíduos do tipo II podem experimentar queimaduras dentro de 30-60 minutos. Além de boné ou chapéu, use óculos que barrem 99-100% da UV e filtro solar com fator de proteção (FPS) maior do que 15.

Risco Alto: Índices de 5 a 8 indicam algum risco de dano a pele devido ao sol. A exposição direta pode resultar em queimaduras dentro de 20 a 30 minutos. Evite de ficar no sol entre as 11:00 horas da manhã e as 3:00 horas da tarde. Na rua, procure o abrigo de sombras, use boné ou chapéu, filtro solar com fator de proteção (FPS) maior do que 15 e proteja seus olhos com óculos que barrem 99-100% da UV.

Risco Extremo: Índices acima de 8 indicam alto risco de dano de exposição direta ao sol. Tempo de exposição deve ser limitado entre as 11:00 da manhã e as 3:00 da tarde, uma vez que a pele pode se queimar em menos de 20 minutos. Quando o índice é 10 ou mais alto, fique em lugar fechado se possível, caso contrário esteja seguro de ao sair de casa tomar todas as precauções necessárias citadas nos itens anteriores.
Considerações importantes

1) Apenas os raios UVB causam as queimaduras solares portanto, o fato de você não ter ficado vermelho, não significa que sua pele não sofreu a ação danosa da radiação UV, porque o UVA não causa queimaduras mas danifica a pele. Aquele sol de inverno que pareceu não causar problemas porque você não se queimou nada, na verdade também está prejudicando sua pele favorecendo, principalmente, o seu envelhecimento, da mesma forma que as câmaras de bronzeamento artificial.

2) A quantidade de UVA emitida por uma câmara de bronzeamento pode chegar a ser 10 vezes maior que a da luz solar. Pode-se imaginar o dano causado à pele por este tipo de tratamento. Dano este que só vai aparecer com o passar dos anos. O uso destas câmaras para bronzeamento deve ser evitado apesar das alegações de que não fazem mal à pele. Elas provocam o envelhecimento precoce e predispõem ao surgimento do câncer da pele.

3) O FPS representa apenas a proteção contra o UVB. Alguns filtros solares já trazem também o fator de proteção contra o UVA.

4) EVITE OS HORÁRIOS ENTRE 10 E 15 HORAS. Este é o pior horário para se expor ao sol devido à grande intensidade da radiação UVB, principal causadora do câncer da pele. Se você tem que se expor ao sol neste horário, proteja-se intensamente com protetores solares de FPS alto, use chapéus, roupas e barracas. Quem tem a ganhar é você.

Este índice(UV) é encontrado no módulo Tempo, instalado no Fórum, quando você clica na cidade desejada
 
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Postada por admin em 14.11. às 11:53

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Viva a Vida
Postada por admin em 03.11. às 14:42

Nós nos convencemos de que a vida ficará melhor algum dia, quando nos casarmos, quando tivermos um filho, e depois, outro. Então, ficamos frustrados, porque nossos filhos não tem idade suficiente e seria muito melhor se tivessem. Depois, nos frustramos porque temos filhos adolescentes e temos de lidar com eles. Certamente seremos mais felizes quando nossos filhos tiverem ultrapassado essa fase. Dizemos que nossa vida só será completa quando nosso cônjuge conseguir o que busca, quando tivermos comprado um carro melhor, ou tivermos condições de fazer uma viagem longa, quando tivermos aposentados.
A verdade é que não há melhor época para ser feliz do que agora mesmo! Se não, quando?
Sua vida será sempre cheia de desafios. Melhor admitir isto para você mesmo e decidir ser feliz de qualquer modo. Uma das minhas frases favoritas é de Alfred D. Souza, quando diz:
"Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade. Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver - um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. Aí sim a vida de verdade começaria. Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade. Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar o seu tempo...e lembre-se de que o tempo não espera ninguém. Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; até que você perca 5 quilos; até que você ganhe 5 quilos; até que você tenha tido filhos; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case; até sexta-feira à noite; até segunda-feira de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa novos; até que o seu carro ou sua casa tenham sido pagos; até o próximo verão, primavera, outono, inverno; até que você tenha se aposentado; até que a sua música toque; até que você tenha terminado o seu drinque; até que esteja sóbrio de novo;
A melhor hora para ser feliz é agora mesmo...
Felicidade é uma viagem, não um destino.
Por isso...
Trabalhe como se você não precisasse de dinheiro;
Ame como se você nunca tivesse se machucado;
Auxilie como se fosse rotina;
Não coma e beba como se fosse a última vez;
Brinque como se fosse criança;
Perdoe como gostaria de ser perdoado;
E dance como se ninguém estivesse olhando!" Very Happy
 
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Como usar o BBcode
Postada por admin em 31.10. às 14:19

BBCode é uma variação do HTML. Basicamente isso autoriza você adicionar funcionalidades ou estilos em sua mensagem, o que normalmente iria requerer HTML. Você pode usar BBCode esteja ou não o HTML habilitado. Aliás, é mais seguro e erros na sintaxe não produzem problemas.
URL Hyperlink
Se BBCode estiver habilitado não será necessário usar o código [URL] para criar um hyperlink. Simplesmente digite a URL completa em qualquer uma das seguintes formas e o hyperlink será criado automaticamente:
http://www.suapagina.com.br
www.suapagina.com.br
http://www.suapagina.com
www.suapagina.com
Observe que você poderá usar uma ou outra dessas formas. Mas se o site não se inicia com o prefixo "www", você deverá completar o endereço com "http://".
Ou então crie um link:








Código:
Visitem minha [url=http://www.regobarros.eng.br]página pessoal[/url]


Ficaria assim:
Visitem minha página pessoal
Email Links
Para adicionar um hyperlink para um endereço de email dentro de uma mensagem, siga os exemplos a seguir (BBCode está dentro do retângulo).








Código:
[email]rjoao@brasileiro.org[/email]


No exemplo, o BBCode automaticamente gera um hyperlink.
Negrito e itálico
Para deixar seu texto em negrito ou itálico você deverá encaixá-lo dentro de








Código:
[b] [/b] ou [i] [/i]










Código:
Oi,[b]João[/b]
Oi,[i]Maria[/i]


Boletins/Listas
Você pode fazer listas ou listas ordenadas (por números ou letras).
Listas:








Código:
[list]
[*] Este é o primeiro item.
[*] Este é o segundo item.
[/list]


Faz:
  • Este é o primeiro.
  • Este é o segundo.

Note que você precisa incluir um fechamento [/list] ao final.
Listas ordenadas é fácil. Apenas adicone ou [LIST=A] ou [LIST=1]. Digitando [List=A] as listas serão numerdas de A à Z. Usando [List=1] terão números.
Exemplos:








Código:
[list=A]
[*] Primeiro item.
[*] Segundo item.
[/list]


Faz:

  1. Primeiro item.
  2. Segundo item.

Adicionando imagens
Para colocar uma imagen dentre de sua mensagem, apenas encaixe a URL do gráfico como a seguir (BBCode está dentro do retângulo).








Código:
[img]http://www.regobarros.eng.br/images/Rego Barros.gif[/img]


No exemplo acima, o BBCode automaticamente faz o gráfico visível. Note: "http://" é necessário para o
[img] código.
Citações
Para referenciar a alguma outra mensagem postada, apenas corte e cole e encaixe-a nos códigos abaixo (BBCode está dentro do retângulo).








Código:
[QUOTE]Não pergunte o que seu país pode fazer por você ...
pergunte ...[/QUOTE]


No exemplo, o BBCode automaticamente ajusta o texto.
Código
Similar ao anterior, este código adiciona a tag *PRE* para preservar a formatação. É útil para mostrar códigos de programação, por exemplo.








Código:
[code]#!/usr/bin/perl
print "Content-type: text/html\n\n";
print "Oi mundo!"; [/code]


No exemplo, o BBCode automaticamente ajusta o texto e preserva a formatação.
Você não deve usar ambos HTML e BBCode para a mesma função. Também note que o BBCode não faz diferença entre maíusculas e minúsculas (assim, você poderia usar [URL] ou [url]).
Uso incorreto do BBCode:
[url] www.totalgeek.org [/url] - não deixe espaços entre os colchetes e o texto.
[email]james@totalgeek.org[email] - no fim dos colchetes precisa ser incluído um finalizar do código ([/email])

 
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Adios Muchachos
Postada por admin em 31.10. às 08:28

Escute o tango Adios Muchachos...









Código:
Para incluir música use a tag <BGSOUND src="http://www.regobarros.eng.br/midi/adiosmuchachos.mid"loop=infinite>


 
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Temas para o Windows XP
Postada por admin em 09.04. às 17:45

Laughing Interessados no tema e que instalaram o Windows XP, podem acessar o site http://www.themexp.org
Lá você encontra telas de logon, telas de boot, papel de parede, estilos visuais além de tutoriais Laughing


 
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Testando arquivo grafico
Postada por admin em 12.05. às 23:22

Veja o codigo:








Código:
[IMG]http://www.regobarros.eng.br/phpBB2/images/juliana_paes.jpg[/IMG]



 
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Objetos em movimento
Postada por admin em 09.05. às 21:13

Marquee é uma propriedade que possibilita o efeito de rolamento de um objeto (texto, quadro ou imagem) para a esqueda ou direita, para cima ou para baixo como também define sua velocidade. A sintaxe é a seguinte:

objeto


ATRIBUTOS:

align="top", "middle", "bottom"
Alinha o texto pelo topo, meio e inferior, respectivamente.

behavior=scroll, slide, alternate
Scroll - Inicia o texto aparecendo de um lado e segue até desaparecer a última letra do outro.
Slide - Inicia o texto de um lado e segue até a primeira letra tocar o lado oposto, então ele pára.
Alternative - Cria o efeito do texto aparecer de um lado e segue até tocar o lado oposto, então ele retorna.


bgcolor="cor"
Especifica a cor de fundo. Pode ser pelo nome da cor ou através de seu código RGB.

direction=left, right, up, down
Especifica a direção do texto, esquerda (default), direita, para cima e para baixo, respectivamente.

height="número", %
Especifica a largura do painel. Se for um número ele especifica a quantidade de pixels se for % ele especifica a largura da janela do marquee em porcentagem.

hspace="número"
Especifica a largura em pixels das margens esquerda / direita.

loop="número", -1, infinite
Especifica quantas vezes será executado a rolagem do texto, se o valor for -1 ou infinite, o texto rolará infinitamente.

scrollamount="número"
Especifica a quantidade de pixels que será usada para deslocar o marquee, ou seja, quanto maior for o valor, maior será a velocidade de deslocamento.

scrolldelay="número"
Especifica em milissegundos o tempo de deslocamento do texto.

vspace="número"
Determina em pixels a margem superior e inferior do marquee.

width="número", %
O número especifica a altura do painel, % especifica a altura em relação a janela em porcentagem.

Exemplos:

Aqui configurei que um texto com fonte tamanho 5 [font size="5"] iria rolar numa faixa de 70% [width=70%] da tela entre duas barras [hr]








Código:

<CENTER>
<HR WIDTH="80%">
<MARQUEE behavior=scroll width="70%">
<font size="5"><b>Não esqueça de fazer back-up de seus arquivos.</b></font>
</MARQUEE>
<HR WIDTH="80%">
</CENTER>










Citação:





Não esqueça de fazer back-up de seus arquivos.






Agora um exemplo com o texto rolando de baixo para cima direction="up" num quadro e de cima pra baixo direction="down" noutro quadro. Para isso criei uma tabela com duas células de 250px cada, width="250" e inseri os quadros nelas. Abri o espaço vertical com height="100" e diminui a velocidade de movimento das letras com scrollamount="1" de forma que ela irá correr lentamente como na abertura de um filme. E finalmente inseri algumas imagens também.









Código:

<CENTER>
<TABLE>
<TR>
 
<TD WIDTH="250">
<MARQUEE behavior=scroll width=250 height="100" direction="up" scrollamount="1">
<IMG SRC="images/3sun5a.gif" align="left">
<CENTER><I>Texto...</I></CENTER>
</MARQUEE>
</TD>
 
<TD WIDTH="250">
<MARQUEE behavior=scroll width=250 height="100" direction="down" scrollamount="1">
<IMG SRC="images/3sun6c.gif" align="left">
<CENTER><I>Texto...</I></CENTER>
</MARQUEE>
</TD>
 
</TR>
</TABLE>
</CENTER>










Citação:


<TABLE>
<TR>

<TD WIDTH="250">


Texto...


</TD>

<TD WIDTH="250">


Texto...


</TD>

</TR>
</TABLE>




Aqui configurei uma cor de fundo (bgcolor="dda0dd") com o texto em movimento alternado (behavior=alternate)



Aqui configurei uma cor de fundo (bgcolor="dda0dd") com o texto em movimento alternado (behavior=alternate)

Sintaxe:








Código:

<marquee behavior=alternate direction=left bgcolor="dda0dd">
<font size="5"><b><i>É muito fácil aprender HTML, 8-))</i></b></font>
</marquee>










Citação:


É muito fácil aprender HTML, Cool)


 
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Uso da tag marquee
Postada por admin em 09.05. às 18:24

Desejo que o texto role na horizontal a partir da metade da tela:
[FONT FONT COLOR="#FF0000"][marquee behavior=scroll width=50%]Texto[/marquee][/font]
Texto

Desejo que o texto role na horizontal na tela inteira:
[FONT FONT COLOR="#FF0000"][marquee behavior=scroll width=100%]Texto[/marquee][/font]

Texto

Desejo que o texto role na horizontal a partir de 30% da tela:
[FONT FONT COLOR="#FF0000"][marquee behavior=scroll width=30%]Texto[/marquee][/font]

Texto
 
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Blocos Ultimos Online
Postada por admin em 21.01. às 02:55

Em portal_body.tpl inclua este código no lado esquerdo ou direito:








Citação:
<!--INICIO ONLINE-->
<table width="100%" cellpadding="2" cellspacing="1" border="0" class="forumline">
<tr>
<td class="catHead" height="25" colspan="2"><span class="cattitle">Últimos Online</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">
<table width="100%" cellpadding="0" cellspacing="0">
<!-- BEGIN last_seen_row -->
<tr>
<td class="row1" align="left" valign="middle"><span class="gensmall">» <a href="{last_seen_row.U_LSEEN_LINK}">{last_seen_row.L_LSEEN_USERNAME}</a></span></td>
<td class="row1" align="right" valign="middle"><span class="gensmall">{last_seen_row.L_LSEEN_TIME}&nbsp;</span></td>
</tr>
<!-- END last_seen_row -->
</table>
</td>
</tr>
</table>



Em portal.php depois de:








Citação:
else { $l_total_user_s = $lang['Registered_users_total']; }


Incluir:








Citação:

$sql = "SELECT username, user_id, user_session_time FROM phpbb_users WHERE user_id > 0 AND user_level <> 1 ORDER BY user_session_time DESC LIMIT 10";
if (!$result = $db->sql_query($sql)) { message_die(GENERAL_ERROR, 'Could not query last seen information', '', __LINE__, __FILE__, $sql); }
$number_last_seen = $db->sql_numrows($result);
$last_seen_row = array();
while ($row = $db->sql_fetchrow($result)) { $last_seen_row[] = $row; }
for ($i = 0; $i < $number_last_seen; $i++) {
$template->assign_block_vars('last_seen_row',
array(
'U_LSEEN_LINK' => append_sid("profile.$phpEx?mode=viewprofile&amp;u=".$last_seen_row[$i]['user_id']),
'L_LSEEN_USERNAME' => $last_seen_row[$i]['username'],
'L_LSEEN_TIME' => date("d/m/y H:i", $last_seen_row[$i]['user_session_time']))
);
}


 
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Colocando uma imagem no portal no modo ramd?mico
Postada por admin em 27.12. às 15:02

Abra o arquivo portal.php e procure:








Citação:
//
// Get Newest Pic
//
$sql = "SELECT id, title, username, timestamp FROM phpbb_album ORDER BY timestamp DESC LIMIT 0,1";

if (!$result = $db->sql_query($sql))
{
message_die(GENERAL_ERROR, 'Could not query album information', '', __LINE__, __FILE__, $sql);
}

$picrow = $db->sql_fetchrow($result);
//
// END - Get Newest Pic
//


substitua com:








Citação:
//
// Get Random Pic
//
$sql = "SELECT id, title, username, timestamp FROM phpbb_album ORDER BY RAND() LIMIT 1";

if (!$result = $db->sql_query($sql))
{
message_die(GENERAL_ERROR, 'Could not query album information', '', __LINE__, __FILE__, $sql);
}

$picrow = $db->sql_fetchrow($result);
//
// END - Get Random Pic
//


 
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Adicionando texto no EZportal
Postada por admin em 27.12. às 14:43

Inclua o seguinte código:









Citação:
<?php

define('IN_PHPBB', true);
$phpbb_root_path = './';
include($phpbb_root_path . 'extension.inc');
include($phpbb_root_path . 'common.'.$phpEx);

//
// Start session management
//
$userdata = session_pagestart($user_ip, PAGE_INDEX);
init_userprefs($userdata);
//
// End session management
//

//
// Start output of page
//
$page_title = Título da sua página;
include($phpbb_root_path . 'includes/page_header.'.$phpEx);
?>


<table width="100%" cellpadding="2" cellspacing="1" border="0" class="forumline">
<tr>
<td class="catHead" height="25">
<span class="genmed">Título da sua Tabela</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="row1" align="center">
<span class="mainmenu"> ...Seu Texto... </span>
</td>
</tr>
</table>





<?php

include('includes/page_tail.'.$phpEx);
?>


 
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Adicionando um bloco no EZportal
Postada por admin em 27.12. às 14:26

1- Atualize a versão do portal_body.php;
2- Exemplo do código:








Citação:
<table width="100%" cellpadding="2" cellspacing="1" border="0" class="forumline">
<tr>
<td class="catHead" height="25"><span class="genmed">Cabeçalho</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="row1" align="center"><span class="gensmall">Exemplo de texto</span></td>
</tr>
</table>



3- Se você quer adicionar o bloco do lado esquerdo, procure o código abaixo e adicione depois








Citação:
<td valign="top" width="23%">
<table width="100%" cellspacing="1" cellpadding="1" border="0" align="left"><tr><td>



4- Se você quer adicionar o bloco no centro, procure o código abaixo e adicione depois








Citação:
<td valign="top" width="55%">
<table width="97%" cellspacing="1" cellpadding="1" border="0" align="center"><tr><td>



5- Se você quer adicionar o bloco do lado direito, procure o código abaixo e adicione depois








Citação:
<td valign="top" width="22%">
<table width="100%" cellspacing="1" cellpadding="1" border="0" align="right"><tr><td>


 
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